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Ocorrência de Queixas Álgicas Musculoesqueléticas em Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de uma Unidade Hospitalar de Salvador E-mail

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Trabalho realizado por:

Fabiana Arcanjo dos Santos.

Acadêmica de Fisioterapia da Faculdade Social da Bahia (FSBA).

Contato: anefab@hotmail.com / fresa@ig.com.br

Orientador:

Prof. Jorge Vieira Filho Graduado em Fisioterapia – EBMSP.

Graduado em Educação Física – UFBA / Pós-graduado em terapia manual e postural – CESUMAR / Pós-graduado em ortopedia e traumatologia – UGF Formação em RPG – IMES / Docente do Centro Universitário Jorge Amado / Docente da Faculdade Social / Docente do Instituto Mecca / Docente da pós-graduação em Biomecânica - EBMSP / Sócio-fundador da Associação Baiana de Biomecânica.

Contato: jorgevierafilho@gmail.com

 

Resumo


Introdução:
Os Auxiliares e Técnicos de Enfermagem estão propensos a altos índices de queixas álgicas relacionadas com aspectos laborais. Estes distúrbios denominados AMERT (Afecção musculoesquelética relacionada com o trabalho) se apresentam como doença que incapacita e proporciona traumas físicos, bem como sensações emocionais desagradáveis nos indivíduos afetados. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo de corte transversal, desenvolvido por meio da aplicação de um questionário estruturado para 71 Técnicos e Auxiliares de Enfermagem de uma unidade hospitalar de Salvador com objetivo de identificar a ocorrência de queixas álgicas musculoesquelética, sinalizando as regiões do corpo com maior ocorrência dessas queixas, de forma a estratificá-las por sexo, idade e tempo de Serviço. Resultados: Durante a realização deste trabalho, foi verificado um índice álgico musculoesquelético de 76% do total da amostra. As mulheres correspondem a 94%, elas relataram principalmente região perna (MMII) 16% e coluna lombar com 12%. Dos pesquisados que sinalizaram algia, 50% não praticam exercício físico. 82% não trabalham em mais de uma local. Conclusão: na unidade estudada os servidores, técnicos e auxiliares de Enfermagem, em sua maioria são mulheres, elas são mais acometidas pela algia músculos esqueléticos, possuem mais tempo de trabalho. Para tanto sugere se uma atuação preventiva em busca da melhoria da qualidade de vida destes profissionais, como implantação de Fisioterapia laboral, avaliação da ergonomia local no tange aos três aspectos: física, cognitiva e organizacional. De acordo com os resultados obtidos neste trabalho, faz- se necessário o aprofundamento das pesquisas realizadas, para uma melhor compreensão das queixas identificadas.  

Palavras-chave:
Ocorrência; distúrbios osteomusculares; Auxiliares e Técnicos de Enfermagem.


Abstract

Introduction:
Nursing auxiliaries and technicians are prone to high rates of pain complaints related to labor. These disorders called AMERT (Musculoskeletal disorder Work-related) are presented as a disease that cripples and provides physical trauma and unpleasant emotional feelings in the affected individuals. Materials and methods: This is a cross-sectional descriptive study, developed through the application of a questionnaire to 71 Technicians and Nursing Assistants in a hospital in Salvador in order to identify the occurrence of musculoskeletal pain complaints, indicating the regions body with greater incidence of these complaints in order to stratify them by sex, age and length of service. Results: During the accomplishment of this work, a musculoesquelético álgico index of 76% was verified, the women with 79% had mainly told to region leg 16% and lumbar column, 12%. Of searched that they had signaled algia 50% they do not practise physical exercise. 82% do not work more than in one place. Conclusion: in the studied Unit the servers, technician and nurse aid, the majority are women, them are more attacks for the algia esqueléticos muscles, possess more time of work. For in such a way he suggests if a preventive performance in search of the improvement of the quality of life of these professionals, as implantation of labor Fisioterapia, evaluation of the local Ergonomics refers to in it to the three aspects: Physics, cognitiva and organizacional. In accordance with the results gotten in this work, make necessary the deepening of the carried through research, for one better understanding of the identified complaints

Keyword: Occurrence; riots osteomusculares; Assistant and Technician of Nursing.

Introdução

As disfunções musculoesqueléticas classificadas como DORT (Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho), atualmente denominada AMERT (Afecção musculoesquelética relacionadas com trabalho), são caracterizadas por lesionarem músculos, ossos, nervos, tendões, fáscias, ligamentos e vasos sanguíneos. Essa afecção pode desencadear sintomas como: parestesias, diminuição da força muscular, inflamação, edema, dormência, cansaço, irritabilidade e, principalmente, dor que, por ser conhecida como uma experiência sensorial e emocional incomoda. Essa dor, advinda de uma possível lesão tecidual, real ou potencial, pode gerar prejuízo funcional, ocasionar incapacidade laboral e aumento do estresse pelo crescimento da demanda de atividade muscular.

No Brasil, o índice de indivíduos com DORT/AMERT se assemelha aos países industrializados, sendo que essa afecção tem um acometimento significativo nesta população, culminando em uma considerável diminuição da produtividade. Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em 2001 na cidade de São Paulo, solicitada pelo Instituto Nacional de Prevenção às DORT e a OMS, constatou que essa doença atinge 6% da população empregada, gerando um gasto 12,5 bilhões com acidentes e doenças relacionadas com o trabalho.  

Dentre os profissionais mais atingidos pela AMERT na área de Saúde estão os Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, pois suas ati¬vidades laborativas exigem muito esforço do sistema músculo-esquelético, solicitando manutenção de posturas estáticas e dinâmi¬cas por tempo prolongado e, principalmente, movimentos de sobrecarga para a coluna vertebral na realização das transferências de decúbitos. Apesar de ser uma profissão que visa promover a saúde do indivíduo, há um grande complicador para a saúde desses profissionais, uma vez que instrumentos e ambientes de trabalho nem sempre respeitam preceitos ergonômicos, predispondo-os desde uma inabilidade ao manusear objetos, dificuldade ao executar movimentos precisos até, muitas vezes, em estágio grave de fadiga, incapacidade laborativa e invalidez. Os perigos inerentes às tarefas do técnico e auxiliar de enfermagem são intensificados pela complexidade das atividades exercidas, mas também por outras variáveis como a jornada de trabalho que geralmente são plantões de 12 horas no período diurno, ou até de 24 horas. Além da convivência com a dor, o sofrimento e a morte de alguns pacientes. 

O comprometimento da produção, a constatação de altos índices de afastamento, excessivos custos de assistência médica e tratamentos, têm levado as autoridades governamentais e os demais interessados em produção em massa a incentivar a adoção de medidas ergonômicas e fisioterapia laboral, para prevenir as complicações e eliminar ao máximo situações de risco. Tais medidas tem sido um desafio no cotidiano das organizações e um dos principais fatores de mudanças de paradigmas para ações em qualidade de vida. Tem-se aumentado a confiabilidade desses programas de prevenção e promoção de saúde do trabalhador pela considerada redução de custos e de condições inadequadas de trabalho, bem como implantação e manutenção de padrões de qualidade e excelência nas condições de trabalho.

Objetivo

Identificar a ocorrência de queixas álgicas musculoesqueléticas em auxiliares e Técnicos de Enfermagem de uma Unidade Hospitalar de Salvador, bem como observar as relações en¬tre esses distúrbios com o tempo de atuação profissional, idade e jornada de trabalho.

Métodos

Foi realizado um estudo descritivo de corte transversal em um hospital da rede publica estadual de saúde, referência em Traumato ortopedia, tendo como critérios de inclusão Técnicos e Auxiliares de Enfermagem do quadro de servidores da unidade hospitalar que estivessem em atividade profissional regular. Excluindo-se da pesquisa os (as) servidores(as) que durante a pesquisa estivessem desviados(as) de sua função ou exercendo atividades em outro setor da Unidade. A aplicação do questionário teve inicio somente após aprovação do Comitê de ética em pesquisa da Faculdade Baiana de Medicina sob protocolo n º141 e mediante assinatura do Consentimento Livre Esclarecido (TCLE).

A coleta de dados foi realizada por meio de aplicação de questionário estruturado para servidores voluntários que concordassem com o TCLE, nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2010. O instrumento de avaliação foi composto por duas partes: contendo 12 questões objetivas e subjetivas, a primeira com os dados de identificação (idade, sexo, categoria profissional, local de trabalho) e as afecções (metabólicas: diabetes, hipertensão; comportamental: tabagismo, etilismo); a segunda referente a aspectos relacionados à queixa álgica, laboral e exercício físico.  Responderam ao questionário, representando uma amostra por conveniência de cada setor de atendimento, 71 servidores ao todo: técnicos e auxiliares de Enfermagem da UTI (17), centro cirúrgico (10), enfermarias (35), ambulatório (06) e internação domiciliar (03), caracterizando um universo amostral composto de 182 Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, dos quais responderem ao questionário 62 mulheres e 9 homens.  

A análise dos dados coletados no questionário foi realizada através de ferramentas da estatística descritiva (média, desvio padrão e percentagens) para representar sumariamente as variáveis do banco de dados. Tendo sido analisado a prevalência de dados, por faixa etária, idade, sexo e tempo de trabalho. Na comparação entre a prevalência de cada categoria dessas variáveis foi utilizada a razão de prevalência (RP), com seus respectivos intervalos de confiança de 95 %.

Resultados


Do total da população de 182 servidores alocados em diversos setores do hospital, 71 responderam ao questionário estruturado representando os setores detalhados na tabela 1: enfermaria (35), onde há maior concentração de servidores, com relatos de 24 queixas álgicas, média de 13,5 anos de trabalho; UTI (17), com 12 queixas e média de 13,5 anos de trabalho; centro cirúrgico (10), com 9 respostas positivas para algia, média de 20,1 anos de trabalho; ambulatório (06), com 6 relatos de queixas, representando maior tempo de trabalho, média de 24 anos; internação domiciliar (04), com 2 respostas para caso álgico e 9 anos de trabalho.


Tabela 1.   Dados referentes a números de servidores por setor queixa álgica e tempo de trabalho

Locais

Nº servidores

Responderam

%

Total de queixas àlgicas

%

Tempo trabalho

Enfermaria

86

35

40

24

68

13,5

UTI

33

17

51

12

23

13,5

Centro cirúrgico

15

10

66

9

90

20,1

Ambulatório

9

6

66

6

100

24,6

Internação Domiciliar

4

3

75

2

66

9

Outros (desvios, licenças)

36

-

-

-

-

-

Total

182

71

-

53

-

-


No que se refere a idade dos participantes, a partir dos dados da tabela 2 verificou-se um maior percentual de idade das mulheres, sinalizando 31% com idade entre 40 e 50 anos e 26% entre 51 e 60 anos. Dos homens, 44% têm entre 20 e 30 anos.

Tabela 2- Classe de idade das mulheres e dos homens participantes da pesquisa

Classe de idade

Mulher

Percentual (%)

Homem

Percentual (%)

20 |– 30

11

18

3

44

31 |– 40

15

24

2

28

41 |– 50

20

31

2

28

51 |– 60

17

26

-

-

61 |– 70

1

1

-

-

Total

64

100

7

100


Na tabela 3, observou-se neste estudo, a predominância do sexo feminino (90%), média de idade 42 anos, intervalo de confiança [30,1 ; 45,6], (DP ± 9,9 anos). Para a variável tempo de trabalho na profissão, houve média de 16,61 anos na profissão e na unidade pesquisada 7,3 anos, enquanto os homens tiveram média de idade de 27,9 anos, sendo portanto mais jovens e em menor quantidade em relação a classe de Técnicos e auxiliares de Enfermagem na amostra estudada, correlacionando tempo de profissão de 10,3 e 5,5 anos, na unidade onde trabalham

Tabela 3- Dados referentes ao tempo de trabalho na profissão e na unidade onde trabalham

Variáveis

Média mulher

D-pad

I.C

(α =0,05)

Intervalo

Média

homem

Dv-pad

I.C

(α = 0,05)

Intervalo

Idade

42,5

9,9

2,42

[40 ; 44,9]

27,9

10,5

7,7

[30,1 ; 45,6]

Tempo de profissão.

16,61

10,16

2,49

[5,4 ; 9,3]

10,3

7,2

5,4

[4,95 ; 15,7]

Tempo na Unidade

7,3

7,9

1,94

[19,1 ; 14,2]

5,5

5,6

4,1

[1,36 ; 9,72]

Total

66,41

27,96

6,85

-

43,7

23,3

17,2

-


Em relação a regiões anatômicas acometidas na tabela 4, observou-se uma freqüência de sintomas musculoesqueléticos em diversos segmentos. As mulheres apresentaram freqüências mais elevadas de dor na região de perna (MMII) com 16% e média de 19 anos trabalhados, seguidos da lombar 12% com uma média de trabalho de 13 anos, cervical 10%, com 16,2 anos, cervical e lombar 10%, 21,6 anos, cervical, lombar, braço (MMSS) e perna (MMII) 10% para 31 anos trabalhados. Infere-se, então, no que se refere às mulheres desta amostra, que quanto maior tempo de trabalho maior a probabilidade de incidência de dor em mais segmentos corporais. Esta correlação não foi observada quanto ao sexo masculino, uma vez que se identificou uma media de 33% de queixas em região lombar, 33% em torácica e lombar, havendo quatro regiões anatômicas apontadas por outros 33 %, em cervical, lombar, braço (MMSS), e perna (MMII), nos servidores com médias de 2 anos de trabalho.

Tabela 4- Dados referentes a regiões acometidas por mulheres e homens

Regiões Acometidas

(%) Mulher

Tempo trabalho

(%)Homem

tempo trabalho

Lombar

12

13

33

3

Cervical

10

16,2

-

-

Perna

16

19,4

-

-

Cervical e Lombar

10

21,6

-

-

Braço e Lombar

2

31

-

-

Lombar e Perna

8

8,7

-

-

Cervical e Braço

6

16,6

-

-

Braço e Perna

2

35

-

-

Cervical e Perna

4

11,5

-

-

Cervical e Torácica

2

27

-

-

Torácica e Lombar

-

-

33

11

Cervical, Braço e Perna

2

10

-

-

Cervical, Lombar e Perna

4

19

-

-

Cervical, Torácica e Braço

2

18

-

-

Cervical, Torácica e Perna

4

12

-

-

Lombar, Braço e Perna

2

6

-

-

Cervical, Lombar, Braço e Perna

10

20,2

33

2

Cervical, Torácica, Lombar e Perna

6

18,3

-

-

Total

100

-

100

-


Com relação à apresentação de parestesia durante o trabalho, tabela 5, as mulheres apresentaram maior percentual (41 %) em relação aos homens (28,7%). No que se refere e sentir algia após o trabalho, as mulheres também apresenta índice elevado, 51%.

Tabela 5-  Dados referentes a parestesia durante trabalho e algia depois do trabalho, de acordo com o gênero

Categoria

Parestesia durante trabalho

 

Sim          Não        Não referiram

Algia após trabalho

Sim          Não      Não referiram

Homem (%)

28,7

57            14,3

 

28,7           57         14,3

 

Mulher (%)

41

41            18

 

51              29          20

 

Total

-

 

-


Dentre as afecções hemodinâmicas questionadas na amostra,  5,7 %  possuem diabete, 29% hipertensão arterial sistêmica. Com relação às doenças comportamentais 4% correspondem ao tagismo e 1% etilismo.

Discussão

As transformações sociais do mundo moderno associadas ao processo de globalização e desenvolvimento urbano-industrial têm interferido direta e, muitas vezes, negativamente no fator trabalho, no que diz respeito ao surgimento de doenças ocupacionais. O trabalho, nesses moldes, passa ser recrutado em decorrência do aumento competitivo e da necessidade de produzir em larga escala, não se estabelecendo um limite nas demandas solicitadas ao trabalhador, que se sobrecarrega e sofre as conseqüências do fatigamento.     

Os técnicos e auxiliares de Enfermagem trabalham em contato direto com agentes físicos, químicos e biológicos na realização de curativos, coleta de material para exames, vacinação, administração de medicamentos, higiene corporal, transporte de pacientes entre outros. O desenvolvimento dessas atividades a depender da situação, pode lhes proporcionar um risco físico e emocional em potencial .

No que diz respeito às características de gênero, foi registrado 76% de queixas de dores osteomusculares, no sexo feminino. Desse contexto corrobora a constatação de que a profissão de enfermagem é predominantemente feminina, havendo plena consonância com a literatura mundial, que afirma ser a jornada de trabalho destas, elevada e /ou caracterizada por esforços físicos repetitivos e extenuantes. Esses aspectos contribuem para aumentar a tensão mental e física das mulheres, uma vez que elas, culturalmente tendem a cuidar da família, das tarefas domésticas bem como educação dos filhos dentre outros. Fatores estes associados podem evidenciar relatos de algia ou desconforto no sistema musculoesquelético e apresentaram também um maior percentual de doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho das mulheres em relação aos homens.

No que se refere a tempo na função, neste estudo foi possível evidenciar que os sintomas osteomusculares tendem a se elevar com o aumento do tempo de trabalho. Tal informação sinaliza a perspectiva de inserção de novos paradigmas no que diz respeito a medidas de intervenção e de promoção da saúde o mais precoce possível, visando inserir o profissional no ambiente laboral de forma consciente do gasto energético que o corpo tende sofrer, e da fadiga muscular produzida em detrimento da ergonomia adotada, bem como pelo cansaço da jornada de trabalho submetida, no sentido de prevenir ou minimizar os danos à sua saúde.

Em se tratando da faixa etária, este estudo identificou que os mais jovens e com tempo de trabalho relativamente curto, comparado aos outros participantes da pesquisa, já apresentam alto índice de regiões acometidas: cervical, lombar, braço (MMSS) e pernas (MMII) para uma média de tempo de serviço de dois anos. Por conta, possivelmente da delegação de atividades que demandam maior esforço físico, aos mais jovens como, por exemplo, levantamento de peso, manutenção do corpo em posições fisicamente incômodas assim como percorrer longas distâncias, subir e descer escadas.

Dentre as localizações de dor a análise mostrou incidência elevada da coluna lombar, evidenciado também em outros estudos seguido de MMII e outros seguimentos associados, em detrimento do aumento tempo de serviço. As profissionais auxiliares e técnicas de enfermagem do setor de centro cirúrgico fazem alusão ao uso de capas de chumbo para realização de teleradiografias, como um ato incomodo, pelo relativo peso das mesmas.

Conclusão


Existe uma tendência no crescimento potencial das DORT/AMERTS que gera um grande desafio tanto para os serviços de saúde como para as empresas que devem estar atentas ao estabelecimento do nexo causal, uma vez que seu sintoma principal, a dor, se comporta como sendo sensação subjetiva e às vezes, de caráter insidioso. Motivo pelo qual há uma preconização pela retirada dos fatores desencadeantes de tais distúrbios, para que haja diminuição do agravamento e reversibilidade do quadro, que uma vez instalado, gera incômodo para o empregado que sofre e às vezes se afasta, e para o empregador que diminui sua produção ou sobrecarrega outros profissionais, incorrendo em um ciclo ou ainda aumenta seu custo financeiro na contratação de mais profissionais para suprir a demanda.

De acordo com os dados descritos neste estudo, os objetivos propostos foram alcançados, uma vez que foi estimado o número de ocorrências, identificadas as regiões do corpo mais afetadas, bem como verificadas as características sócio demográficas desses profissionais (sexo, categoria profissional, setor de trabalho e tempo de trabalho no setor. Foi evidenciado alto índice de queixas álgicas em relação aos que responderam questionário, fato indicativo de inserção de programas de treinamento e esclarecimentos. Constatou-se também que uma atenção maior deve ser direcionada aos servidores do Centro Cirúrgico, em relação ao uso das capas de chumbo para realização de exame complementar de teleradiografia.  

Neste contexto, com relação aos resultados obtidos faz- se necessário o aprofundamento das pesquisas realizadas, para uma melhor compreensão e direcionamento das queixas identificadas. Para tanto sugere se uma atuação preventiva em busca da melhoria da qualidade de vida destes profissionais, como implantação de fisioterapia laboral, disponibilização de instrumentos e equipamentos ergonomicamente idealizados.

Referências

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Obs:

- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo é de sua autora.

- Publicado em 02/01/2012.


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