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A Influência da Postura Ereta no Desenvolvimento Cerebral Imprimir E-mail
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Trabalho realizado por:

Ribeiro, Bruna; Cavalcanti, Daiany; Reis, Diego; Carolina, Débora; Ramos, Rafaella; Ferreira, Thauana.

Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO – Campus Recife

Contato: daianycavalcanti87@hotmail.com

 


Palavras-chaves: Bipedismo; Desenvolvimento Cerebral; Liberdade das Mãos.



Uma das características mais distintas do ser humano é a habilidade de caminhar ereto (bipedismo – experimentado por alguns grandes macacos, porém apoiados nas mãos; deve ser considerada uma mudança muito importante, pois livrou as mãos para exploração do espaço e execução de outras tarefas, surgindo um novo modo de vida humana) e de preensão. A dextralidade manual, no primata, ocorre na posição sentada, pois adquirem maior disponibilidade corporal e autonomia postural. As elevações dos braços facilitam o desenvolvimento da segunda curva lordótica, pela ação do músculo grande dorsal que eleva as costelas, e pela tração exercida pelo músculo diafragma sobre a região toracolombar na posição inspiratória. Nos humanos, os ilíacos estão no plano elíptico, ocorrendo: dissociação da cintura escapular conseqüente liberdade das mãos e recuo das costelas acompanhando o movimento, ajudando na formação da coluna lombar. Os macacos não sentavam, pois seus ilíacos estavam no plano sagital e não tinham coluna lombar. A busca da alimentação, nos primatas, era feita pela boca por isso sua mandíbula era ampla e protusa, com caninos grandes e projetados. Nos humanos, essa busca não é feita pela boca e a mandíbula é reduzida e retraída. Assim, a dieta introduziu grandes transformações morfológicas no crânio, que produziram modificações neurobiológicas (o cérebro encontrou mais espaço e volume de expansão seguido de maior organização e complexidade), decorrente de adaptações da postura ereta e aparelho dentário. Com a retração da mandíbula, há o posicionamento do hióide, assim, a cabeça ganhou maior independência em relação ao tronco, que entram em flexão, liberando as mãos promovendo uma coordenação simétrica viso-motora. Dessa forma, as mãos participam de uma unidade de coordenação caracterizada por iniciar ou finalizar um movimento. Portanto, o resultado da motricidade não é a expansão do cérebro, mas sim a sua reestruturação. Logo, a mão cria a inteligência.



Uma das características mais distintas do ser humano é a habilidade de caminhar ereto (bipedismo) e de preensão. Este tipo de locomoção é experimentado ocasionalmente por alguns grandes macacos, porem apoiados nas mãos. Analisando o esqueleto humano, pode-se verificar que a anatomia se desenvolve para isso e afetou diretamente a estrutura deste esqueleto. O bipedalismo deve ser considerado uma mudança muito importante, pois livrou as mãos para outras tarefas e provocou uma vantagem evolutiva.

Com essa evolução, as mãos que possuíam dedos reduzidos e polegar relativamente grande, ficaram livres, a partir daí surgiu um modo de vida humana.

A dextralidade manual no primata, só existe na posição sentada, pois assim, adquirem maior disponibilidade corporal e maior autonomia postural.

Quando as mãos deixaram de ser apoio, ela pôde explorar o espaço e deu possibilidade a coluna lombar de ter a sua forma. Com isso as sucessivas elevações dos braços facilitam o desenvolvimento da segunda curva lordótica nos níveis de T11, T12, L1 e L2, pela ação do músculo grande dorsal que eleva as costelas K9, K10, K11 e K12, e pela tração exercida pelo músculo diafragma sobre a região toracolombar na posição inspiratória.

O macaco não tinha a possibilidade de sentar como o humano, pois não tinha a formação da coluna lombar. Juntamente com os seus ilíacos que estavam todo no plano sagital e não dava a possibilidade de dissociar a cintura escapular. Com a evolução foi diferenciando-se e no humano, os ilíacos estão no plano elíptico, dando a possibilidade de dissociação de cintura escapular ocorrendo assim, à liberação das mãos, onde teremos o recuo das costelas acompanhando o movimento, ajudando assim, na formatura da coluna lombar.

Como nos primatas as mãos serviam como apoio, toda busca da alimentação era feito através da boca, por isso a mandíbula dos primatas era ampla e protusa, com caninos robustos e projetados.

Já nos humanos, como as mãos não são mais para apoio e sim para preensão e a busca do alimento já não é feita pela boca, temos a mandíbula reduzida e retraída, apresentando aspectos evolutivos e não adaptativos, adquirindo maior funcionalidade mecânica com menor estrutura óssea, ou seja, a dieta introduziu grandes transformações morfológicas no crânio, e estas, por efeito, grandes modificações neurobiológicos, dado que o cérebro encontrou mais espaço e volume de expansão seguido posteriormente de maior organização e complexidade.

Todas as aquisições cerebrais resultam efetivamente de alterações morfológicas no crânio, que decorre das adaptações da postura ereta e do aparelho dentário.

Com a retração da mandíbula houve o posicionamento do hióide, possibilitando a flexão da cabeça, fazendo com que, possamos entrar em todo sistema de coordenação, sendo de grande importância para coordenação óculo-visual.

Devido ao reposicionamento do hióide a cabeça ganhou uma maior independência em relação ao tronco. Onde o tronco vai entrar em flexão liberando as mãos, fazendo com que exista uma coordenação simétrica óculo-manual. Com isso, as mãos fazem parte de uma unidade de coordenação que tem característica de iniciar ou finalizar o movimento.

Portanto, o resultado da motricidade não é expansão do cérebro, mas sim, a sua reestruturação. Logo, “a mão cria a inteligência”.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • MOODY, Paul Amos. Introdução a evolução. 1. ed. Rio de janeiro: LTC, 1975. 426 p. : il

  • DARWIN, Charles. A origem do homem. Porto: Magalhães & Moniz, 19--. 262 p.

  • NESTURKH, Mikhail. A origem do homem. 2. ed. Lisboa: Ed. estampa, 1975. 3 v. : il. -- (biblioteca estampa ; 7)

  • RAMBO, Arthur Blasio. A origem do homem: Aspectos científicos, filosóficos, teológicos. 1. ed. Porto alegre, 1976.

  • MENDES, J. Caria. As origens do homem: bases anatômicas da hominização. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1985.

  • CRISTIANI, Léon. As origens do homem. São Paulo: Flamboyant, 1958.

  • NAPIER, John. A mão do homem: anatomia, função, evolução. Rio de Janeiro: Zahar, 1983

  • MORGAN, Thomas Hunt. As bases científicas da evolução. São Paulo: Nacional, 1944.

  • FONSECA, Vitor Da. Desenvolvimento humano: Da filogênese a ontogênese da motricidade. 1. ed. Lisboa: Editorial noticias, 19--. 338 p. : il. -- (coleção pedagógica ; 12)



Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo é de seu autor.
- Publicado em 27/05/10
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