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A Atuação Fisioterapêutica no Tratamento da Fibromialgia: Revisão da Literatura E-mail

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The Fhysiotherapy actuation on treatment of fibromyalgia : Review of the Literature


Trabalho realizado por:

Danielle Machado da Costa.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista, Campus Flamboyant, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia.

Contato: daniellemachadodacosta@hotmail.com


Orientadores
:

Xisto Sena Passos.

Doutor em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Goiás. Professor Titular do Curso de Fisioterapia da Universidade Paulista

Leandro Damas de Andrade.

Prof. Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória, Fisioterapia Traumato Ortopédica.

 

Resumo

A Fibromialgia é uma síndrome reumática não articular de etiologia desconhecida, e que acometem freqüentemente mulheres e é caracterizado por dores musculares e pontos dolorosos. Objetivo.Esta revisão teve por objetivo realizar levantamento comparativo sobre as diversas formas de tratamento dentro da Fisioterapia para a Fibromialgia. Metodologia – Revisão bibliográfica, revistas e artigos científicos utilizando banco de dados LILACS, SCIELO, BDEF, USP, MEDLINE. Descritores- Fisioterapia, Fibromialgia, Tratamento. Conclusão, - Ocorreram divergências quanto aos tratamentos fisioterapêuticos, porém os exercícios em que o paciente mais se identificou foram os de maiores eficácia.

Descritores: Fisioterapia, Fibromialgia, Tratamento

Abstract

The Fibromyalgia is a rheumatic syndrome not articulate unknown that often affects women and is characterized by muscle pain and painful points. Objective: This review ainmed to perform comparative survey on the various forms of treatament in physiotherapy for Fibromyalgia. Methods: Literature revieu, magazines and articles, books, electronic, books and journals available in eletronical, databases such as LILACAS, SCIELO, BIOEF, USP, MEDLINE- Descriptors: Fibromyalgia, Fhysiotherapy, Treatment. Conclusion- Diferences occurred in the Physicaltherapy treatments, however the exercices witch the pacients more identifield with and felt pleasure to perform the were the most effective.

Descriptors: Fibromyalgia, Physiotherapy, Treatment.

Introdução

A Fibromialgia tem predominância em mulheres principalmente de 30 e 60 anos de idade, é caracterizada por dores músculo esquelética difusas e crônica e pela presença de pontos dolorosos à palpação (tender points) em regiões anatomicamente determinadas, outras manifestações são: rigidez matinal de curta duração, fadiga crônica, distúrbio do sono, sensação subjetiva de edema, parestesia, cefaléia, fenômeno de Raynaud, síndrome do cólon irritado, depressão, síndrome do pânico, ansiedade.

O diagnóstico da fibromialgia é clínico, não havendo alterações laboratoriais propriamente dita. Tem maior prevalência no sexo do gênero feminino, sendo que 2% da população são acometidos, 3.4% mulheres e 0.5% homens, a predominância é da raça branca de estatura média, com sobrepeso, e com alimentação desbalanceada.

As causas são desconhecidas, mas podem envolver fatores genéticos como alterações psicossomáticas como etilista, tabagista, alterações do sono e neuroendócrinas, incluem também fatores externos como artrite periférica, traumas e possível micro trauma muscular por descondicionamento físico, as alterações climáticas, os graus de atividades físicas praticadas e estressores emocionais também podem influenciar a sintomatologia.

As dores da fibromialgia não possuem origem inflamatória, não causam degeneração e nem são progressivas, na verdade ela é crônica e sistêmica.

Este estudo teve por objetivo comparar, verificar e conhecer os problemas decorrentes da Fibromialgia e relatar os diversificados tratamento fisioterapêuticos, entre o período de 2000 a 2011.

Revisão da Literatura

A sociedade entre as dores e sintomas dispersou por muito tempo as pesquisas científicas, só agora depois de longas pesquisas específicas, confirmaram o termo Fibromialgia. Umas das primeiras referências de quadros que lembram a Fibromialgia são de 1821, onde um médico britânico descreveu dor a palpação somente em certas vértebras.

Em 1824, Balfour, com os mesmos achados, sugeriu que poderia havia um processo inflamatório no tecido conjuntivo responsável pela dor denominado reumatismo muscular. Estudos posteriores, estendendo-se de 1841 a 1893, descreveram pontos dolorosos sensíveis á palpação que eram irradiadas e estavam associados a sintomas somáticos e formação de nódulos reumáticos a partir de espasmos musculares. Em 1904, levando em considerações as descrições às literaturas propuseram o termo fibrosite, acreditando ser uma inflamação a causa do reumatismo muscular.  No final da década de 1920, outras denominações foram sugeridas miofascite por Albee em 1927, miofibrosite por Murray em 1929, Neurofibrosite por Clayton em 1930. Já em 1940, o termo fibrosite foi definido como um estado doloroso agudo, subagudo ou crônico de músculos, tecidos subcutâneo, ligamentos, tendões e aponeuroses. Em 1950 sugeriram que essa condição era essencialmente psicossomática por haver poucas manifestações físicas que justificassem a dor apresentada pelos pacientes8. Em 1977, Smythe e Moldofsky foram os primeiros pesquisadores a associarem os pontos dolorosos aos sintomas sistêmicos, considerando somente os pacientes com dores musculoesqueléticas difusas acompanhadas de pontos dolorosos sensíveis à digitopressão, fadiga e distúrbio do sono. Redefiniu, portanto, a condição como fibrositis syndrome.

Em 1981 adotam-se o termo Fibromialgia incluindo como critérios obrigatórios: dor difusa acompanhada de rigidez envolvendo três ou mais áreas anatômicas, durante pelo menos três meses e ausência de causas secundárias como traumáticas, doenças reumáticas, infecciosas ou neoplásicas. Descreveram pelo menos cinco pontos tipicamente dolorosos à digitopressão, e como critérios menores, por fatores de modulação dos sintomas pela atividade e por fatores climáticos, piora dos sintomas por estresse e ansiedade, dificuldade para dormir, fadiga generalizada, cefaléia crônica, síndrome do cólon irritado, edema subjetivo e sensação de parestesia. Em 1990 estudos multicêntricos culminaram na formação do comitê ad hoc do colégio Americano de Reumatologia a definição dos critérios de diagnóstico da fibromialgia.

Em 1992 a organização mundial de saúde (World Health Organization-WHO) validou o conceito de fibromialgia com a Declaração de Copenhagen.

Como foi descrito anteriormente, o termo fibromialgia e sua concepção forma estabelecidas na década de 80, porém foi só em 1990 que os critérios que os critérios de classificação da fibromialgia forma uniformizados e apresentados para a comunidade científica. Estes critérios consistem na presença de dor difusa que é a dor no hemicorpo direito e esquerdo, dor acima e abaixo da cintura e dor no esqueleto axial, dores crônicas que são prevalentes por mais de três meses, dores a palpação digital com pressão de aproximadamente 4kg em pelo menos 11 dos 18 tender points, posicionados aos pares sendo: occipital, cervical baixa anterior, trapézio superior, supraespinhoso, segunda articulação costocondral, epicôndilo lateral, glúteo, trocânter maior do Fêmur, bordo medial do joelho. Estudos que investigam a patogenia da fibromialgia concentram nas diferentes áreas: mudanças musculares e microcirulatórias (hipóxia), mudanças nas moléculas de modulação da dor, mudanças neuroendócrinas, mudanças na função do sistema nervoso autônomo, anormalidades na resposta inflamatória, diminuição do aporte sanguíneo em áreas cerebrais, alterações psicológicas e psiquiátricas.

Vários pesquisadores também se preocupam com fatores predisponentes e ou desencadeantes à fibromialgia como alteração genética e influência de fatores ambientais tendo como agentes estressores, traumas, infecções, eventos catastróficos, mudanças climáticas, estresse emocional, doenças auto-imunes e outras condições patológicas.

As teorias a respeito da síndrome da fibromialgia estão sendo revista, sendo importante foco de pesquisa de muitos estudiosos.

Um dos sintomas de maior freqüência da síndrome da fibromialgia é a dor muscular, por isso muitos autores sugerem que as alterações causais estão no músculo.

Algumas causas investigadas para a etiologia da síndrome da Fibromialgia baseiam-se pelas causas das alterações neuroendócrinas que poderiam explicar os outros sintomas da fibromialgia além da dor como fadiga, distúrbios do sono, distúrbios psicológicos. Um componente crítico da resposta ao stress é a ativação do eixo Hipotálamo-hipófise adrenal, sendo que indivíduos que tem a atividade deste eixo reduzida frequentemente apresenta sintomas de fadiga, depressão, mialgias e distúrbios do sono. Além disso este eixo pode estar envolvido com a percepção da dor.

Discussão

Em relação à atuação da Hidroterapia em um estudo realizado foram selecionados 40 pessoas com diagnóstico de fibromialgia e 10 pacientes com características saudáveis para a utilização da Hidroterapia, nos pacientes com fibromialgia observamos a redução do quadro álgico e melhora na qualidade de vida, com redução da sintomatologia dolorosa, redução dos distúrbios do sono e da fadiga, e nos pacientes saudáveis encontraram melhora na qualidade de vida, pudemos observar então que a hidroterapia é um tratamento eficaz e efetivo para o tratamento da fibromialgia, oferece benefícios melhores quando comparados aos exercícios de solo, melhora a flexibilidade o aporte do fluxo sanguíneo, aporte de oxigênio e nutrientes para as células e faz o corpo entrar em profundo relaxamento sendo utilizada a termoterapia.

Alguns estudos relatam que a utilização do laser de baixa potência é proposto para pacientes com dores referentes á Fibromialgia Dentre os principais efeitos terapêuticos desse tipo de laser encontra-se a ação anti-inflamatória, a analgesia e a modulação celular, as doses variam de 1 a 23 J/cm² deve levar em consideração o tamanho e a espessura do tecido atingido, o tipo de laser, a potência usada e o tempo de aplicação.

Silva et al. diz que a aplicação da TEENS que ocorre por corrente elétrica de baixo limiar, que inibi a transmissão dos estímulos dolorosos da medula espinhal e libera opiáceos endógenos, como a endorfina, tem bons resultados em relação a qualquer tipo de dores musculares devido ao seu efeito analgésico.

O ultra som é utilizada para pacientes com fibromialgia por seus efeitos fisiológicos decorrentes de suas ações mecânicas como térmicas. A ação mecânica aumenta a permeabilidade celular, diminui a resposta inflamatória, reduz a dor por meio da diminuição da velocidade de condução nas fibras nervosas e facilita o processo de cicatrização dos tecidos moles. O Ultra som contínuo tem a ação térmica que contribui para o aumento da vasodilatação local e, conseqüentemente melhora a inflamação crônica, reduz o espasmo muscular e a dor.

Martin et al., 1996 administraram em 60 pacientes um programa de exercícios incluindo atividade aeróbica, flexibilidade e fortalecimento muscular por seis semanas, três vezes por semana, com duração de uma hora cada terapia. Concluíram que o exercício é útil no tratamento a curto prazo de pacientes com fibromialgia por ocorrer redução geral na dor desses pacientes e também concluíram que programas que incluem exercícios aeróbicos, alongamento e fortalecimentos não possuem efeitos adversos.

Segundo Valim, as evidencias mostra que tanto o exercício físico, quanto o alongamento muscular apresentam benefícios. Com o alongamento muscular foram obtidos melhoras na qualidade do sono e na diminuição da rigidez, e o exercício físico de baixa velocidade também ocorrera os mesmos efeitos só que com menor eficácia ao resultado esperado, a conclusão é que um complementa o outro.

Infelizmente ainda faltam estudos nas intervenções por eletroterapia, como as diatermias e outras correntes excito motoras. É indiscutível o impacto negativo que a Fibromialgia causa nas pessoas. Desde que sua etiologia continua sendo desconhecida, a terapêutica se baseia em melhora e no controle dos sinais e sintomas. Já que o principal sintoma da Fibromialgia é a dor, os tratamentos fisioterapeuticos que vem sendo mais utilizado é a Hidroterapia em piscinas aquecidas pois os movimentos na água são mais lentos devido a algumas propriedades físicas da mesma, essas estruturas dão suporte e permitem maior mobilidade, levando em considerações os alongamento específicos e eficientes além dos benefícios da imersão do paciente em água aquecida, que deve estar em torno de 33º á 36° em um calor bem suportável, favorecendo assim um relaxamento global. Estes efeitos proporcionam grande alívio da dor.

O trabalho preocupou em promover um alívio da dor com recursos Fisioterapeuticos, e com o alivio da dor a conseqüência será uma melhor qualidade de vida.

Conclusão

A conclusão é que a Fibromialgia é um patologia que envolve vários fatores como genético, muscular, distúrbio no sistema nervoso central, porém para ser tratada necessita-se de uma equipe multidisciplinar, com psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista, psiquiatra, entre outros profissionais da área da saúde.

Os tratamentos fisioterapeuticos com maiores eficácias são: massoterapia, eletroterapia, hidroterapia, acupuntura, alongamento.


Referências

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Obs:

- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de sua autora.

- Publicado em 02/12/2011.


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