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Doenças Sistêmicas e sua Relação com a Síndrome do Túnel do Carpo Imprimir E-mail

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Avaliação do Usuário: / 8
PiorMelhor 

 

Trabalho realizado por:

Mayara de Fátima Pessoa Barrozo.

Contato: ftmayarapessoa@gmail.com

Pós-graduando em Ergonomia: Produto e Processo. Fac. Ávila.

Orientadora:

Dayana Priscila Maia Mejia.

* Graduada em Fisioterapia; Especialista em Metodologia do Ensino Superior; Mestranda em Bioética e Direito em Saúde.

 

Resumo

A Síndrome do Túnel do Carpo é uma neuropatia periférica que possui como características a parestesia, algia e alterações sensitivas no nível do punho que pode decorrer de fatores ocupacionais e não ocupacionais. Sobretudo, o presente estudo analisou as nosologias sistêmicas (acromegalia, amiloidose, artrite reumatóide, diabetes melito, hiportireoidismo, hiperparatireoidismo e sarcoidose) não relacionadas com o ambiente laboral que originam o aprisionamento nervoso. Diante da pesquisa realizada, ficou evidenciado que as doenças inflamatórias e endócrinas podem levar ao advento da síndrome compressiva através dos seus aspectos fisiopatológicos, ficando notória a importância de pesquisas relacionadas ao assunto devido à escassez de seu conteúdo na literatura.

Palavras-chaves: Síndrome do túnel do carpo; Nosologias sistêmicas; Não ocupacionais.

 

1. Introdução

Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) é a nomenclatura conhecida mundialmente por remeter patologias que causam afastamento no meio laboral, associadas aos movimentos repetitivos dos membros superiores, força exacerbada das mãos, posturas inadequadas, assim como, os fatores mecânicos de compressão (REGIS FILHO ET AL, 2006).

O termo eclodiu na década de 80 com intuito de simplificar as manifestações oriundas desses fatores, as quais expressavam desordens musculoesqueléticas ocasionadas da relação homem trabalho.

Assim sendo, essas enfermidades conhecidas como DORT apresentam seus sinais clínicos em regiões osteoarticulares as quais comportam tendões, fáscias, músculos e estruturas nervosas dos membros superiores. Quando essas áreas anatômicas são expostas a intensas solicitações, para o Ministério da Saúde apud Leite et al (2007) resultarão em patologias conhecidas como bursites, tendinites, tenossinovites, periartrites, síndromes compressivas entre outras.

De acordo com as patologias existentes na literatura, a síndrome do Túnel do Carpo é uma neuropatia compressiva corriqueira, que ocorre devido o nervo mediano ser comprimido dentro canal carpal Kouyoumdjian (1999), todavia, seus aspectos clínicos se pronunciam através de queixas dolorosas, formigamento até mesmo limitação funcional Karolczark et al (2005). Sua gênese pode ser proveniente da realização de movimentos exacerbados das mãos associados ou não ao trabalho, assim como, derivado de patologias sistêmicas do ser humano. Inúmeras nosologias podem estar agregadas a S.T.C entre elas o diabetes, hipotireoidismo, hiperparatireodismo, acromegalia, sarcoidose e artrite reumatóide que serão esplanadas no seguinte trabalho.

Diante da contextualização, o presente estudo propõe analisar essas doenças sistêmicas que podem conduzir ao aparecimento da síndrome do túnel do carpo, assim como, motivar mais pesquisas científicas relacionadas ao assunto.

 

2. Revisão da Literatura

Os avanços tecnológicos advindos da globalização permitiram com que inúmeros trabalhadores passassem a realizar suas atividades de maneira mais ágil, com um elevado nível de exigência mental e física além de uma maior produtividade para execução de suas tarefas, sendo esses, elementos favoráveis para o processo saúde-doença, ou seja, mediante a essa desenfreada transformação, os trabalhadores se tornaram mais vulneráveis as doenças ocupacionais presentes em seu ambiente laboral.

No entanto, Militão (2001) evidencia que o ambiente de trabalho que se caracteriza por atividades freqüentes, fastidiosas, fracionadas, realizadas em períodos prolongados e sob coação de superior, reduz o desempenho do colaborador, assim como, propiciar o aparecimento de doenças.

O médico italiano Bernardino Ramazzini, no século XVIII, foi o pioneiro que descreveu e associou às queixas dolorosas a prática da atividade laboral em seu livro As Doenças dos Trabalhadores, onde discorreu detalhadamente sobre as diversificadas enfermidades relacionadas com mais de 50 profissões.

Há nível internacional essas doenças ocupacionais são denominadas de acordo com as patologias desenvolvidas na época. Em 1974 o Japan Association of Industrial Health, designou a nomenclatura O.C.D. – Occupational Cervicobrachial Disorder para afecções geradas de movimentos repetitivos nos membros superiores Rocha et al apud Cherem (1997), posteriormente em 1981, Stone criou o a expressão R.S.I. Repetitive Strain Injuries para caracterizar os distúrbios nos membros superiores Oliveira apud Cherem (1997), e adiante em 1987, outro termo foi estabelecido pelo National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH) para definir o episódio de um ou mais sintomas, e este ficou conhecido como C.T.D. - Cumulative Trauma Disorders. Porém atualmente esses distúrbios são mundialmente conhecidos como WRMD – Work related Musculoskeletal Disorders, ou seja, DMRT – Distúrbios Músculoligamentares Relacionados ao Trabalho (CHEREM, 1997).

No Brasil de acordo com Oliveira (1993) os termos C.T.D e R.S.I respectivamente são nomeados como Lesões por Traumas Cumulativos e Lesões por Esforço Repetitivo, sobretudo, DORT – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho é a nomenclatura comumente utilizada por diversos pela previdência social (INSS, 1997).

Os DORTs também, conhecidos como desordens musculoesqueléticas não possuem uma conduta de tratamento difícil, todavia o seu desenvolvimento é penoso, devido à perda de força, a formação de edema e a queda de desempenho no trabalho (REGIS FILHO ET AL, 2006).

Esses distúrbios se manifestam desde a coluna cervical, torácica, lombar até os membros superiores (ombro, cotovelo, punho, mão e dedos) geralmente de início súbito Koltiarenko (2009) caracterizados ou não, pela presença de fadiga, dor, parestesia Oliveira (2000) e sensação de peso. O mesmo autor caracteriza o DORT como um conjunto de afecções relacionadas ao ambiente laboral, porém sua etiologia abrange vários fatores que interferem na saúde dos trabalhadores.

Os fatores são desencadeados pela sustentação da postura inadequada dos membros superiores, pela utilização repetida de um mesmo movimento, pela compressão mecânica dos grupos musculares, pelo uso demasiado das mãos e pelo tempo mínimo para a realização de um trabalho específico (REGIS FILHO ET AL, 1997).

A união desses fatores coadjuvantes no ambiente laboral desenvolverá os distúrbios osteomusculares, que por sua vez, relacionará um grupo de doenças que podem ser classificados como tendinites, sinovites, tenossinovites, síndromes compressivas dos nervos periféricos entre outras mais disseminadas Ministério da Saúde apud Leite (2007) as quais podem evoluir para doenças mais graves e incapacitantes sendo prejudiciais à vida laboral do trabalhador.

Diante desse contexto, é importante ressaltar a necessidade de se realizar estudos minuciosos a respeito dessas desordens musculoesqueléticas que evoluem progressivamente nos ambientes de trabalho em todo mundo, gerando transtornos que impossibilitam o desempenho da função profissional. De acordo com o ponto de vista relevante, existe uma patologia localizada no punho, importante e bem explorada do ser humano, denominada Síndrome do Túnel do Carpo Kouyoumdjian (1999). No entanto, os fatores ocupacionais e não ocupacionais da doença são quesitos importantes de serem analisados e dissociados para melhor entendimento do desenvolvimento dessa patologia devido à mesma ocorrer em menos que 1% nas pessoas em geral e acima 15% na população laboral de risco, sendo conhecida como a patologia do membro superior mais freqüente (TURRINI ET AL, 2005).


2.1 Doença Osteoarticular

2.1.1 Síndrome do Túnel do Carpo (S.T.C.)

Doença habitual, causada pela compressão do nervo mediano no punho, que ocorre devido qualquer disfunção tenossinovial, anomalia muscular, alterações na articulação do punho e tumefações Kouyoumdjian (1999), resultando na constrição do nervo mediano no conteúdo do canal carpal. Apresenta manifestações clínicas típicas de sinais e sintomas que surgem principalmente em conseqüência do esforço repetitivo.

Turrini et al (2005) definem o túnel carpal como um local estreito localizado na porção anterior do punho, delimitado ventralmente pelo retináculo dos flexores e dorsalmente pelos ossos do carpo, que se organizam em fileira proximal, onde localizam-se os ossos escafóide, semilunar, piramidal e pisiforme, e fileira distal onde encontram-se os ossos do trapézio, trapezóide, capitato e hamato. Suas estruturas de maior complexidade que compõem a região carpal são formadas pelos quatro tendões superficiais dos dedos, quatro tendões flexores profundos, o tendão do flexor longo do polegar e o nervo mediano (Figura 1). A estrutura nervosa situa-se na mão abaixo do Ligamento Transverso do Carpo, sendo responsável pela sensibilidade dos dedos: polegar, indicador, dedo médio e metade externa do dedo anular, todavia, qualquer retenção de líquido ou espessamento de tecido no interior do túnel do carpo pode causar a compressão do nervo mediano, provocando sintomas dolorosos por ser a estrutura mais sensível da mão.

Figura 1. Representação do Nervo Mediano na Estrutura Carpal.

Fonte. Faggion e Zilmer in Lech, 2005, Membro Superior p.221, cap. 20.

A compressão do nervo mediano possui algumas características peculiares que surgem conforme o grau de lesão. Segundo Dawson et al apud Kouyoumdjian (1999) as manifestações clínicas estão baseadas em três categorias:

I - lesão leve, caracterizada por algia, parestesia e dormência no trajeto do nervo mediano ocorrendo no período noturno. Os sintomas melhoram quando ocorre a mudança de postura e a movimentação do segmento afetado.

II - lesão persistente é considerada quando ocorre ausência da habilidade manual e perda sensitiva, juntamente com a dormência mais acentuada, algia em queimação, sensação de inchaço e congestão da mão. Nessa fase a melhora com a movimentação e a mudança de postura se torna mais lenta.

III – lesão grave, conceituada como um aumento da perda sensitiva, perda funcional grave, assim como, intensa atrofia tenar e da derme. Mesmo com tratamento cirúrgico, essa categoria requer um pouco mais de atenção perante seu tratamento.

Dentre todas as sintomatologias que se manifestam em cada fase da síndrome, as que ocorrem frequentemente entre os portadores seria a dor e parestesia (BARBOSA, DANTAS ET AL, 2006).

A exposição à lesão se torna muito mais pronunciada no sexo feminino entre as idades de 30 e 60 Dawson et al Kouyoumdjian (1999); Kouyoudmjian (1999); D’Arcy et al (2000) no entanto, o ápice da patologia ocorre entre 45 e 54 anos (STEVENS ET AL, 1988).

Para investigar e analisar as manifestações presentes na S.T.C. é necessário realizar uma avaliação neurofisiológica que dispõem de manobras semiológicas: sinal de Tinel, manobra Phalen, além de testes de compressão e avaliação de sensibilidade, os quais são realizados ao efetuar o exame físico. O sinal de Tinel é examinado ao se realizar uma percussão no nível do punho na região por onde percorre o nervo mediano, caso ocorra dor e formigamento (parestesia) nos dedos polegar e indicador ou entre os dedos médios, o sinal é considerado positivo. O sinal de Phalen é constatado quando o punho é flexionado e encostado a 90°, se torna positivo ao se apresentar dor e a parestesia nos dedos em 60 segundos.

A síndrome do túnel do carpo é a enfermidade que mais acomete os membros superiores nas pessoas Karolczak et al (2005) podendo ser decorrente de causas ocupacionais, quando a atividade realizada for julgada causa de risco para pessoas que trabalham com movimentos Szabo et al (2000); Buckle et al (2002) e não ocupacionais quando associada a patologias sistêmicas e outras causas decorrentes como a gravidez (KOUYOUMDJIAN, 1999).

Entretanto, é pertinente identificar e diferenciar esses fatores que contribuem para a instalação da doença no ser humano.

 

2.2 Fatores Ocupacionais e Não Ocupacionais

Várias condições sistemáticas podem estar associadas na gênese da S.T.C, entre elas estão os fatores ocupacionais e os fatores não ocupacionais. As causas ocupacionais são mais divulgadas por fazer parte do cenário mundial, constituída por circunstâncias advindas das profissões que empregam o uso exacerbado do movimento repetitivo tais como, digitadores, bancários, mecânicos, operadores de telemarketing e caixas de hipermercado.

Assim sendo, o objeto de estudo desse artigo é voltado para as origens não ocupacionais que são originárias de doenças sistêmicas ou fatores desinentes do ser humano, os quais levam ao desenvolvimento da neuropatia compressiva do túnel do carpo.

Essas doenças sistêmicas podem ser classificadas de acordo com sua etiologia, entre elas doenças endócrinas, doenças do tecido conectivo, doenças inflamatórias, doenças infecciosas, doenças genéticas, doenças congênitas, doenças neoplásicas, causas traumáticas, associadas a medicamentos e outras especificidades.

Diante de todas essas subdivisões, o estudo tem por objetivo contribuir para o melhor entendimento de algumas patologias classificadas como inflamatórias e endócrinas tais como, acromegalia, amiloidose, artrite reumatóide, diabetes, hipotireoidismo, hiperparatireoidismo e sacoidose patologias essas esplanadas a seguir.

 

2.3 Doenças Sistêmicas

2.3.1 Acromegalia

Acromegalia é uma síndrome crônica, debilitante, deformante e bem definida, que acomete pessoas de ambos os sexos, tendo prevalência na faixa etária entre 30 e 50 anos Vieira Neto et al (2007). A desordem é proveniente do elevado nível do hormônio do crescimento (HGH ou IGF-1) na idade adulta, todavia, na adolescência recebe o nome de gigantismo (DONANGELO ET AL, 2003).

Fahlbusch et al (1992) destacam que a doença pode ocorre de duas maneiras, em forma isolada ou em forma de tumefações que se agregam com as células geradoras do hormônio prolactina, para Vieira Neto et al (2011) em 98% dos casos manifesta-se o adenoma hipofisário (tumor benigno) que segregam o hormônio do crescimento.

Para Donangelo et al (2003), sua incidência não pode ser definida, pois o Brasil não possui pesquisas a respeito da doença, entretanto, pode-se presumir fundamentando-se na literatura Européia, que ocorrem cerca de 650 casos anuais na população brasileira.

Os principais aspectos produzidos pela doença são as neuropatias, doenças cardíacas, desconfiguração facial, alterações articulares, crescimento exagerado de extremidades (dedos em “salsicha”), artralgia e síndrome do túnel do carpo (DONANGELO ET AL, 2003).

Assim sendo, acredita-se que a elevada concentração do hormônio do crescimento (GH) leva a várias modificações no tecido conjuntivo, ossos e articulações. Essas transformações estimulam a reprodução de condrócitos (células do tecido cartilagionoso), causando espessamento articular. Com a progressão da doença ocorrerão calcificações que formarão os osteófitos (proeminências ósseas), assim como, condrocalcionose e reações periostais Coelho et al (2009) que levam ao aprisionamento das estruturas proximais pela tumefação causada pelo excesso do HGH Rodrigues et al (1997) gerando assim, a síndrome do túnel do carpo.


2.3.2 Amiloidose

Patologia complexa, de origem indefinida, tendo como principal característica o depósito anormal de substância protéica, denominada amilóide, em um único ou mais locais do corpo, sendo responsável pela destruição tissular e comprometimento da função (ANNES ET AL, 1997).

Essa patologia foi fragmentada por Marchiori et al (2002) em dois grupos, um de maneira localizada (onde o material amilóide é depositado somente em um órgão) e outro de forma generalizada (onde a substância acomete vários órgãos), devido a deposição de proteínas alguns órgãos ficam com as suas formas exacerbadas.

Sua classificação pode ser subdividida em forma primária (AL), a qual pode ser de origem hereditária e não hereditária, e de forma secundária (AA) a qual está relacionada à doença crônica de diversas procedências entre elas, inflamatórias, infecciosas ou neoplásicas (ANNES ET AL, 1997).

A síndrome do túnel do carpo possui relação com a amiloidose através de seu aspecto primário (AL), ou seja, que acomete um único órgão. Segundo Annes et al (1997) as principais estruturas acometidas são, coração, rins, baço, nervos periféricos e ligamento do carpo, no entanto, as disfunções vão ocorrer dependendo do órgão acometido, resultando em síndrome nefrótica, insuficiência cardíaca congestiva, hepatoesplenomegalia, síndrome do túnel do carpo entre outras (KYLE RA APUD BORTOLI ET AL, 2007).

Esse arranjo da doença se expõe através da formação de cadeias leves de imunoglobinas monoclonais, as quais resultarão nos principais aspectos clínicos que são a fraqueza, a perda de peso, as dores nos ossos e o surgimento das neuropatias (ANNES ET AL, 1997).

Diante da análise das neuropatias ocorridas pela substância amilóide, constatou-se que os nervos periféricos são as estruturas mais acometidas pela proteína fibrosa amilóide, apresentando um aumento de massa, cor pálida e aparência seca e firme, ao serem analisados macroscopicamente pela Universidade de Campinas – Unicamp. Para Grateau G; Pascale E. apud Coelho et al (2009) comentam que essa substância quando acumulada nas estruturas periarticular progridem para a formação das artropatias, apresentando nódulos subcutâneos e aumento de volume de seu conteúdo, sendo importante ressaltar que a junção de todas essas manifestações clínicas quando presentes no punho podem acarretar no aparecimento da síndrome do túnel do carpo.


2.3.3 Artrite Reumatóide

Doença crônica, inflamatória, auto-imune de origem desconhecida que acomete inúmeras articulações periféricas, de maneira simétrica manifestando-se na faixa etária entre 30 e 55 anos, com predominância para o sexo feminino.

Caracteriza-se por uma inflamação no tecido sinovial levando a destruição do osso subcondral juntamente com a cartilagem. Em decorrência da destruição a pessoa acometida tem grande perda funcional podendo se manifestar bilateralmente nas articulações das mãos, dos punhos, dos pés e dos joelhos (SCUTELLARI; ORZINCOLO APUD CALDANA, 2005).

Assim sendo, a artrite reumatóide possui outra manifestação clínica, porém, de pouca incidência conhecida como neuropatia periférica proveniente da inflamação de vasos de pequeno calibre juntamente com uma neuropatia isquêmica (MONTENEGRO; ROCHA, 2009).

Podem ser classificadas como mononeuropatias, as quais acometem apenas uma fibra nervosa, as mononeuropatias múltiplas, essas agridem inúmeras fibras nervosas, as polineuropatias distais que acometem de maneira simétrica e generalizada e por fim, as polirradiculopatias que se diferem das demais, devido apresentar a existência de sensibilidade e de motricidade (KRAYCHATE; SAKATA, 2011).

A neuropatia periférica existente na artrite reumatóide expõe alguns aspectos clínicos importantes como pé e punhos caídos. Esses sinais são oriundos de uma mononeurite múltipla ocasionada devido degeneração do axônio (TURESSON; O’FALLON, 2003).

Segundo Montenegro; Rocha (2009) quando ocorre alterações na estrutura do axônio alguns segmentos distais podem ser afetados, de forma simétrica acometendo estruturas nervosas como o nervo medial, tibial posterior e o ulnar, os quais apresentarão sinais como formigamento e algia eminente.

Sendo assim, a presença de uma neuropatia periférica na artrite reumatóide ocasionará a síndrome do túnel do carpo quando o nervo mediano for acometido por uma mononeuropatia múltipla, a qual resultará no surgimento de sinais clínicos como algia, parestesia, limitação da sensibilidade nos três primeiros dedos, assim como, fragilidade para abdução do polegar Kraychate;Sakata (2011) que associadas a presença do sinal Phalen positivo originarão a tendinopatia do túnel do carpo.


2.3.4 Diabetes Melito (DM)

A Sociedade Brasileira de Diabetes (1999) relata que aproximadamente 7,6% dos brasileiros com faixa etária entre 30 e 69 anos é acometido pelo Diabetes Melito.

O diabetes consiste em uma patologia caracterizada pela alteração do metabolismo devido à ausência da insulina ou a sua ineficaz utilização pelo organismo. Coelho et al (2009) explicam que a enfermidade acomete os tecidos conectivos, muscular e ósseo podendo simultaneamente causar transtornos neurológicos, conhecidos como neuropatias, essas manifestações são comumente encontradas em pessoas diabéticas (DICK ET AL, 1987).

As neuropatias diabéticas são consideradas como o principal pronunciamento clínico de degeneração gradual dos axônios das fibras nervosas, alterando a comunicação entre as respostas sensitivas e motoras dos nervos afetados, essas alterações são decorrentes da glicolisação de proteínas, associados à durabilidade da doença Coelho et al (2009).

As principais articulações afetadas são os membros superiores (mãos, punhos, ombros), coluna e pés, nessas articulações estão presentes as cartilagens articulares, essas possuem o papel de absorção de impactos. Quando ocorre à lesão axonal a percepção de impacto fica comprometida gerando estresse mecânico entre as estruturas e comprometimento dos nervos que percorrem por esse espaço anatômico (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA, 2005)

As lesões compressivas do túnel do carpo quando associadas às neuropatias, recebem a nomenclatura de Neuropatia Compressiva do Nervo Mediano. Essas se desenvolvem em regiões anatomicamente estreitas por onde passam os nervos agregando o efeito compressivo a eles.


2.3.5 Tireoidopatias

As desordens tireoidianas conhecidas como o hipotireoidismo e o hiperparatireoidismo, segundo Paula AP (2007) podem manifestar-se sobre o sistema osteoarticular, assim como, apresentar-se simultaneamente em outras formas sindrômicas. Tais distúrbios desenvolvem-se comumente em adultos, estando ligado diretamente com a idade, o sexo feminino Shinjo et al (2009) e após a menopausa (CHIES JR A ET AL, 2005).


2.3.5.1 Hiporireoidismo

A hipófise é uma glândula localizada na base do cérebro que produz o hormônio hipófisário tireotropina (TSH) o qual mantém ativada a glândula da tireóide, para que ocorra a produção dos hormônios tireoidianos a hipófise se comunica com a glândula da tireóide e ela produz os hormônios T4 (tiroxina) e o T3 (tri-iodotironina) os quais mantêm regulado o metabolismo celular do organismo (PINCHININ ET AL, 2004).

A disfunção tireoidiana conhecida como hipotireoidismo, ocorre devido à redução dos níveis desses hormônios na circulação sanguínea, sendo de etiologia metabólica, bem difundia e bastante conhecida, a qual acomete com mais prevalência as mulheres de meia idade (BORELLI, 2008).

A endocrinopatia tireoidiana pode ser subdividida em primária, secundária e terciária. A classificação primária é caracterizado pela produção diminuída de hormônios tireóideos (HT); a secundária é evidenciado pela disfunção da hipófise e a terciária ocorre devido distúrbio hipotalâmico, ou esporadicamente, pelo bloqueio dos hormônios tireoidianos. Em decorrência da disfunção metabólica, alguns aspectos clínicos se evidenciam através de sinais e queixas dependendo do tipo e grau de durabilidade do hipotireoidismo.

Entre os vários casos de hipotireoidismo, o tipo mais comum da doença é conhecido como tireóide de Hashimoto. A patologia foi descrita por um cientista japonês chamado Hashimoto, em 1912. Embora seja uma patologia auto-imune, atua inicialmente na exacerbação da glândula tireóide Hashimoto apud Vaisman (2001) podendo posteriormente afetar outras regiões corporais, manifestando as doenças reumáticas tais como, miopatias, síndrome do túnel do carpo, tenossinovite dos flexores (IMBONDEN ET AL, 2011).

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (2011) as principais manifestações clínicas presente na doença são fadiga, astenia, excesso de sono, intolerância ao frio, excesso de peso, presença de bócio, ciclo menstrual irregular, síndrome do túnel do carpo, déficit auditivo, algias musculares e articulares, diminuição do batimento cardíaco e edema generalizado.

As doenças neuromusculares possuem características peculiares quando associadas ao hipotireoidismo manifestando-se por meio de cãibras, dores musculares, reflexo tendinoso demorado ou ausente Kisakol et al (2003) e variação de sensibilidade Scott et al (2002), no entanto, cerca de 30% a 80% dos casos de hipotireoidismo influenciam no aparecimento das neuropatias e doenças articulares (STELLA ET AL,2008).

As disfunções renais tornam-se notórias no hipotireoidismo, ocorrendo a diminuição no desenvolvimento e maturação dos órgãos do corpo Pinchinin et al (2004) entre eles, os rins Mooraki; Bastani (1998) gerando uma disfunção renal além da redução de condução das substâncias pelo corpo.

A disfunção renal é caracterizada pela diminuição da função além da concentração exacerbada eletrólitos e metabólitos presentes no organismo. O hipotireoidismo quando associado à disfunção renal, representa o estado mais crítico da doença, pois além de apresentar a redução dos processos metabólicos, ocorre também a retenção de mucopolissacarídeo na derme gerando aprisionamento de líquido, conhecido como mixedema (CORONHO ET AL, 2001).

O mixedema nas articulações possui aspecto não-inflamatório manifestando-se nas articulações periféricas como mãos e punhos, o acúmulo de líquido sinovial nas articulações possui aparência densa e de caráter não-inflamatório (IMBODEN ET AL, 2011).

Contudo, a quantidade exacerbada de mucopolissacarídeo nas partes moles manifesta a síndrome do túnel do carpo, que quando associada ou hipotireoidismo dever ser bem averiguada (IMBODEN ET AL, 2011).


2.3.5.2 Hiperparatireoidismo

As glândulas paratireóides são pequenas e situam-se na face posterior ou inferior da tireóide. O paratormônio é o hormônio secretado por essas glândulas, tendo como função manter a homeostase do nível dos íons de cálcio e fosfato na circulação sanguínea. Quando ocorre a exacerbação gradativa do limiar de secreção do hormônio paratireóide (PTH) e do cálcio intitula-se hiperparatireoidismo.

A doença revela-se sob três formas: hiperparatireoidismo primário (PTH1) causado pela exacerbação do hormônio paratireóide, tendo como característica o adenoma da tireóide, secundário (PTH2) ocasionado devido hiperplasia das glândulas paratireóides, e por fim, terciário (PTH3) motivado pela multiplicação autônoma das células, causando hiperplasia secundária (GONÇALVES ET AL, 2002).

No hiperparatireoidismo primário (PTH1) ocorre um aumento da atividade de uma única ou de várias glândulas paratireoidiana Bilezikian et al (2005) ocasionando uma progressão do hormônio paratireoideo e do cálcio sérico (SHINJO ET AL, 2009).

Quando o hormônio paratireóide impulsiona o cálcio para o interior da célula ele irá agir principalmente nos sistema musculoesquelético, genitourinário e gastrointestinal. No sistema musculoesquelético manifestam-se as dores musculares e articulares, condrocalcionose, gota, pseudogota, osteoartrite e tendinopatia (SHINJO ET AL, 2009).

De acordo com Gonçalves et al (2002) o sistema musculoesquelético, acomete os ossos, ocorrendo à liberação de cálcio na circulação, levando a inúmeras transformações que resultarão na desmineralização óssea ou tumores ósseos os quais são nomeados como adenoma da paratireóide, podendo apresentar-se em uma ou mais glândulas Prospero et al (2008) sendo essas características principais da doença.

A progressão da patologia na maioria dos casos manifesta-se de maneira assintomática, sobretudo, quando sintomática, as alterações clínicas presentes nos distúrbios musculoesqueléticos são dores ósseas, fraturas e eminente fraqueza muscular (GONÇALVEZ ET AL, 2002)

Contudo, os sintomas manifestados na doença são relevantes para estudos futuros, pois segundo Gonçalves et al (2002) a exacerbação de cálcio no plasma eleva os níveis de hormônio na circulação, o que conseqüentemente resultará nas manifestações musculoesqueléticas, podendo originar na síndrome do túnel do carpo.


2.3.6 Sarcoidose

Enfermidade multissistêmica de origem desconhecida, granulomatosa, caracterizada pelo processo inflamatório crônico, devido o intensificado aumento dos linfócitos T e fagócitos (células do sistema imunológico) nos órgãos afetados, seu diagnóstico é considerado positivo quando identificado através de biópsia a presença de granulomas não-caseosos (SILVEIRA, 2008).

A patologia acomete preferencialmente adultos jovens e pessoas de meia idade, onde sua ocorrência vai ser determinante devido alguns fatores entre eles, sexo, área demográfica e raça (SILVEIRA, 2008).

De acordo com Rosa (2009) os granulomas acometem alguns órgãos como a pele, o fígado, os olhos, o pêlo, as glândulas salivares, os gânglios linfáticos e as glândulas conjuntivas. Entre os órgãos mais acometidos encontram-se os pulmões com cerca de 90% dos casos (BAUGHMAN, AQUINO ET AL APUD SILVEIRA, 2008).

O primeiro achado clínico da sarcoidose pode ser a artrite aguda a qual é acompanhada por uveíte e eritema nodoso, sendo mais freqüente na articulação do tornozelo, porém outras articulações são acometidas como, os joelhos (40%); os cotovelos (20%) e os punhos (32%) ocorrendo nesse último quando acometido simetricamente, aumento de sensibilidade em torno de 95% dos casos.

Pode ocorrer o envolvimento ósseo o qual pode ser acompanhado de algia ou ser totalmente assintomático, esse prejuízo ósseo desenvolve-se em média 5% dos casos, manifestando-se através de cistos de variados tamanhos, de formas arredondadas tendo ou não alterações reticulares Silveira (2008) as regiões mais freqüentes para o desenvolvimento desses cistos seriam nas mãos e nos pés.

 

3. Materiais e Métodos

Este artigo sobre as doenças sistêmicas e a sua relação com a Síndrome do Túnel do Carpo é uma pesquisa bibliográfica de caráter dedutivo com procedimento histórico através de documentação indireta de fontes secundárias dentre elas livros, análise de artigos e pesquisas na internet (http://www.scielo.br;pubmed;bases.bireme;google) utilizando na busca palavras-chave como: distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, síndrome do túnel do carpo, acromegalia, diabetes mellitus, doenças tireoidiana, sarcoidose, artrite reumatóide, amiloidose entre os anos: 1987 a 2011.

 

4. Resultados e Discussão

4.1 Síndrome do Túnel do Carpo

A síndrome do túnel do carpo é a patologia compressiva do nervo mediano na região do carpo Kouyoumdjian (1999) que manifesta-se clinicamente por apresentar algia em queimação principalmente noturna, juntamente com parestesia e atrofiamento do polegar (KAROLCZAK ET AL, 2005).

Para o desenvolvimento da lesão alguns fatores epidemiológicos são relevantes tais como, idade e sexo. A neuropatia comete predominantemente o sexo feminino, entre as idades de 45 a 54 anos Stevens et al (1988).

Em estudo realizado por Kouyoumdjian (1999) constatou que dos 668 casos correspondentes a Síndrome do Túnel do Carpo, cerca de 91,3% ocorre predominantemente no sexo feminino.

No entanto, o fator idade, passou a aumentar a vulnerabilidade das pessoas de apresentarem a doença estando ou não ambiente laboral. Isso pode ser evidenciado nas pesquisas realizadas por Nobrega apud Kouyoumdjian (1999) que constatou que na população brasileira a doença se manifestava entre 51 a 60 anos. Outro estudo realizado por Dawson apud Kouyoumdjian (1999) identificou que o aparecimento da doença estava sendo mais precoce na idade entre 41 e 60 anos, e por fim, a investigação mais recente realizado por Kouyoumdjian (1999) erificou que as idades onde a doença está se manifestando encontra-se entre 31 e 60 anos. Essa faixa etária corresponde a pessoas na idade adulta e a grande parte delas possui uma atividade laboral.


4.2 Acromegalia

Em trabalho realizado por Donangelo et al (2003) analisou-se a presença das manifestações clínicas em 89 pacientes portadores da acromegalia. Na pesquisa direcionada para a síndrome do túnel do carpo das 73 pessoas avaliadas com acromegalia, cerca de 29% obtiveram a manifestação clínica para a síndrome do túnel do carpo, no entanto, o autor não especificou a relação entre as doenças citadas.


4.3 Amiloidose

Em pesquisa realizada por Scheinberg et al (1980) na Clínica de Mayo, foram avaliadas 229 pessoas com amiloidose primária (AL), desse total metade dos casos apresentavam síndrome do túnel do carpo e neuropatias , cerca de 1/3 manifestava síndrome nefrótica, assim como, poucos casos de insuficiência cardíaca congestiva e hipotensão ortostática, no entanto, o estudo não revela a causa primária da manifestação da síndrome do túnel do carpo nos pacientes.


4.5 Artrite Reumatóide

A possível relação da artrite reumatóide com a síndrome do túnel do carpo seria no acometimento agressivo na fase inicial da doença, esse fato ficou evidenciado em estudo realizado com 65 pessoas no Hospital Universitário de Brasília – HUB, o qual constatou as relevantes manifestações clínicas no I estágio da patologia, entre os acontecimentos estão, o acometimento de várias articulações, a predominância de sinovite nas mãos, o processo inflamatório eminente nas articulações e a predominância dos nódulos reumatóides (MOTA ET AL, 2010).


4.6 Diabetes Melito

No estudo realizado por Kouyoumdjian (1999), foi observado que dos 668 casos analisados com síndrome do túnel do carpo, 4,4% da população apresentava Diabetes Melito. Em levantamento realizado por Coelho et al (2009) contatou-se que as pessoas acometidas pelo diabetes possuem até 20% de chances de serem diagnosticadas com a síndrome do túnel do carpo, devido sua predisposição estar aumentada com o decorrer da doença, esse fato ocorre devido as transformações do tecido conectivo que causa o aprisionamento do nervo mediano no túnel carpal.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2005) o melhor método de se evitar a progressão da doença é utilizar medicamentos para melhora dos déficits relacionados à patologia, ou caso isso seja limitado, realizar a descompressão cirúrgica. Em uma pesquisa realizada com pessoas portadoras da síndrome compressiva, 75 % tiveram resultados positivos ao realizarem a descompressão cirúrgica (AL-QTTAN APUD SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA, 2005).


4.7 Hipotireoidismo

Segundo levantamento realizado por Vanderpump et al (1995) o sexo feminino possui cerca de trinta e três por cento mais chances de acometer o hipotireoidismo depois dos 70 anos.

Tavares (1999) realizou uma pesquisa, onde foram avaliadas 100 mulheres com idades entre 40 e 65 anos. O diagnóstico foi realizado através de exames laboratoriais para analisar a função tireoidiana, do total ficou evidenciado que 14% tinham predisposição para o aparecimento da doença e 5% já apresentavam os aspectos clínicos da doença.

Segundo Pinchinin et al (2004) analisaram dois casos clínicos de pessoas portadoras de hipotireoidismo primário, porém ambas do sexo masculino, que apresentavam retenção de líquido generalizado em membros superiores por um tempo prolongado.

O hipotireoidismo é associado à disfunção renal devido a redução dos níveis hormonais T4 e T3 lentificarem a filtração glomerular em cerca de 30% do seu funcionamento total além de aumentar os níveis sanguíneos de creatinina no organismo Pinchinin et al (2004) entretanto, por conta dessas alterações pode ocorrer inúmeras vezes a associação das duas patologias originando o mixedema.


4.8 Hiperparatireoidismo

Em estudo realizado entre os anos de 2001 a 2009, foram avaliados 900 pacientes do Ambulatório de Doenças Osteometabólicas do Serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP).

Dos 900 casos com suspeita de doenças osteometabólicas, 2,3% dos casos era de mulheres tendo hiperparatireoidismo como doença principal. Todas as 21 pacientes apresentavam pelo menos uma alteração musculoesquelética, resultando em 50% dos casos, entre as manifestações estão, osteoartrite, artrite difusa, mialgia difusa, condrocalcinose, tendinopatia, osteoporose, osteopenia, fratura, hipertensão arterial sistêmica, hipotireoidismo, úlcera péptica, litíase renal, depressão e psoríase. (SHINJO ET AL, 2009).


4.9 Sarcoidose

Para Abril (2004) as manifestações reumatológicas podem ser frequentes entre 4% a 38% das pessoas portadoras da patologia, podendo afetar os tecidos moles, as partes ósseas, os músculos e as articulações. O envolvimento das articulações se dá através das artralgias sendo considerado a forma mais freqüente de acometimento, representando de 13% a 19% das pessoas acometidas, já a presença de dor nas articulações ocorre em 25% a 40% dos pacientes (SILVEIRA, 2008).

Scola et al (2001) relataram que aproximadamente em 10% dos casos, ocorreu episódio de acometimento do sistema neurológico nos casos de sarcoidose. Quando acomete o sistema nervoso central (SNC) ou sistema nervoso periférico (SNP) a patologia é conhecida como neurossarcoidose Sharma; Delaney apud Scola (2001) tendo como manifestações clínicas as dores musculares e as neuropatias periféricas.

Em estudo realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, foram avaliados 5 pessoas do sexo feminino, tendo como idade aproximadamente de 40 anos, submetidas a biópsia muscular para análise eletromiográfica que constatou em todas as pacientes aspectos clínicos musculares e neuropáticos, enfatizando o último por estar atribuído com o envolvimento das estruturas distais.

Diante de todos os autores relacionado, concluiu-se que a neuropatia compressiva do túnel do carpo, pode-se desenvolver em doenças de caráter endócrino e inflamatório, apresentando em cada patologia sua particularidade em decorrência da sua etiologia.

 

5. Conclusão

Os distúrbios musculoesqueléticos são provenientes de um intenso esforço muscular dos membros superiores, no entanto, a síndrome do túnel do carpo é um distúrbio musculoesquelético mais habitual que ocorre no nível do punho.

Essa neuropatia pode ser emanada por diversos fatores entre eles, o ocupacional decorrente de profissões que utilizam membros superiores exacerbadamente, e os não ocupacionais, originados pelas doenças sistêmicas.

Sendo assim, a principal contribuição deste estudo foi evidenciar as nosologias existentes de cunho endócrino e inflamatório (acromegalia, amiloidose, artrite reumatóide, diabetes, hipotireoidismo, hiperparatireoidismo e sarcoidose) que podem manifestar a Síndrome do Túnel do Carpo distante do ambiente laboral.

Essas patologias quando instaladas no organismo, desenvolvem diversos sinais e sintomas que ao serem diagnosticados evidenciam a presença da síndrome carpal, porém, não existe um fator comum que correlacione às doenças sistêmicas com o aprisionamento do nervo mediano, sobretudo, verifica-se que a fisiopatologia dessas doenças colabora para a o aparecimento da neuropatia compressiva.

No geral, as doenças endócrinas e inflamatórias afetam rotineiramente pessoas de ambos os sexos, de diferentes nacionalidades, assim como faixa etária variada, no entanto, a literatura científica aponta que os agentes epidemiológicos corriqueiros para o desenvolvimento da síndrome do túnel do carpo nessas doenças são a idade adulta e o sexo feminino, sendo ambos, elementos importantes para o surgimento da patologia, ou seja, a compressão mediana ocorre frequentemente em mulheres na idade adulta que possuem em seu histórico clínico a presença de enfermidades sistêmicas.

Contudo, embora existam inúmeras pesquisas, fica perceptível a necessidade de mais estudos relacionados à síndrome do túnel do carpo e a sua correlação com as nosologias sistêmicas presentes no ser humano, esses estudos servirão para suprir a escassez de assunto relacionado à patologia, sendo assim, como trabalhos futuros, pretende-se analisar mais patologias que podem originar a síndrome do túnel do carpo.

 

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Obs:

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- Publicado em 08/03/2013.


 


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