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O Tratamento Fisioterapêutico na Hipertensão Arterial Sistêmica Imprimir E-mail

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Trabalho realizado por:

Chirlei de Freitas Moura, chirleimoura@hotmail.com

* Acadêmica de Fisioterapia - Centro Universitário de Caratinga - UNEC campus II, Caratinga, Minas Gerais, Brasil.


Resumo

Definição: Trata-se da importância fisioterapeutica na prevenção e tratamento de uma patologia cardiovascular mais conhecida com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS).

Etiologia:
Podendo ocorrer falha no reflexo barorreceptor e no sistema renina angiotensina aldosterona, que são responsáveis pela regulação da PA, outras causa são idade, obesidade, sedentários entre outros.

Epidemiologia: Prevalência é acima de 30% da população brasileira4.

Critérios de Diagnóstico: Aferimento das pressões sistólica e diastólica ou por Monitorizarão Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA)4, Monitorizarão Residencial de Pressão Arterial (MRPA) 5, teste ergométrico.

Comprometimento Funcional: Principalmente em órgãos- alvo.

Tratamento Fisioterapêutico:
Exercício aeróbico, controle da respiração.

Palavras-chave:
hipertensão, tratamento fisioterapêutico em hipertensão, cardiologia.


Definição

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma patologia do sistema cardiovascular mais conhecida como pressão alta, caracterizada pela elevação e sustentação da pressão arterial, onde indivíduos tende a apresentar a pressão arterial igual ou superior na pressão sistólica 140mmHg e na pressão diastólica 90mmHg.Associa-se freqüentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com conseqüente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais.



Etiologia

A Pressão Arterial (PA) é o produto Debito Cardíaco (DC) mais a Resistência Periférica Total (RPT), então toda vez que se aumenta e sustenta o DC e a RPT ocorre o aumento da PA, em pacientes hipertensos esse aumento se sustenta não ocorrendo à diminuição da PA, podendo ocorrer uma falha no reflexo barorreceptor e no sistema renina angiotensina aldosterona, que são responsáveis pela regulação da PA, quando a PA se sustenta e se mantém alta, o reflexo barorreceptor e o sistema renina angiotensina aldosterona pensa que essa é a pressão normal, pois não há alteração. Vários fatores podem influenciar o aumento da PA como idade, gênero, etnia, ingestão de sal e álcool, excesso de peso e obesidade, sedentarismo, genética, nível socioeconômico.

Hipertensão arterial pode se classificar em hipertensão primária, onde não há causa definida por múltiplos fatores envolvidos, e hipertensão secundaria, onde pode ocorre por uma manifestação de uma doença provocada, antecipada ou ainda agravada pelo aumento da PA, como em doenças renais e do trato urinário, doenças obstrutiva das artérias renais, coartação da aorta, hipertireoidismo, síndrome de Cushing, entre outras doenças. Além disso, pode ser causada por medicamento de ação hipertensiva, como uso crônico de anticoncepcional oral, corticosteróides, vasoconstritores nasais ou sistêmicos, antidepressivos tricíclicos, antiinflamatórios não hormonais, entre outros medicamentos.

De acordo com VI diretrizes brasileira de cardiologia 2010 a classificação da PA para maiores de 18 anos.

 

Tabela- Classificação da pressão arterial de acordo com a medida casual no consultório (> 18 anos)
Classificação Pressão sistólica
Pressão diastólica
(mmHg) 
(mmHg) 
Ótima 
< 120 < 80
Normal
< 130 < 85
Limítrofe*
130 - 139 85 - 89
Hipertensão estágio 1 
140 - 159 90 - 99
Hipertensão estágio 2
160 - 179 100 0 109
Hipertensão estágio 3
>= 180 >= 110
Hipertensão sistólica isolada 
>= 140 < 90


Quando as pressões sistólicas e diastólicas situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para classificação da pressão arterial.

* Pressão normal-alta ou pré-hipertensão são termos que se equivalem na literatura.



Epidemiologia

Com um alto índice de prevalência no Brasil, de acordo com IV diretrizes brasileira de cardiologia 2010 a prevalência é acima de 30% na população brasileira4. HAS é um dos principais fatores de morbidade e mortalidade da população, aumentou-se gradativamente com a idade e principalmente em obesos, variando também em histórico familiar de hipertensão arterial, baixo nível socioeconômico, por abusos de bebidas alcoólicas e por usos de drogas. A prevalência em homens 35,8% é maior que em mulheres 30% de acordo com VI diretrizes brasileira de cardiologia 20104.

A HAS é um dos principais problemas de saúde publica, por ser uma patologia cardiovascular importante, pois a falha na estrutura e/ou funcionamento nos orgãos-alvo, ou por alterações metabólicas, favorece gradativamente doença renal, doença cardiovascular, entre outras doenças, podendo ser a causa da doença ou agravante da mesma. Para o Ministério da Saúde, o país tem 17 milhões de pessoas com HAS.

A análise de custo-efetividade do tratamento anti-hipertensivo é útil para orientar a alocação de recursos dos financiadores do sistema de saúde, tanto públicos como privados, porém não é capaz de responder as questões específicas sobre o impacto orçamentário.


Critérios de Diagnóstico

A PA é calculada pelo aferimento de duas pressões que são a sistólica que é a pressão alta, ocorre durante a contração do ventrículo esquerdo e enchimento da artéria, e a diastólica que é a pressão baixa, ocorre à dilatação pela força de retorno da pressa lateral na artéria. A alteração constante dessas duas pressões é considerada como pressão arterial sistêmica.

É fundamental a medida da PA, com técnica auscultatória com uso de esfigmomanômetro de coluna de mercúrio ou aneróide devidamente calibrada, ou com técnica oscilométrica pelos aparelhos semiautomáticos digitais de braço validados estando também calibradas realizadas mais de uma vez para confirmação durante a consulta realizada para verificação da pressão arterial sistólica e diastólica, ou por meio da Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), Monitorização Residencial de Pressão Arterial (MRPA), teste ergométrico.

Outros critérios de diagnósticos são pelos fatores de risco associados como as lesões de orgãos-alvo, anamnese, avaliação cardiovascular, exames laboratórios de urina rotina, creatinina, potássio sérico, glicemia de jejum, colesterol total, eletrocardiograma de repouso, acido úrico plasmático, dosagem de TSH, triglicérides plasmáticos.


Comprometimento Funcional

Ocorre principalmente em órgãos-alvo, alteração em sua estrutura e/ou função, alteração metabólica ou genética, acometendo principalmente o encéfalo, vaso, rins, coração, podendo ocorre em outros órgãos como os olhos e alterações metabólicas, podendo ter comprometimento leves ao mais graves e até mesmo fatais.

No encéfalo, doença cerebrovascular mais conhecido como Acidente Vascular Encefálico (AVE), outras formas de comprometimento nesta região são Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVEH), Acidente Vascular Isquêmico (AVEI), ocorrendo alteração cognitiva. Já nos rins, doença renal como nefropatia diabética que é a diminuição da filtração dos rins causando perda de proteína na urina, na forma progressiva ocorre total paralisação.

Nos vasos, doença arterial periférica como arteriopatia aterosclerótica, vasculites, ateroembolia. No coração, doença cardíaca com infarto agudo do miocárdio, angina de peito, insuficiência cardíaca, revascularização coronária. Nos olhos, retinopatia avançada a casos de hemorragias ou exsudatos, papiledema4.


Tratamento Fisioterapêutico

O principal objetivo do tratamento da hipertensão arterial consiste na redução da morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares do individuo hipertenso (PADWAL, et al., 2001), para promover a queda e a regulação da PA através de exercícios específicos aeróbicos (BACON et al., 2004, SILVA ET AL., 2006), e a respiração controlada (PINHEIRO et AL.,2007), é importante implementar mudanças no estilo de vida, para que essa regulação da PA seja constante, e possa promover a redução no consumo de doses de medicamentos, reduzindo assim efeitos colaterais do tratamento medicamentoso. As atividade físicas de todos os tipos deve-se recomendadas em todos os casos (FEREITA FILHO, 2007).

A prescrição de exercício físico para hipertensos deve ser realizada somente após a realização da anamnese que inclui informações e dados clinico, medidas de peso e altura, circunferência abdominal, Índice de Massa Corporal (IMC), flexibilidade, força muscular, teste de esforço máximo se possível, com medida de gases expirados (MONTEIRO e FILHO, 2004; VIEIRA et al., 2004).  Essa é a base para o programa de reabilitação cardiovascular, onde será baseado o ajuste da dose apropriada de esforço para cada paciente.



Exercício Físico Aeróbico


Podendo ser exercício físico aeróbico leve ou moderado, mais indicada para o controle PA, por produz alterações fisiológica, e alterações metabólicas. Essa alterações levam a uma maior utilização dos lipídios como substrato energético, o que retarda o uso de glicogênio muscular, promovendo um melhor tempo de treinamento com aumento da intensidade de esforço sustentada de acordo com VI diretrizes brasileira de cardiologia 20104.

O exercício físico aeróbico é capaz de reduzir os níveis de PA em repouso e esforço com eficácia comparada ao tratamento farmacológico, sendo mantido este efeito durante todo o período de pratica regular (LIZARDO e SIMÕES, 2005; FERREIRA e FILHO, 2007). Acredita-se, que o mecanismo da hipotensão pós-exercício esteja relacionado a uma redução de RPT causada pela diminuição da estimulação simpática para regiões neuromuscular e cutânea (CLEROUX ET AL., 1992).

O exercício aeróbico deve ser realizado pelo menos três ou mais sessões na semana, com duração de 30 minutos no mínimo de acordo com as IV diretrizes brasileiras de cardiologia 20104, para se obter um efeito hipotensor, além de ajudar a reduzir o peso corporal5. A resposta cardiovascular depende, em relação ao exercício aeróbico varia de intensidade, duração, massa muscular envolvida, o tipo de exercício pode ser dinâmico ou isométrico, sendo que cada um desses exercícios implica em respostas cardiovasculares distintas (BRUM ET AL., 2004). Os exercícios aeróbicos devem ser associados aos exercícios resistidos que devem ser realizados em intensidade leves que variam de 40 a 60 % da carga voluntaria máxima5. Outro fator relevante pata redução da PA é o controle da respiração durante os exercícios aeróbicos e a utilização da dieta hipossódica (SHEIN ET AL, 1998).



Referências

1.    Brandão AA, coordenadora. Conceituação, epidemiologia e prevenção primária. J. Bras. Nefrol. Vol.32 supl.1 São Paulo set. 2011.
2.    Souza AJ, França XSI. Prevalência da hipertensão arterial em pessoas com mobilidade física prejudicada: implicações para enfermagem. Rev. Bras. Enferm. Vol.61 no.6 Brasília Nov./Dez. 2008.
3.    Junior KO, coordenador. Tratamento medicamentoso. J. Bras. Nefrol.vol.32 supl.1 São Paulo. Set. 2010
4.    Nobre f, coordenador geral. IV diretrizes brasileira de cardiologia 2010. Arq. Bras cardiol 2010; 95(1 supl.1):1-51. Rio de Janeiro. 2010
5.    Faíco MMM, org. Livro Hipertensão arterial sistêmica. Editora FUNEC 2010. 256p. Caratinga – MG.

 

 

Obs:

- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de sua autora.

- Publicado em 16/01/2012.



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