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Biossegurança: Adesão ao uso do Equipamento de Proteção Individual para Fisioterapeutas em Unidade de Terapia Intensiva Imprimir E-mail

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Trabalho realizado por:

Ivonete Araujo Lopes.

Contato: ivonetelopes@hotmail.com

Priscila Manhães Amorim.

Contato: prilaamorim@yahoo.com.br

Vaneide Ferreira de Souza Xavier.

Contato: neidefs_xavier@hotmail.com

* Acadêmicas do Curso de Fisioterapia - Universidade Estácio de Sá – Macaé, RJ.

Orientadora:

Prof. Lara Luiza Campos de Sousa - Universidade Estácio de Sá – Macaé, RJ.

 

Resumo: A pesquisa descrita, qualitativa e quantitativa objetivou identificar o quantitativo de profissionais de fisioterapia da Fundação Municipal Hospitalar de Macaé (HPM) que fazem o uso dos EPIs na UTI. Nos últimos anos a Biossegurança vem possibilitando um novo olhar, no qual são baseadas as concepções do processo saúde e doença, bem como as necessidades humanas. A Biossegurança tem como principal objetivo minimizar riscos ocupacionais nos ambientes de trabalho, visando sempre proteger a saúde profissional e da população em geral. Foram entrevistados 16 profissionais da equipe de fisioterapia desta instituição. Os dados foram coletados por meio de um formulário objetivando analisar as razões e atitudes dos profissionais de fisioterapia referente à adesão aos equipamentos de proteção individual. Identificaram-se várias barreiras que interferem nas questões de segurança e proteção individual como comunicação, sobrecarga do trabalho, urgência ao atendimento, dificuldade de acessibilidade aos EPIs e aspectos organizacionais. Quando comparado com os gêneros a maioria dos entrevistados são masculino, 57% com idade média de 35 anos. Quanto à qualificação profissional 37,5% possuem apenas superior completo, 50% possuem pós-graduação e 12,5% possuem pós graduação e mestrado. Quanto ao tempo de Serviço na Instituição 25% dos profissionais possuem 9 anos, 37,5% possuem 7 anos, 12,5% possuem 5 e 6,25% possuem 1 ano de Serviço. Apesar dos profissionais de fisioterapia apresentarem boa adesão ao uso do EPI e conhecimentos específicos sobre sua utilização, não as associam a medida universais de precauções. Assim surge a necessidade de ações educativas e que os conscientizem a utilizar os EPIs adequadamente destacando sua importância.

Palavras chave: Biossegurança, Unidade de Terapia Intensiva e Fisioterapia.

 

Abstract: The purpose of this quantitative and qualitative study was to identify how many physiotherapists at the Fundação Municipal Hospitalar de Macaé (FMHM) use the Personal Protective Equipment (PPE) at the Intensive Care Unit (ICU). In recent years, biosecurity has enabled a new look at which are based the conceptions of health-disease process, as well as human necessities. The main objective of biosecurity is to minimize occupational hazards in the working environment, aiming to always protect the health of professionals and of the population in general. Sixteen members of the physiotherapy team of this institution have been interviewed. Data was collected by the physiotherapists filling a form, targeting to analyze reasons, attitudes and beliefs of these professionals regarding the PPE. Many obstacles which interfere in safety and individual protection were identified, such as : communication, overwork, urgency in attendance, difficulty in accessing the PPE and institutional aspects. Comparing genders, most respondents are male, 57% with an average of 35 years. As to professional qualification, 37,5% have a bachelor's degree, 50% are post graduates and 12,5% have a post graduate diploma and a Master´s degree. Regarding the length of service at the institution, 25% have been working for 9 years, 37,5% have been working for 7 years, 12,5% have been working for 5 years and 6,25% have been working at the institution for only 1 year. Despite the present good adherence of physiotherapists to the use of the PPE and specific knowledge about its use, they do not associate it with universal precautions measures. Thus, the need of educational actions arise to develop an awareness of the adequate use of PPE, highlighting its importance.

Keywords: Biosecurity, Intensive Care Unit, Physiotherapy.

 

Introdução

A preocupação com a saúde do trabalhador de uma maneira geral, em especial com trabalhadores da saúde vem crescendo nos últimos anos. Em decorrência disso, novos avanços e normalizações tem sido desenvolvidos para melhorar a vida dos profissionais que trabalham com agentes de riscos na área da saúde como, dinâmicas, palestras e outras atividades relacionadas ao tema comprovando a importância dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) dentro do ambiente de trabalho, em especial nos hospitais (SILVA; MAESTRONI, 2009).

De acordo com Neves (2008), para o Ministério da Saúde, Biossegurança consiste na condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar reduzir ou eliminar riscos inerentes as atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e vegetal e o ambiente.

A definição de Biossegurança provém do radical grego BIO que significa vida e da palavra SEGURANÇA, vida livre de perigo, considerado como ações que contribuem para segurança das pessoas (PEREIRA et al., 2009).

Conforme Simas; Cardoso (2008) RISCO pode ser definido como medida de probabilidade e serenidade de efeitos adversos dentro dos espaços laboratoriais. Resulta em uma investigação de causas de agente de risco a fim de evitar futuras exposições e proteger a saúde do trabalhador.

Para Neves (2008) a abordagem da Biossegurança traduz-se como uma prescrição direcionada basicamente para normas de conduta individual e coletiva, individualizando assim, a análise de acidentes. Dessa forma, todo trabalho permeia em torno da conscientização e treinamento dos trabalhadores para evitar atos inseguros, ou seja, se cada um fizer uso da Biossegurança evita-se transtornos para todos, inclusive para o próprio profissional e para a gerência local.

A prevenção de acidentes é uma das principais premissas a serem atendidas em atividades de risco, principalmente na área da saúde, na qual muitos acidentes são causados por falha humana, provavelmente originada de um sistema de educação deficiente e da falta de cultura à Biossegurança. Como nas instituições de saúde o cuidado ao paciente geralmente requer manuseio e o descarte de objetos perfuro cortantes, os profissionais de saúde são constantemente vítimas de acidentes com esse tipo de material, sendo uma das principais causas de acidente de trabalho. Um aspecto importante que auxilia a prevenir o desenvolvimento de acidentes é diminuir a exposição aos riscos que diz respeito ao uso de técnicas da Biossegurança. Lembrando que o uso de tais normas e técnicas de Biossegurança deve ser de caráter coletivo e não somente individual (PEREIRA et al., 2009).

Neves (2008) complementa que Biossegurança refere-se a uma vida livre de perigos, é tudo aquilo que trás segurança em muitas das atividades dos profissionais especialmente os da área da saúde. A manutenção da saúde em atividades de riscos na aquisição de doenças ocupacionais corresponde a um conjunto de normas e procedimentos considerados seguros e adequados.

As doenças profissionais constituem um importante problema de saúde pública em todo o mundo, o ambiente de trabalho hospitalar é considerado insalubre por agrupar pacientes portadores de diversas enfermidades infectocontagiosas e viabilizar muitos procedimentos que oferecem riscos de acidentes e doenças para trabalhadores da saúde. Os profissionais especialmente os fisioterapeutas, enfermeiros e médicos principalmente dos setores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Setor de Terapia Intensiva (STI) potencialmente expostos aos riscos precisam estar informados e treinados para evitar problemas de saúde, e métodos de controle devem ser instituídos para prevenir agravos a saúde (SANTOS; NOVAS; PAIZANTE, 2008).

Cordeiro; Neto; Silva (2009) destacam que o gerenciamento dos serviços de limpeza e desinfecção hospitalar encontram sérios problemas em todas as suas etapas, que podem ser atribuídas a fatores como: escassez de conhecimento específicos, carências de normas e leis efetivas e negligência dos responsáveis, não exigência de planos de gerenciamento pelos competentes, fiscalização inadequada e/ou ausente de cada setor, carência de programas de prevenção visando da geração e proliferação de agentes infecciosos e patogênicos, os profissionais principalmente fisioterapeutas, enfermeiros e médicos que se encontram nos setores de UTI e STI precisam pelo menos terem noções básicas da Biossegurança, e fazer o uso dos EPIs.

De acordo com Santos; Novas; Paizante (2008) as causas dos acidentes dividem em: causas humanas, materiais e fortuitas. As causas humanas assentam em ações perigosas criadas pelo homem, cuja origem pode residir diversos fatores de riscos tais como: incapacidade física ou mental, devido a falta de conhecimento, experiência, o não comprimento de normas, regras e dificuldade em lidar com a figura de autoridade. As causas materiais fundamentam-se em questões técnicas e físicas perigosas, representadas pelo meio ambiente quer natural, quer construído e ainda por defeitos dos equipamentos. As causas fortuitas são as mais raras, mas que por vezes constituem a causa única dos acidentes, nada tendo a ver com causas humanas e técnicas. Daí a importância da Biossegurança principalmente nos setores de altos riscos como UTIs e STIs.

Rocha (2010) expõe que os hospitais são instituições que oferecem consideravelmente maior possibilidade de agravos a saúde dos profissionais, entre todas as instituições de saúde, principalmente o setor UTI, por apresentar condições complexas de trabalho. Os ricos que se encontram em maior cuidado são os biológicos. Entre as infecções de maior risco para os profissionais nestes ambientes encontram-se as transmitidas por sangue e outros fluídos corpóreos como: a hepatite B, hepatite C, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), a tuberculose, varicela e herpes zoster.

Através da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) foi implementado a política de prevenção e controle de agravos infecciosos a saúde de pacientes e profissionais no ambiente hospitalar e a introdução do uso dos EPIs na assistência aos pacientes (SCHEIDT; ROSA; LIMA, 2006).

Neste contexto Rocha (2010) afirma que o fisioterapeuta como componente da equipe da UTI, ao realizar suas atividades cotidianas, depara-se com diversas situações que podem comprometer a sua saúde. As doenças infectocontagiosas se destacam como as principais fontes de transmissão de microorganismos para os pacientes e profissionais. Vale ressaltar a importância da Biossegurança que aplicada nos hospitais, corresponde à adoção de normas e procedimentos seguros e adequados a manutenção da saúde dos pacientes, profissionais e visitantes.

Para Silva; Mastroeni (2009) o grande problema encontrado quando se discute sobre a Biossegurança é o comportamento dos profissionais, que teriam que receber educação e treinamento. Segundo Corrêa; Donato (2007) a adoção de medidas voltadas para a educação permanente dos profissionais no que se refere às normas de Biossegurança, a instituição deve proporcionar aulas, cursos, seminários e palestras com o objetivo de que todos compreendam a importância da adoção e implementação de medidas de Biossegurança na UTI.

A Norma Regulamentadora (NR-6) através da portaria nº 3214 de 08 de Junho de 1978 considera Equipamento de Proteção Individual (EPI), todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança no trabalho, e considera a empresa obrigada a fornecer os EPIs aos empregados gratuitamente, de acordo com a necessidade inerentes aos riscos, em perfeito estado de conservação e funcionamento. Em contrapartida a mesma Norma Regulamentadora obriga o trabalhador a usar o EPI adequado para a finalidade a que se destina (SANTOS; NOVAS; PAIZANTE, 2008).

Para Correa; Donato (2007), a lavagem das mãos constitui um dos atos mais importantes na profilaxia de infecção hospitalar, pois através das mãos dos profissionais de saúde é que são transportados os microorganismos de um paciente para o outro, para si próprio e para equipamentos, principalmente em UTI onde o uso de técnicas invasivas para tratá-lo faz com que fique mais susceptível às infecções.

A finalidade dos EPIs é reduzir a exposição do profissional a sangue e fluídos corpóreos, as luvas são indicadas para uso de qualquer procedimento que se tenha contato com sangue, secreções e excreções com mucosa ou pele. As máscaras, gorros e óculos de proteção devem ser usados na realização de procedimentos que podem ocorrer respingos de sangue ou outro fluído corpóreo na mucosa da boca, do nariz e dos olhos do profissional. Os capotes (aventais) são recomendados nos procedimentos de contato com material contaminado ou contato direto com pacientes infectados. As botas são indicadas para proteção dos pés em locais úmidos ou com quantidade significativa de material infectante (SCHEIDT; ROSA; LIMA, 2006).

Correa; Donato (2007) enumeram os seguintes aspectos quanto ao uso dos EPIs: a) Calçar as luvas com as mãos limpas e secas, sempre colocá-las sobre o punho do capote, não deixando a manga solta sobre a luva; b) Não abrir portas ou atender telefones utilizando luvas, trocá-la sempre que entrar em contato com diferentes pacientes e, sobretudo, nunca reutilizá-las; c) Os óculos conferem proteção contra respingos de material infectante, deve ser utilizado em procedimentos que ofereçam riscos aos olhos, devem ser maleáveis e resistentes sem comprometer o campo visual; d) A máscara serve para proteção da boca e do nariz do profissional, a mesma máscara não deve ser usada por um longo período de tempo nem ser tocada sucessivamente, nem ficar em volta do pescoço, pois além de não conferir proteção contra gotículas e aerossóis, pode transformar-se em reservatório de microorganismos; e) Avental ou capote descartável e gorro para evitar aspersão de partículas dos cabelos e do couro cabeludo no campo de atendimento, sendo outros itens incluídos por Souza et al. (2008) como: botas, sapato fechado e propé.

Rocha (2010) afirma que a ocorrência de doença infecciosa ocupacional é crescente em setores de UTI e STI. Recomenda-se estratégias simples como lavar as mãos, uso de vacinação para os profissionais e isolamento de paciente com potencial de transmissão de doença infecciosa para redução destas patologias nos serviços de saúde. Porém, parte desses trabalhadores não adere a esses cuidados, devido a dificuldade de efetivar esta rotina pelas circunstâncias da prática cotidiana de trabalho.

A rapidez dos avanços científicos e tecnológicos passou a exigir uma reflexão ética mais acurada sobre o agir do profissional de fisioterapia especificamente no que se refere a sua atuação no setor de UTI. É neste contexto que a Biossegurança se apresenta como um importante território de estudo e reflexão ético-moral envolvendo diferentes sujeitos, orientados para o agir profissional, no respeito a cidadania e aos direitos humanos enquanto na busca por segurança ao trabalho. Por este motivo julga-se necessário a realização do estudo em questão a fim de investigar a adesão de fisioterapeutas quanto ao uso do EPI em UTI.

Portanto, a pesquisa descritiva, qualitativa e quantitativa objetiva identificar o quantitativo de profissionais da fisioterapia que fazem uso do EPI na UTI da Fundação Municipal Hospitalar de Macaé (HPM).

 

Materiais e Métodos

Instrumento e Tarefa

A amostra constou de 16 profissionais, da equipe de fisioterapia da UTI e STI da Fundação Municipal Hospitalar de Macaé (HPM), trabalhando efetivamente no período de setembro de 2012 e não estando gozando de férias, sendo incluídos na amostra do estudo, após sua concordância com os parâmetros contidos na Resolução n° 196/96 do conselho Nacional de Saúde / Ministério da Saúde, que dispõe sobre a pesquisa envolvendo seres humanos (Anexo A). Neste processo de ligação a instituição foi ministrado o formulário auto-aplicável de coleta de dados. Solicitamos, então aos trabalhadores de fisioterapia que respondessem. Para isso, o formulário foi aplicado diretamente ao entrevistado, onde se explicou a finalidade do mesmo, sendo reforçada a questão do anonimato.

Quanto ao formulário, foi dividido em sete blocos de perguntas. No primeiro, questões referentes aos dados pessoais. No segundo, questões sobre os dados profissionais. No terceiro, questões referentes às atividades profissionais. O quarto bloco destina-se à questões sobre conhecimento e adesão do uso do EPI. O quinto bloco ficou inerente as perguntas vinculadas ao acidente de trabalho, que está voltada para a sistematização do saber do trabalhador sobre o evento acidente típico em hospital. O sexto bloco destina-se à questões de promoção da educação em saúde. O sétimo bloco foi as considerações. Buscamos colher informações sobre a descrição do acidente, o tipo de exposição que originará o evento, o conhecimento dos trabalhadores sobre as precauções universais e a importância da notificação do acidente, seja ele de que tipo for.

 

Formulário de Coleta de Dados

 

Fisioterapeutas

Cargo/ocupação: _____________________________________________________________

Instituição: __________________________________________________________________

1. DADOS PESSOAIS

1.1-sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino

1.2-idade: ___________________________________________________________________

1.3-escolaridade: _____________________________________________________________

 

2. DADOS PROFISSIONAIS

2.1-Data de seu ingresso no Hospital: _____________________________________________

2.2-Jornada de Trabalho: _______________________________________________________

2.3-Tem descanso? Quantas horas?

___________________________________________________________________________

 

3. ATIVIDADES PROFISSIONAIS

3.1 Desenvolve alguma atividade profissional em Fisioterapia fora de sua jornada de trabalho? Caso a resposta seja positiva, em quais horários?

___________________________________________________________________________

3.2 Exerce outras atividades fora da sua área de Fisioterapia? Caso sua resposta seja positiva, especificar qual local.

___________________________________________________________________________

4. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

4.1 O que você entende por equipamento de proteção individual (EPI)?

___________________________________________________________________________

4.2 Com qual freqüência? ( ) sempre ( ) eventualmente ( ) raramente

4.3 Considera o uso de EPI importante? ( ) sim ( ) não

4.4 Fazem uso de EPI? ( ) sim ( ) não

4.5 Quais utiliza e em que situação

___________________________________________________________________________

5. ACIDENTES DE TRABALHO

5.1 Já sofreu algum tipo de acidente de trabalho com material biológico?

( ) sim ( ) não

Quando foi? (data do acidente).

___________________________________________________________________________

5.2 Quais tipos de acidente?

( ) perfuro cortantes ( ) respingos ( ) outros

Descreva-o._________________________________________________________________

 

5.3 Fazia uso de EPI no momento do acidente? ( ) sim ( ) não

5.4 Caso não fazia, identifique o motivo:

___________________________________________________________________________

5.5 O que fez após o acidente.

___________________________________________________________________________

5.6 O uso de EPI evitaria esse contato? ( ) sim ( ) não. Justifique:

___________________________________________________________________________

6 PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE

6.1 A Instituição realiza treinamento contínuo no local de trabalho?

___________________________________________________________________________

6.2 O que acha do treinamento contínuo, realizado no próprio local de trabalho?

___________________________________________________________________________

6.3 Recebe orientação de supervisores sobre a utilização de EPI.

___________________________________________________________________________

6.4 Divulga ou orienta outros companheiros sobre a importância da utilização do Equipamento de Proteção Individual como medida preventiva a riscos biológicos?

___________________________________________________________________________

7. CONSIDERAÇÕES

Gostaria de tecer algum comentário adicional sobre o equipamento de proteção individual?

R._________________________________________________________________________

 

Resultados e Discussões

Para a análise e discussão dos dados, os formulários preenchidos por 16 (dezesseis) profissionais de fisioterapia que atuam na UTI da Fundação Municipal Hospitalar de Macaé, RJ (HPM) foram analisados e as reflexões apuradas nos levaram a percepção de diversas variáveis como apresentadas a seguir.

Com relação ao sexo, 57% dos entrevistados são do gênero masculino com média de idade de 35 anos e 43% do sexo feminino com média de idade de 31 anos e meio, como demonstrado abaixo (tabela 1):

Tabela 1: Distribuição por faixa-etária dos entrevistados.

Faixa-etária                      Homens                    Mulheres

20 a 30 anos

3

1

31 a 35 anos

4

6

36 a 40 anos

1

0

41 a 45 anos

1

0

 

Quanto à qualificação profissional, encontra-se ordenada na tabela 2:

Observa-se que 6 entrevistados possuem apenas o Superior Completo, 8 possui Pós-Graduação e 2 possuem Mestrado, somente 1 dos entrevistados possui Pós Graduação e Mestrado.

Tabela 2: Distribuição da qualificação profissional dos entrevistados.

Qualificação Profissional Quantidade
Superior Completo 6
Pós-=Graduado 8
Mestrado 2


Com relação ao tempo de exercício da função na Fundação Municipal Hospitalar de Macaé, RJ (HPM) a tabela 3 a seguir, nos fornece os detalhes desta investigação, sendo que utilizaremos a partir daqui a letra “SC” para designar Superior Completo, “PG” para indicar Pós-Graduado e “M” para nos referirmos a Mestrado. O número representa a identificação de cada entrevistado.

Em relação à jornada de trabalho e atividades profissionais relacionadas à fisioterapia, percebe-se que 12 entrevistados (SC1, SC2, SC5, SC6, PG1, PG2, PG3, PG4, PG5, PG6, PG7 e M2) desenvolvem outra atividade profissional fora da sua jornada de trabalho, foi mencionado nos relatos que nas jornadas de 24 horas os profissionais não possuem hora de descanso, sendo este feito quando possível; 1 fisioterapeuta (SC6) afirma trabalhar 48 horas semanais nesta instituição em dias alternados; todos os 16 entrevistados afirmam trabalhar 24 horas seguidas.

Tabela 3: Dados representativos da qualificação profissional e Tempo de Serviço na Instituição.

Qualificação Profissional Tempo de serviço na Instituição.

Qualificação Profissional                               Tempo de serviço na Instituição

SC1

 

1 ano

SC2

5 anos

SC3

5 anos

SC4

9 anos

SC5

7 anos

SC6

9 anos

PG1

1 ano

PG2

 

6 anos

PG3

8anos

PG4

9 anos

PG5

7 anos

PG6

7 anos

PG7

7 anos

PG8

7 anos

M1

7 anos

M2

9 anos

 

Em relação as perguntas sobre EPI, todos os fisioterapeutas afirmaram fazerem uso, sendo constatado que 100% da amostra afirmam que sempre o utilizam, considerado unanimemente pela equipe de fisioterapia, que o uso do equipamento de proteção individual é importante para o profissional de saúde em suas intervenções.

Ainda em relação à utilização do equipamento de proteção individual, o uso de luvas é denotado nos formulários, sendo utilizado em todos os procedimentos; 3 entrevistados (SC4, PG4 e SC1) não mencionam o uso do óculos; 3 entrevistados (SC1, PG1 e SC2) limitam o uso do capote apenas a pacientes em isolamento; 4 entrevistados (M1, SC3, PG1 e PG3) ressalvam que usam o óculos somente em pacientes com excesso de secreção; PG8 afirma utilizar os EPIs somente quando disponíveis. Todos os entrevistados fazem uso do jaleco durante todo o plantão.

De acordo com Mafra et al. (2008) a percepção quanto ao uso do EPI possibilita ao indivíduo formar idéias, adquirir conhecimento por meio dos sentidos, porém muitas vezes, este conhecimento por si só não é suficiente para a tomada de condutas corretas quanto sua utilização.

Na categoria acidentes de trabalho, embora estudos de Marziale et al. (2007) apontarem o pronto atendimento como área de alto índice de ocorrência de acidentes com material biológico, sendo também, reafirmado por Coutinho et al. (2008) ao citar que o “número elevado de acidentes na UTI pode estar relacionado ao alto número de procedimentos invasivos e principalmente a agilidade em tais procedimentos”, curiosamente 7 dos membros da amostra do estudo (PG1, PG2, PG4, PG8, M1, SC2 e SC5), afirmaram ter sofrido acidente de trabalho com material biológico, nenhum deles utilizava os óculos durante o atendimento; sendo também mencionado PG1, PG2 e M1 a ocorrência de um acidente de trabalho com perfurocortante, em ambos os casos os entrevistados estavam utilizando luvas de procedimento. Como providência todos os entrevistados comunicaram ao órgão responsável para que fossem tomadas as medidas cabíveis.

Embora o uso de proteção individual não impeça que o trabalhador corra o risco de sofrer o acidente, na entrevista com SC5, sobre se o EPI evitaria esse contato, afirmou que mesmo utilizando os óculos de proteção não evitou que a secreção do paciente respingasse em seus olhos. Verifica-se de acordo com Abreu; Mauro (2000) que o mais frequente acidente é provocado por material perfurocortante e que a região mais afetada é a mão, ressalvando ainda, Coutinho et al. (2008) que o EPI ajuda de forma relevante para que a exposição ao risco seja menor, acrescentando, que é importante que os trabalhadores de saúde saibam que em caso de acidentes com materiais perfurocortantes é necessário que a ocorrência seja registrada e que se levem em consideração as condições do paciente, bem como, deve ser realizado acompanhamento sorológico (anti-HIV, agHBs, anti HCV, anti HBS) com acompanhamento após 2 meses e 6 meses da ocorrência do acidente.

O fato do funcionário que se acidenta não comunicar a ocorrência de acidente de trabalho, através da CAT, evidencia segundo Abreu; Mauro (2000) que o hospital colabora com o aumento dos subregistros nas estatísticas oficiais de acidentes de trabalho, comprometendo desse modo a vigilância epidemiológica na saúde do trabalhador.

Ainda em relação ao questionamento sobre acidentes de trabalho, percebe-se que PG4, a exemplo, é um profissional que exerce outras atividades de fisioterapia, além das 24 horas trabalhadas na Fundação Municipal Hospitalar de Macaé (HPM), realiza dois plantões de 10 horas cada em outro local. Abreu; Mauro (2000) destacam que a sobrecarga de trabalho é um dos fatores de risco presentes que podem contribuir para aumentar a incidência de acidente de trabalho.

Analisando as questões referentes à promoção da educação em saúde, verifica-se que todos os entrevistados acham que deveria existir treinamento contínuo, realizado no próprio local de trabalho e todos apresentam boa adesão tanto ao recebimento de orientações de supervisores sobre a utilização de EPI quanto à divulgação e fornecimento de orientações a outros companheiros de trabalho sobre a importância do EPI como medida preventiva a riscos biológicos, no entanto 100% dos entrevistados neste estudo afirmam que a Instituição não realiza treinamento contínuo no local do trabalho.

Dessa forma é importante mencionar que conforme Scheidt; Rosa; Lima (2006, p.376) que:

A legislação recomenda que o treinamento seja realizado antes do início da atividade profissional; ou ainda, quando houver mudança das condições de exposição durante a jornada de trabalho; e que, idealmente, seja adaptado à evolução do conhecimento e da tecnologia e à identificação de novos riscos biológicos. Deve incluir todos os dados disponíveis sobre riscos potenciais para a saúde; precauções para evitar a exposição aos agentes; normas de higiene; utilização dos equipamentos de proteção coletiva, individual e das vestimentas; e finalmente, as medidas a serem adotadas pelos trabalhadores no caso de ocorrência de incidentes e acidentes.

Denota-se assim, que os dados apresentados corroboram com os estudos de Oliveira; Murofuse (2001) onde o resultado mostrou que os trabalhadores de saúde conhecem os riscos à sua saúde de uma forma genérica. Percebeu-se que o conhecimento demonstrado é fruto da prática cotidiana e não oriundo da existência de um serviço de saúde ocupacional na instituição. Esse conhecimento, entretanto, não se transforma numa ação segura de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, apontando para a necessidade de uma atuação que venha a modificar essa situação. Representa um esforço de compreensão deste processo, como e porque ocorre, e desenvolvimento de alternativas de intervenção que levam a transformação em direção à apropriação pelos trabalhadores da dimensão humana do trabalho.

No último item do formulário deste estudo, que questiona se os componentes gostariam de tecer algum comentário adicional sobre o equipamento de proteção individual, constatou-se que 57% dos entrevistados não a responderam, enquanto que 43% não acrescenta nenhum dado relacionado às medidas de precauções padrão e nem colabora com nenhum questionamento técnico a respeito da sua utilização, fazendo apenas a menção da importância de sua utilização e adesão como observado nos relatos abaixo:

SC3 “O simples fato de trabalhar em uma UTI já expõe o indivíduo a riscos de contaminação, o uso do EPI é obrigatório e deve ser exigido pelo profissional caso não seja fornecido pela instituição. Caso não haja EPI o profissional pode isentar-se de fornecer o cuidado ao paciente se este ato o oferecer algum risco.”

SC6 “Importantíssimo, nunca podemos prever qualquer tipo de acidente. A prevenção e sempre o melhor caminho, tanto para o profissional quanto para o paciente.”

PG6 “Devem ser de uso obrigatório sendo fornecido de forma adequada pelo hospital.”

SC2 “Seu uso é importantíssimo na prática clínica durante assistência ao paciente visando a prática do profissional de saúde e a contaminação cruzada dos pacientes em caso de negligência da sua utilização. O que aumentaria a morbidade dos doentes bem como o tempo de internação, custo de tratamento e mortalidade.”

PG3 “Acho super importante a utilização dos EPIs e acho que as instituições deveriam se preocupar e treinar seus profissionais para seu uso. Isso evitaria o alto grau, às vezes, de contaminação de um paciente para outro e também de seus profissionais, que poderíamos citar aqui toda a equipe que lida diretamente e indiretamente com o paciente (desde o médico até o pessoal da limpeza).”

Deste modo de acordo com Lima et al. (2007) as atividades de educação em saúde precisam enfatizar a utilização correta dos equipamentos de proteção individual e também o esclarecimento detalhado sobre os riscos biológicos a que estes profissionais estão expostos.

Conforme Almeida; Pagiluca; Leite (2005) as Medidas de Precauções Universais (MPUs), atualmente denominadas Precauções Padrão, são formas de prevenção a serem utilizadas na assistência a todos os pacientes na manipulação de sangue, secreções e excreções e contato com mucosas e pele não íntegra. Tais medidas incluem a utilização de equipamentos de proteção individuais, com a finalidade de reduzir a exposição ao sangue ou fluidos corpóreos, e os cuidados específicos recomendados para manipulação e descarte de materiais contaminados por material orgânico. Uma das formas de evitar acidentes é o uso de EPI, que constitui uma barreira protetora para o trabalhador, pois reduz efetivamente (mas não elimina) o risco de exposição ocupacional. Mas o EPI só será considerado adequado se impedir que sangue ou outros materiais potencialmente infecciosos atinjam roupas e/ou mucosas das pessoas envolvidas.

Diante desses dados, pode-se assim destacar, conforme Coutinho et al. (2008) que aprender a lidar com a saúde do trabalhador não é apenas focalizar na doença adquirida por este, mas sim, adquirir um olhar coletivo sobre a saúde, os materiais e equipamentos e o ambiente onde são desenvolvidas as atividades.

Conclusão

O estudo realizado na Fundação Municipal Hospitalar de Macaé (HPM) propiciou a observação da importância da realização de treinamentos através da educação continuada, principalmente, mediante aos riscos ocupacionais tangentes ao trabalho de fisioterapia em UTI, uma vez que esses profissionais se encontram expostos a ocorrência de riscos ocupacionais, por realizarem suas atividades em um ambiente altamente insalubre e até mesmo pelo fato de que todo paciente, inicialmente, se apresenta como um risco em potencial a sua saúde.

Denota-se que apesar dos profissionais de fisioterapia apresentarem boa adesão ao uso do Equipamento de Proteção Individual e conhecimento específico sobre sua utilização, não os associam às medidas universais de precauções padrão.

Assim, surge a necessidade de se programar ações educativas permanentes que familiarizem os profissionais de fisioterapia, principalmente os que atuam em UTI com as precauções universais e os conscientizem quanto a empregá-las adequadamente como medidas mais indicadas para atenuação à exposição aos riscos biológicos.

Neste sentido, destaca-se o importante papel dos gestores de estabelecimentos de saúde assumem diante da saúde ocupacional, devendo promover continuamente estratégias preventivas por meio de educação continuada, como realização de reuniões pedagógicas de procedimentos visando identificação dos riscos ocupacionais relacionados à prática de fisioterapia em UTI, treinamentos sobre utilização, manutenção e importância do equipamento de proteção individual, podendo-se ainda realizar campanhas, com constantes avisos ou cartazes explicativos a esta prática, sempre fixados em todos os setores da instituição.

 

Referências Bibliográficas

ABREU, A.M.M.; MAURO, M.Y.C. Acidentes de Trabalho com a equipe de enfermagem no setor de emergência de um hospital Municipal do Rio de Janeiro. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p.139-146, abr 2000

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- Publicado em 12/04/2013.


 

 

 

 

 

 

 


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