gototopgototop

Referência em Fisioterapia na Internet

Referência em Fisioterapia na Internet

Buscador - Artigos

Publicidade

Banner
Banner
Banner
Banner

Convênio - Estácio - FisioWeb
gototopgototop

Inform@tivo

Assinar

Assine e receba periodicamente os nossos comunicados e promoções de produtos e eventos.
Termos e Condições de Uso
O Uso do Microagulhamento no Tratamento das Estrias Brancas Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 

 


O USO DO MICROAGULHAMENTO NO TRATAMENTO DAS ESTRIAS BRANCAS

 

Trabalho de conclusão de curso, apresentado a Faculdade de Medicina do ABC, como requisito parcial para obtenção do título de fisioterapeuta.

Trabalho realizado por: Marcelly Bermudes de Carvalho

Orientador: Profª. Dra. Fernanda Antico Benetti

 

Resumo: A pele é constituída por três partes, derme, epiderme e hipoderme. Na derme, constituída por fibras elásticas, tecido conjuntivo e proteínas fibrosas, são encontradas algumas células de defesa, como os macrófagos os quais ajudam a restauração do tecido.  A região de fibras elásticas é o ponto inicial para que ocorra o aparecimento de estrias, pois lá os mastócitos se granulam e os macrófagos se ativam, deixando o local elástico gerando uma tensão, que junto a outras tensões sobre a pele vai afinar o tecido conjuntivo, causando uma estriação de característica linear que possuem coloração avermelhada (ainda no processo inflamatório) e/ou branca que são as estrias que já estão com aspecto cicatricial por estarem mais tempo na pele. Microagulhamento para estrias brancas é um tratamento onde uma única agulha, inserida dentro de um aparelho chamado dermógrafo, perfura a pele causando uma lesão na derme, estimulando a produção de colágeno e elastina promovendo reparação tecidual, sendo assim, consequentemente, a estria afina melhorando o aspecto da pele. Este projeto teve por objetivo demonstrar a eficácia e o nível de dor do microagulhamento de acordo com a escala de EVA no tratamento das estrias brancas por um período de 10 sessões, realizadas a cada 15 dias onde as voluntárias foram do sexo feminino com idade entre 20 – 47 anos. Após o tratamento, notou-se uma diferença no aspecto da pele das voluntárias assim como o afinamento da estria branca. Quanto a escala de EVA, apresentou-se resultados onde as voluntarias que fizeram o procedimento na região dos glúteos relataram maior dor que as voluntarias que fizeram região dos seios. Conclui-se que dentro de um período onde as voluntarias foram submetidas a 10 sessões de microagulhamento, temos resultados importantes e muito visíveis em estrias brancas, sendo um procedimento pouco doloroso de acordo com a escala de Eva e com melhor custo beneficio.

Palavras-chave : Pele, estrias, derme, agulha.


Abstract: The skin consists of three parts, dermis, epidermis and hypodermis. In the dermis, consisting of elastic fibers, connective tissue and fibrous proteins, some defense cells, such as macrophages, are found which help restore tissue. The region of elastic fibers is the starting point for striae to appear, as the mast cells are granulated and the macrophages are activated, leaving the elastic site generating a tension that, together with other stresses on the skin, will thin the connective tissue , causing a striation of linear characteristic that have reddish coloration (still in the inflammatory process) and / or white striae that are already scarring because they are longer in the skin. Microagulation for white streaks is a treatment where a single needle, inserted inside an apparatus called a dermograph, pierces the skin causing a dermis lesion, stimulating the production of collagen and elastin promoting tissue repair, and, consequently, the stria appearance of the skin. The objective of this project was to demonstrate the efficacy and pain level of microaggregation according to the EVA scale in the treatment of white streaks for a period of 10 sessions, performed every 15 days where the volunteers were females aged 20 - 47 years. After the treatment, a difference in the appearance of the skin of the volunteers was noticed as well as the thinning of the white stria. Regarding the VAS scale, the results showed that volunteers who performed the procedure in the gluteal region reported more pain than volunteers who did the sinus region. It is concluded that within a period where the volunteers were submitted to 10 microaggregation sessions, we have important and very visible results in white streaks, being a little painful according to the Eva scale and with better cost benefit.

 

1. Introdução

De acordo com Sampaio e Rivitti, a pele é o maior órgão do corpo humano, constitui a interface do corpo humano com o meio externo. Ela apresenta variações estruturais ao longo da sua extensão e exerce funções essenciais para a vida, como a sensibilidade, termorregulação, vigilância imunológica, evita a perda de proteínas e água para o meio externo, proteção contra agressões tanto químicas, biológicas e físicas, (Sampaio e Rivitti, 2007).

Azulay aponta que a pele é constituída por nervos, funções celulares, folículos pilosos e glândulas que funcionam juntos em harmonia com o trabalho de regular e proteger o corpo. (Azulay, 2013).

A pele é constituída por três partes: epiderme (camada superficial), derme (segunda camada) e hipoderme (terceira camada, mais profunda). (Borges - 2006).

De acordo com Alflen, a epiderme é um tecido formado por variadas células achatadas e justapostas (epitélio pavimentoso), a medida que envelhecem, essas células passam a fabricar uma proteína resistente e impermeável denominada queratina. As células estão repletas de queratina, morrem e passam a ser um revestimento local resistente e impermeável a água (conhecido como camada queratinizada ou córnea).( Alflen, 2006) (Fig 1).

 

FIGURA 1: https://www.todamateria.com.br/sistema-tegumentar/

 

Netto explica que a derme é constituída por fibras elásticas, tecido conjuntivo e proteínas fibrosas, nessa camada são encontradas algumas células de defesa, como os macrófagos, cujo papel é ajudar a restauração do tecido caso seja lesado. A região de fibras elásticas é o ponto inicial para que ocorra o aparecimento de estrias, pois lá os mastócitos se granulam e os macrófagos se ativam, deixando o local mais elástico; Essa mudança no tecido gera uma tensão, que junto a outras tensões sobre a pele vai afinar o tecido conjuntivo, causando uma estriação.(Netto, 2016).

Mendonça e Rodrigues alegam que as estrias surgem como lesões eritemato-purpúricas que evoluem para alterações brancas e atróficas. Fatores mecânicos, hormonais e genéticos contribuem para o seu aparecimento. Podem ser consideradas cicatrizes resultantes da lesão dérmica dos tecidos de conexão, nas quais o colágeno cede em resposta às forças estressoras locais. Obesidade, gestação, síndrome de Cushing e uso de corticosteróides tópicos ou sistêmicos estão associadas ao seu surgimento (Mendonça e Rodrigues, 2011), (Fig 2).

 

FIGURA 2: http://www.espacoemagrecer.com.br/artigos/estrias-o-que-sao-como-se-formam-e-como-tratar/

 

Estrias não possuem uma causa especifica, são diversas as situações que podem as causar, como fatores endocrinológicos, mecânicos, predisposição genética ganho e perda rápida de peso conhecido como ‘efeito sanfona’, gravidez, crescimento acelerado na puberdade, a influencia na produção de colágeno por ingestão de produtos químicos ou medicamentos como os compostos por cortisona por tempo prolongado.( Pereira; Zenero, 2014).

As estrias possuem colorações onde, ainda no processo inflamatório, apresentam cor avermelhada, seriam as ‘estrias novas’. Já as que estão a mais tempo na pele, apresentam uma cor rosada quase branca ou branca, que são as estrias que já estão com aspecto cicatricial.(Bitencourt – 2007 e Fabbrocini et.all, 2009).

Siqueira diz que por muito tempo, as estrias foram confundidas como “cicatrizes”. No entanto, estudos mais avançados puseram fim à analogia entre estrias e cicatrizes, considerando haver diferenças histológicas significativas entre ambos os fenômenos. A estria, nesse sentido, apresenta  3 principais referências diferenciadoras: a modificação nas fibras colágenas, na substância fundamental amorfa e nos fibroblastos. Apesar disso, é comum verificar na literatura a alusão de que estrias representam cicatrizes atróficas dérmicas, pelo fato de que resultam, em sua maioria, do rompimento das células de sustentação da pele, cujo conjunto é formado por colágeno e elastina (Siqueira, 2015).

Segundo Borges as estrias incomodam o convívio social, são desagradáveis ao ponto de vista estético e podem aparecer em qualquer parte do corpo, não escolhem cor da pele, muito menos quando vão surgir. Tendo em vista que saúde não é unicamente a ausência de doença, mas sim, um bem-estar físico e psicológico. Há uma grande demanda de pessoas em busca da melhora dessa afecção visando o resgate da beleza física, pois um corpo mais bonito proporciona uma mente mais saudável, traduzida em uma autoestima positiva. (Borges, 2006).

Cosme diz em seu trabalho que a micropuntura foi desenvolvida por uma esteticista argentina Java Jeiman, no ano de 1989, com o objetivo de promover a estimulação da pele com dermógrafo e cosméticos apropriados iniciando assim um processo inflamatório. A lesão provocada juntamente com os fatores de crescimento estimula a síntese de colágeno e elastina, reconstruindo as fibras rompidas. É um tratamento indicado para rejuvenescimento facial, cicatrizes de acne, linhas de expressão, e também para redução de estrias, por meio de um procedimento clínico, a base de dermocosméticos, tais como o ácido lático, silício orgânico, enxofre orgânico e fatores de crescimento que são aplicados diretamente na área a ser tratada (Cosme, 2015).

Em 1995 Orentreich usa o termo microagulhamento como uma forma de estimular o tecido conjuntivo sob cicatrizes e rugas, já em 1997 Doucet e Camirand utilizaram uma pistola de tatuagem para promover a produção de colágeno com agulha afim de tratar cicatrizes. (Doddaballapur, 2009).

Microagulhamento para estrias brancas é um tratamento de ação mecânica onde uma única agulha, inserida dentro de um aparelho chamado dermógrafo, perfura a pele causando uma lesão na derme, estimulando a produção de colágeno e elastina promovendo reparação tecidual, sendo assim, consequentemente, a estria afina, porém não desaparece por completo, pois a fibra elástica já foi danificada, ou seja, vai haver uma melhora no aspecto da estria de grossa para fina. (Martins, 2015).

SANCHES,  et all  falam em seu trabalho que a estria é um problema que não tem solução, mas existem tratamentos alternativos, tanto médicos como fisioterapêuticos, que suavizam as linhas recentes, bem como as mais antigas e esbranquiçadas que deformam a pele. Desta forma, o tratamento para as estrias sempre foi muito questionado, com base na teoria de que o tecido elástico não se regenera. (Sanches, et all 2016).


2. Metodologia

O projeto foi desenvolvido através do tratamento de estrias brancas com o uso de microagulhamento por um período de 10 sessões, realizadas a cada 15 dias, pois de acordo com a literatura e a maioria dos tratamentos para estrias brancas, 10 sessões seriam ideais para resultados significativos.

Inicialmente foi explicado como a pesquisa iria se desenvolver e solicitado que fosse assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE.(Anexo I)

Os voluntários selecionados foram informados da possibilidade de se retirarem da pesquisa em qualquer fase da mesma, sem penalização alguma, antes mesmo de lerem e assinarem o termo de consentimento para participação da pesquisa clínica, conforme aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (segundo a resolução CNS 466/12).

Foram sujeitos a pesquisa 7 voluntárias do sexo feminino com idade entre 20 – 47 anos, que se enquadrassem em: a- ter estrias brancas ;b-nenhuma contra indicação ao procedimento de microagulhamento; c-não realizassem nenhum tratamento estético. Como critérios de exclusão: a- Pacientes que se recusassem a assinar o TCLE; b-Pacientes que não conseguissem realizar o procedimento de 15 em 15 dias.

 

Procedimentos:

Foram selecionados voluntários de acordo com os critérios de inclusão. Ao finalizar a fase informativa foi realizada uma anamnese (Apêndice I).

Após observar a individualidade de cada voluntario, foi entregue um folder com orientações de cuidados durante o tratamento como:

  • Evitar marcar compromissos sociais no dia do procedimento.
  • Aconselhou-se não comer Mariscos e Carne de Porco por serem hipoalérgicos, e legumes que contenham Betacarotedo (Beterraba,Mamão,Cenoura,tomate) por até 07 (sete) dias após aplicação.
  • Suspender cosméticos que sensibilizem a pele por 03 dias após aplicação.
  • Evitar praia,piscina ou sauna nas primeiras 48h após aplicação
  • Não utilizar nenhum cosmético sem conhecimento do profissional que esta aplicando o procedimento
  • Passar bloqueador solar (a partir do fator 30) diariamente. Evitar exposição ao sol durante o tratamento
  • Evitar fontes de calor nas primeiras 48h após aplicação.
  • Cuidado com o contato com animais e crianças pequenas nas primeiras 12 horas após o microagulhamento (lambidas e mãos sujas em contato com a região do prcedimento).
  • Evitar molhar a área microagulhada po 02 dias, ou seja, cuidado com banhos, praia, piscina, sauna, etc.
  • Higienizar bem as mãos antes de fazer a limpeza do local microagulhado.
  • Usar apenas gaze estéril e soro fisiológico (para a limpeza).
  • Não usar sabonetes, cremes, bases, loções, óleos,pomadas,maquilagem ou qualquer produto que seja oleoso, cremoso, untuoso ou tóxico sobre a area durante e após 05 dias da aplicação, pode infeccionar.
  • Não aplicar produtos esfoliantes ou que contenham acido no por, no minimo, duas semanas.

Em seguida, foi feito um registro fotográfico, na primeira e última sessão, sempre respeitando mesmo ângulo, distância e iluminação.

Para a realização do procedimento, o voluntario tinha que estar com a região desnuda, higienizada e sob aplicação de anestésico de uso tópico. A aplicação consistiu em, primeiramente passar álcool 70% com ajuda de uma gaze para assepsia, depois, com o demógrafo montado com agulha do tipo 1R universal e ponteira universal, passou-se sobre a estria do voluntário. No início e ao final do tratamento o voluntário preencheu uma escala visual analógica para avaliar a dor. (Anexo II)

A Escala Visual Analógica – EVA consiste em auxiliar na aferição da intensidade da dor no paciente, é um instrumento importante para verificarmos a evolução do paciente durante o tratamento e mesmo a cada atendimento, de maneira mais fidedigna. A EVA pode ser utilizada no início e no final do tratamento, registrando o resultado sempre na evolução. Para utilizar a EVA o paciente tinha que ser questionado quanto ao seu grau de dor sendo que 0 significa ausência total de dor e 10 o nível de dor máxima suportável pelo paciente (Jensen, 2011).

 

Materiais

  • Uma Agulha 1R universal
  • Uma ponteira universal
  • Dermógrafo marca sunshine.
  • Álcool 70%.
  • Gaze.
  • Luvas descartáveis.
  • Mascara descartável.

 

3. Resultados:

Foram apresentados os valores de escala de dor. A variável quantitativa foi apresentada por média. O gráfico e tabela foi confeccionado pelo programa Microsoft Excel.

Fizeram parte deste estudo 7 voluntarias das quais 3 fizeram aplicações nos glúteos e 4 fizeram aplicação nos seios. Foram realizadas 10 sessões, sendo uma aplicação a cada 15 dias nas regiões determinadas.

Pela apresentação dos resultados na tabela 1 apresenta os resultados da EVA, mostrando que, as pacientes 1, 2 e 3, com aplicação nos glúteos, apresentaram nível de dor 6. As pacientes 4 e 5, que fizeram a região de seios, classificaram a dor que sentiram nas aplicações de nível 4, já a voluntaria 6 nível 2 , e a voluntaria 7 nível 1 de dor.

Dessa forma, as voluntarias que fizeram o procedimento na região dos glúteos relataram maior dor que as voluntarias que fizeram região dos seios. (Figura  3)

Tabela 1. Descrição da escala EVA das voluntárias glúteos e seios.

Escala de EVA

Voluntarias glúteos

Voluntária 1

6

Voluntária 2

6

Voluntária 3

6

Voluntárias seios

Voluntária 4

4

Voluntária 5

4

Voluntária 6

2

Voluntária 7

1

 

 

Figura 3. Média da escala de EVA segundo grupo de glúteos e grupo seios.

 

Após o tratamento, notou-se uma diferença no aspecto da pele das voluntárias assim como o afinamento da estria branca, porém, as voluntarias que também se queixavam de estrias vermelhas, não tiveram melhora das mesmas com essa técnica. (Figura 4 e 5)

Como consideração pode-se relatar que todas saíram satisfeitas com os resultados, referindo aumento na autoestima.

 

Figura 4 - Voluntaria 2 (aplicação nos glúteos)

 

Figura 5 = Voluntaria 4 (aplicação nos seios)

 

 

4. Discussão:

Nosso estudo corrobora os achados da literatura, sendo assim de acordo com Doddaballapeer o tratamento apresenta muitos benefícios, pois o dermografo é um ótimo utensílio de uso estético e dermatológico e tem como ação induzir a produção de colágeno via percutânea, ou seja, através de microlesões provocadas na pele, gera-se um processo inflamatório local, aumentando a proliferação celular (principalmente dos fibroblastos), fazendo com que aumente o metabolismo celular deste tecido (derme e epiderme), aumentando assim, a síntese de colágeno, elastina e outras substâncias presentes no tecido, restituindo a integridade da pele.( Doddaballapeer, 2009), melhorando o aspecto da pele das voluntárias afinando as estrias das mesmas.

De acordo com Wize para confirmar o benefício de indução de colágeno com o microagulhamento, Aust et al. realizou um estudo com 480 pacientes estes apresentavam rugas, cicatrizes e estrias que foram tratadas de 1 até 4 sessões envolvendo aplicação de vitamina A e C por pelo menos 4 semanas antes do procedimento. A reavaliação dos pacientes revelou uma melhoria de 60-80% na aparência de seus pele.( Wize, 2009).

Imran aponta que existem algumas vantagens com o microagulhamento ao longo das aplicações;  pois não leva a qualquer lesão epidérmica, como é visto com laseres, há um tempo de inatividade mínimo associado ao procedimento ao contrário do laser, e o tratamento é muito mais barato em comparação com as laseres. O tratamento pode ser realizado de forma simples e não precisa de treinamento especial extensivo ou instrumentos caros. .(Imran, 2009).  O mesmo pode ser demonstrando no decorrer deste estudo.

De acordo com Vasconcelo, et.all, o microagulhamento é um tratamento inovador e passível de ser utilizado para um amplo  espectro de indicações quando o objetivo é o estímulo da produção de colágeno, funcionando como mais uma arma que compõe nosso arsenal terapêutico. (Vasconcelo et.all , 2013).

Um estudo histológico comparativo e controlado de fibras colágenas da pele humana após terapia celular com fibroblastos, com quatro mulheres brancas, não fumantes, que desejavam submeter-se a tratamentos estéticos na face, realizaram duas biópsias de pele. Um dos fragmentos foi transportado para o laboratório de cultivo celular e o outro colocado em tubo contendo formol,e encaminhado para estudo histopatológico como material do grupo-controle. Os espécimes foram corados para a avaliação de fibras colágenas. O estudo concluiu que de acordo com os resultados da birrefringência, a análise das três camadas da derme mostraram que após a aplicação de fibroblastos houve aumento na quantidade de fibras colágenas em todas elas.(Eça et.all, 2015).

Já Oliveira fez uma análise dos efeitos provocados pela utilização da vacuoterapia associada a aplicação de vitamina C, a qual concluiu que o método promoveu um resultado satisfatório, sendo confirmado pela melhora do aspecto inestético da pele nas regiões tratadas e a diminuição de 56,7% no comprimento da estria analisada. A vacuoterapia pode ser considerada um método eficaz além de ser um tratamento não invasivo, seguro e de fácil aplicação, quando administrado seguindo os parâmetros de utilização corretos por um profissional capacitado. (Oliveira, 2016).

Barletta utilizou uma técnica para diminuir a dor do microagulhamento no couro cabeludo onde utilizou anestesia tópica (lidocaína 14% associada a tetracaína 7% em veículo gel da farmácia de manipulação Drogaderma, Brasil) que permaneceu durante 30 minutos no couro cabeludo dos pacientes, seguindo-se assepssia com clorexidina aquosa 1%. Utilizando a técnica da prega descrita alcançou o resultado desejado com maior conforto dos pacientes e sem custo adicional. (Barletta et.all, 2017).

O autor Lima em seu trabalho considerou registros de prontuários e fotografias padronizadas prévias e três meses após o procedimento, de 28 pacientes com diagnóstico de rugas, flacidez ou cicatrizes de acne, tratados com peeling de fenol 88% seguido de microagulhamento com agulhas de 2,5mm. Quinze dias após o procedimento, foram registrados eventos e complicações. As avaliações clínicas e fotográficas, de acordo com escala com as categorias muito bom, bom, razoável e ruim, foram realizadas pelo investigador três meses após o procedimento, quando também foram aplicados questionários de satisfação aos pacientes. Os resultados foram que doze pacientes apresentaram apenas rugas e flacidez, cinco cicatrizes de acne, e dez apresentaram ambos os quadros, com fototipos de I a III. O eritema persistiu por 30 dias, e a hiperpigmentação pós-inflamatória foi observada em sete dos 28 pacientes. Na avaliação clínica e por meio de fotografias, o autor considerou os resultados bons e muito bons. 100% dos pacientes relataram satisfação com os resultados. Concluíram que o método de associação de fenol 88% e microagulhamento obtém bons resultados. Poucos pacientes apresentaram efeitos adversos, o que nos permite sugerir que o procedimento apresentou segurança. (Lima, 2015).

Sallet alega que a hidratação da pele é descrita como a forma mais eficaz de evitar o aparecimento de estrias na gravidez. É indicado que a mulher aplique o creme pelo menos duas vezes ao dia, a gestante deve usar formulações que contenham uréia, 12 vitamina E, lanolina e óleos, sendo que apenas os óleos não previnem de forma eficaz. É contra-indicada a hidratação dos mamilos, pois a pele dessa região deve estar mais endurecida para suportar a sucção do bebê na amamentação.(Sallet, 2001).

Guirro  diz que o uso profilático de massagem com cremes a base de água e óleo no abdômen de gestantes foi analisado por meio de um experimento o qual reuniu 24 gestantes que aderiram ao tratamento e 26 que foram acompanhadas como grupo controle. Dentre o grupo tratado 8 mulheres (33%) desenvolveram estrias, já no grupo controle 23 mulheres as desenvolveram (89%).(Guirro e Guirro, 2004).

Domingues e Macedo relatam que a carboxterapia é realizada por meio de um equipamento que injeta gás carbônico no tecido subcutâneo para dilatar os vasos sanguíneos e estimular a formação de colágeno, preenchendo as estrias de dentro para fora. O resultado aparece a partir do segundo mês de tratamento e a melhora das estrias pode chegar a 50%. A sessão de 15 minutos de picadas é dolorida, porém suportável, e quando um vaso é atingido a região pode ficar roxa por três a cinco dias, período em que o paciente precisa ficar distante do sol. As sessões são no total de 12, uma por semana.(Domingues; Macedo, 2006).

TAAVONI fala sobre os efeitos do azeite de oliva, que foram testados em estrias gravídicas que ocorreram no segundo trimestre de gestação. O estudo foi realizado dividindo a amostra em dois grupos, sendo que o grupo de intervenção aplicou azeite sobre a pele abdominal durante 8 semanas, e o outro grupo não usou qualquer tipo de óleo. Não houve diferença significativa entre os grupos, concluindo que o óleo de oliva não foi eficaz no tratamento das estrias gravídicas.(Taavoni, 2011).

 

5. Conclusão

Conclui-se que dentro de um período onde as voluntarias foram submetidas a 10 sessões de microagulhamento, tivemos resultados importantes e muito visíveis em estrias brancas, sendo um procedimento pouco doloroso de acordo com a escala de Eva e com melhor custo beneficio.

 

6. Apêndice

Apêndice I

 

 

7. Anexos


Anexo I

 

Anexo II

 

 

8. Referencias bibliográficas

 

ALFLEN, T L. Efeito do Laser de Baixa Potencia (As- Ga- Al) na prevenção de fissuras mamarias em parturientes. p.18-85. Dissertação de mestrado; Pós-graduação em bioengenharia do instituto de pesquisa e desenvolvimento da universidade do vale do Paraíba, 2006.

AZULAY, R. D. Dermatologia. 6. RJ, Ed.Guanabara Koogan, P 1156 – 923, 2013.

Barletta. M, Arsie.C, Contin L, Brito F, Mitsuushi G, Nassif K, Sabia L. Utilização da técnica da prega para diminuir a dor no microagulhamento do couro cabeludo: estudo comparativo. Surgical & Cosmetic Dermatology. São Paulo – SP. 2:9.  P 136- 138, 2017.

BITENCOURT, S. TRATAMENTO DE ESTRIAS ALBAS COM GALVANOPUNTURA: BENÉFICO PARA A ESTÉTICA, ESTRESSE OXIDATIVO E PERFIL LIPÍDICO. P 7-36. Dissertação de pós graduação. Faculdade de biociências da pontifícia universidade católica do Rio Grande do Sul , Porto Alegre (RS), 2007.

BORGES, FS. Dermato-Funcional: Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. São Paulo, ed.Phorte, 2006.

COSME, L.V. ‘MICROPUNTURA COM FATORES DE CRESCIMENTO NO TRATAMENTO DE ESTRIAS ABDOMINAIS: UM ESTUDO EXPERIMENTAL ACERCA DA BIOMEDICINA ESTÉTICA. P 3-20. Trabalho de conclusão de curso. ‘ Centro universitário de Brasília – UNICEUB faculdade de ciências da saúde. DF, 2015.

DODDABALLAPUR, ‘Satish. Micronneding With Dermaroller. Journal of Cutaneus and Aesthetic Surgery.’. Department of Dermatology, Sagar Hospitals, India. 2:2 p 110-111, 2009.

DOMINGUES, A. C. S.; MACEDO, C. S. A. C. Efeito microscópio do dióxido de carbono na atrofia linear cutânea. P 26-47. Trabalho de Conclusão de Curso. Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Universidade da Amazônia. Belém. 2006.

Eça L.P.M, Pereira I.S.O,  Pinho A.M.S, Emiko M. Estudo histológico comparativo e controlado de fibras colágenas da pele humana após terapia celular com fibroblastos. Surgical & Cosmetic Dermatology, São Paulo, SP. 7: 3.  P 207-210, 2015.

FABBROCINI, GF; PIA, MP; VITA, V; FARDELLA, N; PASTORE, F; TOSTI, A. Tratamento de rugas periorbitais por terapia de indução de colágeno. Artigo de investigação. Surgical & Cosmetic Dermatology. Departamento de patologia sistêmica, divisão de dermatologia clinica University of Naples “Federico II”, Italia. 1:3 p. 107- 107, 2009.

GUIRRO, Elaine CO; GUIRRO Rinaldo RJ. Fisioterapia Dermato-Funcional: Fundamentos – Recursos – Patologias. 3. São Paulo. Ed.Manole. P 560-328, 2004.

IMRAN, Majid. ‘Microneedling Therapy in Atrophic Facial Scars: An Objective Assessment’. Cutis Skin and Laser Clinic, Govt Medical College, Srinagar, India, 2:1, P 30-29, 2009.

JENSEN, MP. Measuring Pain Intensity The 0-to-10 Numerical Rating Scale (NRS). 2011. P 1-2. Trabalho de conclusão de curso. Oxford University, Press Oxford Clinical Psychology, Oxford University Press, 2011.

LIMA E.A, Associação do microagulhamento ao peeling de fenol: uma nova proposta terapêutica em flacidez, rugas e cicatrizes de acne da face. Surgical & Cosmetic Dermatology. PE, Brasil. 7:3. P 328-331, 2015.

MARTINS, Camila. ‘Microagulhamento’. 2015. Disponivel em: https://www.mundoestetica.com.br/esteticageral/microagulhamento/.  São Paulo, acesso em: 12/04/2016.

MENDONÇA, R.S.C; RODRIGUES, G.B.O. ‘AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES DERMATOLÓGICAS EM PACIENTES OBESOS’. Curso de Especialização em Fisioterapia Dermatofuncional da Faculdade Christus, Fortaleza, CE, Brasil, P 73 – 70, 2011.

NETTO, CA. Tratamento em estrias: Um levantamento teórico da microdermoabrasão e do peeling quimico. 2012. P 2-12. Trabalho de conclusão de curso. Academia do curso de cosmetologia e estética da universidade do vale do Itajaí- UNIVALI, Balneario, Camboriú, Santa Catarina, 2016.

Oliveira, I.C. Análise dos efeitos provocados pela utilização da vacuoterapia associada à aplicação da vitamina C nas estrias brancas: um relato de caso. 2016. P 35-44. Trabalho de conclusão de curso. UNIFOR-MG - MG. 2016.

PEREIRA, JS. ESTETICA FACIAL E CORPORAL. 2015. Disponível em: http://lms.ead1.com.br/webfolio/Mod4141/estetica_facial_e_estetica_corporal.pdf . Brasilia (DF). Acesso em: 02/04/2017.

SALLET, C.G. Grávida e bela: um guia prático de saúde e beleza para gestantes. São Paulo. Ed.Ediouro. 2001.

Sampaio SAP, Rivitti EA. Anatomia e fisiologia. In: Sampaio SAP, Rivitti EA. Dermatologia. 3. ed. São Paulo: Artes Médicas. p.1-37. 2007.

SANCHES, C.O.; ABREU, K.; MATIAS, M.I.A.; SILVA, V.P; ‘PREVENÇÃO DA ESTRIA’. 2016. P 7-37. Trabalho de conclusão de curso. Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU, SP. 2016.

SIQUEIRA J.C. ‘Tempo de reparação tecidual cutânea em estrias pós-tratamento estético’. 2015. P 2-20. Monografia. Pós-Graduação em Dermato-Funcional – Faculdade Ávila, GO. 2015.

TAAVONI S ‘Effects of olive oil on striae gravidarum in the second trimester of pregnancy’. Complementary Therapies in Clinical Practice. Iran University of Medical Sciences, Tehran, Iran. 17:3. P 167-169. 2011.

VASCONCELO.E ; ANDRADE.M ;TAKANO.D. ‘Microagulhamento: estudo experimentale classificação da injúria provocada’. 2013. P 114. Pós doutorado. Santa Casa da Misericórdia do Recife – Recife(PE), Brasil. 2013.

WIZE, Izabela – ‘Medik 8 Briefing for the Scientific Community – Therapy’. 2009. Disponível em : http://www.bosworthaesthetics.co.uk/cdata/38287/docs/2562948_1.pdf. Acesso em: 11/03/2018

Zenero, Tiago. ‘ESTRIAS| Causas – Prevenção e tratamentos’. 2014. Disponível em: HTTP://MEDIFOCO.COM.BR/ESTRIAS-CAUSAS-PREVENCAO-E-TRATAMENTOS/, São Paulo. Acesso em: 05/04/2017.

 

 

Obs:

- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo é de sua autora.

- Publicado em Abril/2020

Artigos Relacionados:
 
 
Joomla 1.5 Templates by Joomlashack