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Abordagem de Avaliação da Qualidade de vida em pacientes idosos com Dor Lombar Imprimir E-mail
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Trabalho realizado por:

Paloma Ramalho da Silva.

Contato: palomaramalho_20@hotmail.com

Leydiane Silverira.

Priscilla Borges.

*Discentes do curso, Pós- Graduação Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia da Universidade Veiga de Almeida.

Orientador:

Prof. Silmar.

 

Resumo

O envelhecimento populacional traduz-se como um fenômeno global, tornando-se causa da transformação na estrutura social e econômica da sociedade moderna. Um estudo epidemiológico demonstra que cerca de 60% a 75% dos indivíduos principalmente idosos apresentam dor lombar em algum momento de suas vidas. A qualidade de vida é percepção individual do bem estar físico mental e social, sendo influenciada pelo aparecimento de diversas alterações de condições de saúde. Esta pesquisa teve como objetivo de avaliar o nível de qualidade de vida em idosos portadores de lombalgia, em uma ONG da cidade de cabo frio, dez idosos foram submetidos individualmente através da aplicação do questionário de avaliação funcional de Roland-morris utilizado para avaliar funcionalmente a coluna lombar.  Escala numérica é usada para identificar a intensidade da dor percebida pelo próprio idoso. Como resultado observou-se que a dor clinicamente detectável na coluna lombar pelos idosos que apresentou limitações funcionais nas atividades da vida diárias. Concluí-se que a lombalgia tem grande incidência nestes idosos e entende-se que além de medidas gerais de prevenção é um instrumento específico de avaliação da coluna lombar, constituem ferramentas imprescindíveis no controle desta doença ocupacional.

Palavras - chave: Lombalgia, avaliação da coluna lombar, idosos


Abstract

The aging population translates as a global phenomenon, becoming a cause of transformation in social and economic structure of modern society. An epidemiological study shows that about 60% to 75% of individuals mainly elderly people have back pain at some point in their lives. Quality of life is individual perception of physical well being mental and social well being influenced by the appearance of several changes of health conditions. This study aimed to evaluate the quality of life in elderly patients with low back pain, an ONG in the city of Cabo Frio ten elders were submitted individually a questionnaire evaluating functional Roland – Morris used to functionally evaluate the column lumbar. Numerical scale is used to identify the intensity of pain perceived by the elderly. As a result there was clinical evidence that pain in the lumbar spine of elderly people who had functional limitations in activities of daily living. We concluded that low back pain has major implications for these seniors and it is understood that in addition to general prevention is a specific assessment of the lumbar spine, are indispensable tools in the control of occupational disease.

Key words: Low back pain, evaluation of the lumbar spine, elderly

Introdução

A dor lombar é predominante no idoso que é causada pelo desgaste da estrutura da coluna vertebral inerente ao processo de envelhecimento, que gera alterações nas partes ósseas (achatamento dos corpos vertebrais e perda óssea, que poderá predispor a fratura), além de modificações discais e ligamentares da coluna vertebral, podendo ser divididas em duas possibilidades (CECATO, 2008).

De acordo com Ferreira e Nakano (2007), a lombalgia é definida como um sintoma de dor, de origem multifatorial que esta localizada na região inferior do dorso, em uma área situada entre último arco costal e prega glútea, freqüentemente acompanhada por exacerbação da dor e limitação do movimento (NETTO, 2005). A lombalgia é considerada um sério problema de saúde publica, pois afeta uma grande parte da população economicamente ativa, incapacitando-as temporária ou definitivamente para atividade da vida diária (WEINER, 2006), a classificação da lombalgia poderia evidenciar síndrome do uso excessivo, compressivas ou posturais, relacionados a desequilíbrios musculares, fraqueza muscular, diminuição de amplitude e coordenação de movimentos e aumento de fadiga (RESENDE et al, 2009).

É observado que a lombalgia possui vários fatores etiológicos sendo freqüentemente associada a traumas cumulativos que desenvolvem em idosos cuja rotina se entende pelo dia todo sem pausas, sem conhecimento de correção postural e não integrante de métodos preventivos (DA SILVA et al ; 2006). Além disto, muitos idosos continuam a exercer suas atividades, mesmo apresentado a lombalgia.

A literatura aborda as questões relacionadas á identificação de lombalgias particularmente com aplicações de questionários de avaliação internacionalmente reconhecidos que além de identificarem a dor lombar, esclarecem quais os fatores que podem contribuir para desenvolvimento ou agravamento do sintoma (ROLAND; FAIRBANK, 2005). Assim o objetivo deste estudo foi avaliar o nível de qualidade de vida em idosos portadores de lombalgia em ONG da cidade de cabofrio.

Metodologia

Inicialmente, todos os idosos da ONG de cabo frio, foram previamente esclarecidos a respeito da proposta do estudo e todos aqueles que concordaram em participar assinaram em Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Dentre outras coisas que tratava esse TCLE a não obrigatoriedade de participação permanente e ausência de qualquer ajuda financeira ou beneficio através da participação no estudo foram reforçados durante a descrição do documento.

No presente estudo participaram 10 idosos, sendo 5 sexos femininos e 5 do sexo masculino com idade entre 60 a 75 anos independente de cor, sexo, raça, patologias previas condição social ou cultural. A amostra estudada representou 75% do total dos idosos apresentaram quadro álgico de lombalgia e demonstraram o desconforto da dor lombar.

O estudo foi norteado pela aplicação de dois instrumentos reconhecidos cientificamente para observação de dor auto-percebida, da limitação em atividades ocupacionais e diárias decorrentes da lombalgia e da própria presença clinica de lombalgia; Questionário de avaliação funcional de Roland – Morris, instrumento de auto- avaliação e percepção de dificuldade em desempenhar atividades laborais e de vida diária. (PEREIRA, PINTO e SOUZA, 2006). O questionário contem 24 alternativas que descrevem situações cotidianas e laborais que podem estar comprometidas pela dor lombar (NUSBAUM et al, 2005). Cada idoso foi correspondessem fielmente a sua condição física atual. Quanto maior o numero de alternativas assinaladas, pior a condição física do voluntario (ROLAND; FAIRBANK, 2005).grafico 1 e 2.

Analise de repouso domiciliar do individuo com dor lombar
sendo homens:

 

 

Analise de repouso domiciliar do individuo com dor lombar
sendo mulheres:



Escala de dor é uma escala numérica com graduação de 0 a 10, que variava unitariamente, e o idoso estimava sua dor no exato momento da aplicação do teste assinalando um valor (SIQUEIRA, CAHÙ e VIEIRA, 2008). Houve uma previa explicação do teste do teste e foi esclarecido que o nível 0 representava ausência absoluta de dor e o nível 10 representava a pior episodio de dor já percebido pelo idoso.

Queixa de dor lombar dos idosos:



Os dados foram coletados através das respostas obtidas nos questionários supracitados. A aplicação do questionário aconteceu individualmente e em um único dia próprio. O idoso recebia uma prévia explicação de como proceder quanto a respostas e, em um ambiente mais calmo respondia as questões tranquilamente. É importante ressaltar que este estudo objetivou somente avaliar a qualidade de vida nos idosos portadores de lombalgia e por isso, a aplicação do questionário ema única vez foi suficiente para obter esta informação.

Os dados obtidos foram analisados de forma descritiva, ou seja, de forma exclusivamente observacional. Para o analise e confecção de gráficos, sendo os resultados demonstrados.

Resultados

Questionário de avaliação funcional de Roland – Morris


A figura 1 demonstra os resultados encontrados a partir das respostas obtidas pela aplicação do questionário de Roland- Morris podemos observar nessa figura o que indica ausência de comprometimento funcional por dor lombar nesses idosos. Contudo, alguma limitação funcional foi relada por 75% dos idosos (n=10) da seguinte forma: duas alternativas assinaladas (n=6), três alternativas assinaladas (n=1) cinco alternativa assinaladas (n=1). Como citado anteriormente nesse questionário o grau de comprometimento lombar e limitação funcional é diretamente proporcional ao numero de alternativas assinaladas.




A figura 2 demonstra os resultados obtidos a partir da aplicação da escala de dor. Como podemos observar 50% dos idosos relataram ausência absoluta de dor no momento da aplicação do questionário (nível 0). No entanto a dor estava presente em 50% dos idosos (n=6) da seguinte forma: nível de dor 1 (n=1), nível de dor 3(n=2), nível de dor 4(n=1) níveldedor7(n=2).




Discussão

No presente estudo, procurou-se ampliar os conhecimentos acerca da prevalência de sintomas álgicos lombares, em idosos. A região lombar apresenta riscos importantes, pois é solicitada permanentemente nos movimentos de tronco, e estes mal executados ou excessivamente constantes com altas cargas são as causas. Entendemos que medidas de prevenção especificam devam ser tomadas de acordo coma biomecânica impostas pela atividade ocupacional.

Com intuito de avaliar de forma rápida a condição da colina lombar, através da escala de dor que descreve de forma subjetiva o fenômeno álgico, notamos que os idosos referiam à presença de dor em intensidade baixa, moderada e até mesmo intensa. Para melhor esclarecer a percepção de dor relatada por esses idosos comparamos os resultados obtidos através da escala de dor com os encontrados nos questionário de Roland- Morris, o qual relacionava a limitação funcional imposta pela dor na coluna lombar, onde 75% total dos idosos relataram pelo menos uma limitação ou queixa em determinada atividade diária. A lombalgia propriamente dita e ausência de comprometimentos. Esses resultados são de extrema importância no desenvolvimento de um plano de intervenção preventiva. Contudo, especialmente no ambiente ocupacional, acreditamos que a mensurações sistemáticas da própria coluna lombar, tenham que ocorrer de maneira mais freqüente para que essa patologia seja eficazmente solucionada.


Conclusão

Considerando as condições experimentais desenvolvimento no presente estudo podemos concluir que 50% dos idosos relataram sentir dor durante o exato momento da pesquisa e 75% dos idosos relataram sentir limitação funcional durante suas atividades laborais ou cotidianas. Os dados analisados sugerem que atividade de movimentação de cargas pode interferir sobre a integridade da coluna lombar e instrumentos específicos de analise desse segmento corporal devem ser utilizados e incluídos em planos de intervenção preventiva.



Referências Bibliográficas


CECATO, Desenvolvimento da Lombalgia Crônica, Ed. Artmed, São Paulo, 2008.

DA SILVA, MC; FASSA, AG; KRIEBEl, D. Musculoskeletal pain in ragpickers in a southern city in brazil. Am. J. Ind. Med; New York, v.49, n.5, p. 327-336, 2006.

FERREIRA, Cristiane e NAKANO, Ana, 2007. Disponível em WWW. Scielo.com. br

NETTO, Matheus Papaléo. A Velhice e o envelhecimento em visão globalizada, Ed. Atheneu, São Paulo, 2005.

NUSBAUM, L. et al. Tanslation, adaptation and validation of Roland – Morris questionnarie – Brazil Roland – Morris, Braz J Med Biol Res, v.34, n. 2. P. 203-210, 2005.


PEREIRA, J. E; PINTO, M. C; SOUZA, R. A. de Prevalência de lombalgia em transportadores de café. Motriz, Rio Claro, v,12, n. 3, p. 229- 238, set/ dez. 2006.

RESENDE, CRUZ MARCELO. Reumatologia- lombalgia; Mato grosso do sul, 2009.

SIQUEIRA, G. R; CAHÚ, F. G. M; VIEIRA, R.A.G. ocorrência de lombalgia em fisioterapeutas da cidade de recife, Pernambuco. Revista Brasileira de Fisioterapia são Carlos, v12, n. 3, p. 222-7, mai/jun. 2008.

WEINER, D. K; SAKAMOTO, PEREIRA, S; BREUER, P. Choronic low back pain in older adults: prevalence, reliability, and validity of physical examination findings, New York, 2006.

 

 

Obs:

- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de suas autoras.

- Publicado em 23/02/2011.


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