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Cartilha de Orientações Ergonômicas Posturais Preventivas e Ginástica Laboral para Mauricéa Alimentos Imprimir E-mail
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Cartilha de  Orientações Ergonômicas Posturais Preventivas e Ginástica Laboral  para Mauricéa Alimentos

(Fabrica de Rações, Manejo e Produção de Frango de Corte)

 

Autora

BARBOSA, Rita V B. Cartilha de   Orientações Ergonômicas Posturais Preventivas e Ginástica Laboral  para Trabalhadores da Mauricéa Alimentos. 1 Ed, Luís Eduardo Magalhães, Bahia, 2019.

 

Promoção:

Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT

da Mauricéa Alimentos

 

Rita Viviane Branco Barbosa

Docente em Ciências da Saúde

Fisioterapeuta ED.Física-P- Médica

Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho Fisioterapia: Promoção da Saúde do Trabalhador Mauricéa Alimentos

Luís Eduardo Magalhães, Bahia,

1ª Edição

Maio, 2019

 

Editorial

 

Ergonomia, atualmente, se tornou uma preocupação constante das empresas. A sua ausência é identificada em pesquisas como uma das maiores causas de absenteísmo, além da geração de elevados custos diretos e indiretos, contribuindo para a queda da qualidade de vida dos trabalhadores lesionados. Essa falta de Ergonomia nos postos de Trabalho e processos produtivos geram Doenças Ocupacionais físicas e psicológicas, impõem ritmos repetitivos, acidentes e posturas inadequadas. São considerados fatores de risco ocupacionais ambientes de trabalho e estressores físicos que possam levar os trabalhadores a sofrer lesões ou doenças no sistema músculo-esquelético (Barbosa, 2007). Dentre estes fatores podemos citar: movimentos  Repetitivos, rápidos e fortes; carga muscular estática; tensão mecânica;  vibração; extremos de temperatura; trabalho sedentário;    posturas inadequadas decorrentes de equipamentos, ferramentas ou estações de trabalho projetadas de forma inadequada; organizacionais:  taxas  excessivas  de  trabalho,    jornada,  velocidade  imposta  por  agentes externos (ex. filas de clientes em um serviço de atendimento bancário),  número de pausas insuficientes e de curto período, trabalho monótono, sem variação de tarefas, pressão produtiva (YASSI, 1997 apud NEVES 2003), dupla jornada de trabalho, excesso de horas extras  PRATI et al apud NEVES 2003) e relações opressivas, embora sutis, de subordinação. Graças ao aperfeiçoamento da legislação que trata da questão, através de instrumentos legais complementares, do avanço em qualidade dos sindicatos, em defesa de melhores condições de trabalho e da ação do Ministério Público, que atua como marco avançado na defesa da cidadania, não é de se estranhar que nos tribunais avolumem-se processos contra empresas, que insistem em não se adequarem às realidades socioeconômicas dos nossos dias. Por outro lado, há muitos empresários sequiosos de informações para se ajustarem ao novo momento.

 

Atualmente, a postura é considerada como sendo uma interação dinâmica entre o objetivo da tarefa e o meio, assim aquela concepção de que postura é um estado estático está sendo deixado de lado (KORAK e MACPHERSON, 1996 apud EVANGELISTA 2011). No ambiente de trabalho, manter uma postura ereta e estável é algo complexo, pois existem diversas forças externas que tendem a desestabilizar o corpo do trabalhador. O posicionamento das partes do corpo, como a cabeça, tronco e membros é a base para o estudo da análise postural. A boa postura é essencial para que o trabalho desenvolvido seja visto como confortável e prazeroso (IIDA, 2005). As posturas inadequadas surgem a partir de um posto de trabalho ou máquinas projetados de forma errônea. De acordo com Lida (1997), as principais posturas inadequadas surgem quando o trabalhador está exposto a algum dos tipos de trabalhos, tais como: Tr abalhos estáticos que envolvem uma postura parada por longos períodos; trabalhos que exigem muita força; trabalhos que exigem posturas desfavoráveis, como o tronco inclinado e torcido.

 

Essas posturas erradas assumidas pelos trabalhadores podem causar distúrbios psicológicos e danos ao sistema músculo-esquelético. A Ergonomia é extremamente importante para as empresas, uma vez que auxilia na elaboração de postos de trabalho e equipamentos garantindo uma postura neutra. As posturas neutras reduzem a fadiga dos trabalhadores, pois garantem a menor carga possível sobre as articulações e segmentos músculos-esqueléticos. A empresa também deve conscientizar seus funcionários estimulando-os a terem um controle postural, orientando e estabilizando seu corpo. A orientação é a habilidade de estabelecer uma boa sincronia entre os segmentos corporais e o ambiente na qual está realizando a atividade, e a estabilização visa manter dentro dos limites da base do corpo, seu centro de gravidade (FREITAS, 2003 apud Evangelista 2011).

 

Conforme Art. 3º da LEI Nº. 9.696, DE 1º DE SETEMBRO DE 1998, compete ao Profissional de Educação  Física  coordenar,  planejar,  programar,  supervisionar, dinamizar,  dirigir, organizar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos e projetos, bem como prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria, realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares e elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas de atividades físicas e do desporto. O termo ginástica laboral refere-se a uma atividade que se originou para prevenção de doenças e promoção do bem-estar do trabalhador (BARBOSA,2007). O viés do tratamento de doença instalada (LER/DORT) cabe a outro profissional, em destaque os Fisioterapeutas, que também  atuam  com medidas  Preventivas através de Orientações Ergonômicas Posturais e  Prescrição de Exercícios Preventivos.  É necessária a discussão sobre a prática dos “multiplicadores” que colocam em risco a qualidade do programa bem como a saúde dos trabalhadores envolvidos. A reflexão sobre a questão do profissional de educação física ceder o seu lugar ao próprio funcionário da empresa, que não possui conhecimento científico e prático que lhe permita avaliar e interferir nas variáveis da prescrição da ginástica laboral enquanto exercício físico, deve ser questionada pelas empresas e profissionais inseridos neste processo. A atividade física pode ser uma “arma de dois gumes”, dependendo do profissional que a oriente, pode ser um instrumento de alto valor educativo promovendo a saúde ou, se cair em mãos inabilitadas poderá produzir lesões.

 

Baseado  no  conhecimento  da  Fisioterapia,  Anatomia  Humana,  Fisiologia  Humana, Fisiopatologia Ortopédica, Fisiologia do Exercício, Ergonomia Física,  Norma Regulatória 17, Norma Regulatória 31, essa cartilha tem como Objetivos principal a Prevenção de Lesões nos Trabalhadores ocasionadas por esforços repetitivos no   Ambiente de Trabalho. Possui Orientações Posturais e  Incentivo à prática de Ginástica Laboral visando melhorar a Qualidade de Vida do Trabalhador. Porém, este Manual não tem a pretensão de ser a palavra final ou conclusiva sobre o tema, mas revela a preocupação da Mauricéa com os seus trabalhadores e representa um passo adiante das dificuldades referidas e observadas  no dia-a-dia durante análise ergonômica do trabalho.

 

Para tanto, fora utilizada pesquisa  Bibliográfica, posteriormente diagnóstico ergonômico a partir da observação direta  através  do Sistema OWAS (Ovako Working Posture Analysing System) para avaliação das posturas    assumidas pelos trabalhadores na Mauricéa durante desenvolvimento de suas atividades. As posturas foram analisadas a partir de registros fotográficos do indivíduo em situação real de trabalho, obitidos pela observação direta. As fotos utilizadas para ilustrar cada atividade são representativas para determinada condição de postura. Foram consideradas as posturas analisadas pela combinação da posição do dorso, das pernas, dos braços e da quantidade de carga que está sendo transportada, identificando o efeito dessa combinação sobre o sistema músculo-esquelético. A combinação das posições das costas, braços, pernas e o uso de força no método OWAS receberam uma pontuação que foi incluída o sistema de análise WinOWAS, com o que foi possível categorizar níveis de ação para medidas corretivas (LIGERO, 2010). O método então classifica as posturas em 4 categorias: 1°: postura normal que dispensa cuidados. 2°: postura deverá ser verificada durante a próxima rotina de trabalho. 3°: postura que deve merecer atenção a curto prazo. 4°: postura que deve merecer atenção imediata. Após análise, pode-se concluir a   elaboração desse instrumento baseado na realidade dos trabalhadores da Mauricéa. Possibilitada a sua impressão, este exemplar é entregue para os responsáveis de Segurança do Trabalho para que possam obter respostas imediatas às mais frequentes e importantes indagações no que diz respeito às situações ergonômicas.

 

Agradecimentos

À DEUS, por permitir esse Trabalho

À minha Filha, pela Inspiração

Ao Serviço Especial de Segurança

e Medicina do Trabalho, da Mauricéa Alimentos, em especial Danilo Negrini,  pela Confiança

Aos Técnicos de Segurança do Trabalho das Unidades G3 – MF1(Granja de Frango de

Corte) , MF2, G2(granja matrizes –incubatório), Fábrica de Rações e Abatedouro

Aos Colaboradores pela Parceria.

 

Confira o texto completo, clicando no link:

http://www.fisioweb.com.br/portal/images/stories/img-artigos/cartilha/cartilha.pdf

 

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