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Análise do desenvolvimento motor na aquisição da marcha mediante o uso do andador na infância: Estudo comparativo Imprimir E-mail

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Avaliação do Usuário: / 6
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Trabalho realizado por:

Juliana Delgado Portiolli.

Graduanda do curso de Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo, 2008.

Contato: julianaportiolli@hotmail.com

Orientadora:

Daniela Rovigatti.

Formada pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

 

Resumo

O desenvolvimento na aquisição da marcha na infância pode sofrer interferências provenientes de diversos aspectos. Ambiente de convívio, estimulação, nutrição e maturação do sistema nervoso central são alguns fatores que podem interferir na aquisição de qualquer habilidade motora. O uso do andador como instrumento de auxílio no aprendizado para aquisição da marcha é descertado por autores e especialistas da área como uma escolha muitas vezes prejudicial ao desenvolvimento motor e estrutural da criança. O objetivo deste estudo foi detectar e analisar se há presença e quais são as possíveis alterações presente no desenvolvimento motor durante o período de aquisição da marcha, trocando em comparativo entre a resposta motora de uma criança usuária e uma não usuária. Entre as principais alterações encontradas durante a análise da aquisição da marcha nas crianças analisadas estão; a diferença de tempo em que uma criança andou e engatinhou em relação a outra, diferença de marcha entre as duas crianças, a diferença de postura no caminhar e diferença no comprimento de algumas etapas. Ainda é possível notar concordância na maioria dos autores que tratam do assunto em se posicionar contra o uso do andador como instrumento de auxílio durante o processo de aquisição da marcha na infância.

Palavras-chaves: Andador.  Desenvolvimento Motor.  Marcha na infância


Abstract

The development in the acquisition of the march in infancy can suffer interferences proceeding from diverse aspects. Environment of conviviality, stimulation, nutrition and maturation of the central nervous system are some factors that can intervene with the acquisition of any motor ability. The use of the babywalker as instrument of aid in the learning for acquisition of the march is descertado by authors and specialists of the area as a choice many times harmful to the motor and structural development of the child. The objective of this study was to detect and to analyze if it has presence and which are the possible alterations present in the motor development during the period of acquisition of the march, changing in comparative degree the motor reply of a using child and a not using one enters. It enters the main alterations found during the analysis of the acquisition of the march in the analyzed children are; the time difference where a child walked and engatinhou in relation to another one, difference of march between the two children, the difference of position in walking and difference in the length of some stages. Still it is possible to notice agreement in the majority of the authors who deal with the subject in if locating against the use of the babywalker as aid instrument during the process of acquisition of the march in infancy.

Keys-words: Babywalker.  Motor development.  March in infancy

 


Introdução

O desenvolvimento motor é um processo de aprendizagem, vinculado ao amadurecimento do sistema nervoso e caracterizado pela aquisição de habilidades motoras, mentais e sociais básicas, como engatinhar, sorrir, piscar os olhos, andar, reconhecer cores e sons, entre outras (Shepherd, 1998).
O padrão comportamental que destingue o desenvolvimento nada mais é do que uma resposta do sistema que coordena os movimentos a um estímulo ou a uma situação específica, como a necessidade de alcançar um brinquedo ou alimento. E são essas respostas que possibilitam avaliar se a criança está se desenvolvendo dentro dos padrões esperados para cada idade.
A avaliação do desenvolvimento tem um importante papel na proteção e na assistência preventiva de crianças normais, sendo habitual sua inclusão aos exames periódicos realizados pelos pediatras (Ctenas, 2004).
O andador prejudica o progresso físico e o mental do bebê, pois prejudica a aproximação dos objetos que estão ao redor dele. Esse toque é importante para o bebê poder sentir sua forma, sua textura, sua cor e desenvolver atividade cerebral. Outro grave defeito do andador é não permitir que a criança visualize suas pernas em movimento. Essa visualização permite que a criança descubra e se adeqüe mais rapidamente ao processo de caminhar (Garret, 2004).
Os andadores reduzem os movimentos da criança e impedem que ela vença naturalmente as diversas etapas do aprendizado, que são rolar, permanecer sentada, rastejar e engatinhar, para depois levantar-se com apoio, e ai sim começar a andar.
Este trabalho consiste em detectar as possíveis alterações ocorridas no desenvolvimento motor, em crianças que utilizaram andador durante a aquisição da marcha.
Acredita-se, com este trabalho, contribuir para que os pais e outros profissionais tenham conhecimento das interferências que o andador pode causar na fase de aquisição da marcha aos bebês.



Materiais e Método

O estudo foi realizado através de revisão bibliográfica feita por meio de livros, sites de busca, revistas, artigos em inglês, português e espanhol, desenvolvido no período dos últimos 18 anos.
Foi realizado um estudo comparativo entre 2 pacientes, do sexo masculino, na idade de 7 meses  e com desenvolvimento neuropsicomotor normal. Ambos nascidos na cidade de Osasco, onde o estudo foi realizado no período de 07/07/07 à 30/08/08, com a supervisão da Fisioterapeuta Daniela Rovigatti. Como critério de seleção das crianças para a realização do trabalho de avaliação e comparação foi além da faixa etária e fase de aquisição da marcha, o uso de andador por 1 dos pacientes e a não utilização do mesmo pelo outro paciente.
Os pacientes foram submetidos a avaliação e observação de todo o período e etapas do desenvolvimento motor na aquisição da marcha, durante o tempo em que estiveram participando ao estudo (que durou aproximadamente 1 ano e 2 meses).
Foi observado nos pacientes, a postura, marcha, equilíbrio, com quantos meses rolou, sentou com apoio, sentou sem apoio, ficou em pé sem e com apoio,  engatinhou e andou com e sem apoio.
A análise proposta foi realizada através da observação das crianças pelo terapeuta que durante 2 horas, 1 vez por semana, no período já citado esteve presente na residência de cada paciente para cumprir tal tarefa. Para tanto o terapeuta utilizou como material de registro para acervo pessoal, 2 máquinas fotográficas, 1ª. Máquina fotográfica Kodak, modelo câmera 35 de 30mm e a 2ª. Máquina fotográfica Olympus, modelo D-435 digital. E 1 andador para bebê, da marca Galzerano e modelo Infantino Rainbow 4080-06.


Resultados

No presente estudo, foi obtido os seguintes resultados da observação dos pacientes.
O primeiro paciente R.F.G., foi o primeiro filho de pais que trabalham, seus primeiros meses de vida apresentou todos os reflexos normais e nenhum problema de saúde. Ao final da licença a maternidade, o paciente encontrava-se com 3 meses de idade e passou a ser cuidado pela avó e uma babá. Segundo informações colhidas por está razão ele não foi colocado no andador, por ter todas as atenções voltadas para ele.
Com 7 meses o mesmo já conseguia sustentar o corpo. Em uma consulta de rotina a pediatra, sua mãe questionou o uso do e teve como resposta a indicação do  equipamento pois a criança já apresentava sustentação do corpo). Antes de começar a engatinhar ele trocava alguns passos segurando no móveis, apresentando marcha lateral. Com 9 meses ele começou a engatinhar e a trocar passos com apoio, quando um adulto segurava em uma de suas mãos. Sua marcha era apoiando todo o pé no chão com o tronco ereto. Com 10 meses o paciente já trocava alguns passos sem apoio, em uma distância pequena, mas não conseguia estacionar a marcha a menos que tivesse uma pessoa para esperá-lo e segurá-lo. Teve aquisição da marcha quando estava com 11 meses.
O segundo paciente D.T.E., é o segundo filho, de um outro casal, sua mãe parou de trabalhar para ficar cuidando dele e de seu irmão, aonde a diferença de idade é de 1 ano e 3 meses. Em seus primeiros meses de vida apresentou todos os reflexos normais e  foi acometido de um único problema de saúde que foi Refluxo Gastroesofágico.
Quando estava com 7 meses, onde já conseguia sustentar o corpo, sua mãe optou pelo uso do andador (mesmo o pediatra sendo contra), por ser mais cômodo e mais fácil, pois ela poderia se ocupar de outros afazeres. Sua marcha no andador era, com as bases alargadas, rotação externa de quadril tanto direito quanto esquerdo, pois nessa posição ficava mais fácil de empurrar o andador. As pernas ficavam em extensão, os pés em plantiflexão e o tronco inclinado para frente. Com 10 meses quando começou a andar com apoio, sendo que alguém segurava-o pelas mãos, ele mesmo recusava o andador, mas sua marcha continuava com as bases alargadas, plantiflexão e o tronco inclinado para frente. Começou a engatinhar com 11 meses. Quando completou 12 meses, ele andava com apoio, porém neste momento quando alguém segurava uma de suas mãos, sua marcha não era mais com a base alargada, mas sim a criança passou a apoiar todo o pé no chão e com o tronco ereto. Passado em média 5 dias, o paciente apresentou aquisição de marcha sem apoio, e quando conseguia parar de andar para não cair, usava toda a reação de proteção tanto anterior quanto posterior.
No presente estudo constatou-se que o paciente que não utilizou o andador, engatinhou e andou 1 mês antes em comparação com o paciente utilitário do andador.


Disscussão

Segundo Taylor  (2002) os andadores atrasam a aquisição do rastejamento, e do andar.
Warren (2002) diz que, os andadores, forneceram alguma evidência impressionante de uma associação entre o uso dos andadores e o atraso em alcançar o “desenvolvimento”. A interpretação que dão, esse atraso motor por causa dos andadores, é muito plausível. Mas é igualmente plausível que o uso do andadores está associado com fatores como baixo nível de instrução e classe social dos pais, que são associados com a taxa de desenvolvimento.
Usuários do andador tiveram uns ou vários ferimentos e o uso do andador pode igualmente atrasar o desenvolvimento motor da criança (Thein, 1997).
Bebês que utilizaram andador, sentaram, rastejaram e andaram mais tarde do que os que não utilizaram, e tiveram marca baixa na escala de Bayley do desenvolvimento mental e motor. Concluíram que os riscos do uso do andador compensam os benefícios (Siegel, 1999).
Segundo Garret a evidência adicional que os andadores estão associados com o atraso em conseguir “marcos” locomotores normais. Os andadores servem para aumentar o risco da infância. O uso dos andadores deve ser diminuído (Garret, 2002).
Quando os longos períodos passados no andador foram associados com o atraso em um marco motor; uns períodos curtos pareceram ser associados com uma curva de distribuição mais estreita do assento, do rastejamento e do andar. Este efeito do padrão sugere que o desenvolvimento motor possa ser acelerado, assim como atraso, por fatores ambientais. (Crouchman, 1990).
Dado que os andadores às vezes estão sendo usados para promover o desenvolvimento a conclusão mais firme que pode ser feita é que não há absolutamente nenhuma evidência para suportar isto. Entretanto o peso da evidência aponta a um atraso médio do andar, entre 11 e 26 dias nas crianças que usaram o andador. Algumas vezes os andadores não podem ser associados com o atraso no desenvolvimento (Burrons, 2002).
Os andadores limitam os movimentos da criança e impedem que ela vença naturalmente as diversas etapas do aprendizado, que são rolar na cama, permanecer sentada, rastejar e engatinhar no chão para depois levantar-se com apoio e, aí sim, começar a andar (Saude em movimento, 2005).
Dessa forma, o presente estudo, entra em concordância com o estudo de Garret apud Burrons (2002), que diz que a o atraso médio do desenvolvimento, entre 11 à 26 dias, não pode ser considerado atraso no desenvolvimento sensório motor.
Enquanto que os estudos de Thein,1997; Siegel, 1999 Taylor, 2002; Warren, 2002; dizem que crianças que utilizaram andador, tiveram um atraso na aquisição do sentar, rastejar e andar isso em relação à criança que não utilizou. Igualmente acontecido no presente estudo, pois paciente utilitário do andador teve atraso na aquisição do engatinhar e andar.
O estudo de Holle, 1990; diz que algumas crianças não chegaram a engatinhar, já começando a andar. No presente estudo, vimos que o paciente utilitário de andador começou a andar com apoio antes de engatinhar.


Conclusão

Através do presente estudo foi possível concluir e observar que há alterações no desenvolvimento motor durante a aquisição da marcha quando comparamos está etapa entre crianças usuárias e não usuárias de andador.
Pudemos observar que o paciente R.F.G., engatinhou e andou 1 mês antes, em comparação ao paciente D.T.E. e também em relação ao parâmetro de padrão do desenvolvimento motor normal. Isso ocorreu provavelmente, porque R.F.G., foi estimulado sendo deixado no chão a maior parte do tempo, enquanto que o paciente D.T.E.,  ficava aproximadamente umas 4 horas/dia no andador.
Também foi possível observar que mesmo o paciente D.T.E., tendo apresentado alterações motoras na aquisição da marcha e um período de atraso no engatinhar e andar devido o uso do andador durante esta fase, não podemos considerar um concreto atraso no desenvolvimento motor pois o mesmo apresentou-se dentro dos padrões de normalidade quando avaliado neste aspecto.


Referências

ARTIGOS - Burrows, P; Griffiths, P. Do baby walker delay on set of walking in young children. Journal Br J Community Nurs, Inglaterra, 7(11):581-6, nov. 2002

ARTIGOS  - Crouchman M. The effects of babywalkers on early locomotor developement. Revista Dev Med Child Neurol, Inglaterra, 25(6):757-761, fev. 1990
CTENAS, Maria Luiza Brito. et al. Crecendo com saúde. 1 ed. São Paulo: CR Editora. 1999.

ARTIGOS - Garret M et al. Locomotor milestones and babywalkers: cross sectional study. Journal BMJ, Estados Unidos, 324(7352)1949. 2002

LIVRO - Holle, Britta; Desenvolvimento motor na criança normal e retardada. 1 ed. São Paulo: Editora Manole, 1990. 10 e 34 p.

ARTIGOS - Siegel AC; Burton RV.  Effects of baby walker on motor and mental development in human infants. Journal J Dev Behav Pediatric, Estados Unidos, 20(5):355-61, oct. 1999

LIVRO - Shepherd, Roberta B. Fisioterapia em Pediatria. 3 ed. São Paulo: Editora Santos. 1996. 10 p.

INTERNET - SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Disponível em <http://www.sbp.com.br.> Acesso em 22 ago. 2007

INTERNET - SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO. Disponível em <http://www.spsp. com.br.> Acesso em 22 ago. 2007

ARTIGOS  - Taylor, B. They delay development, cause injuries, and we should consider banning them. Journal BMJ, Estados Unidos, 325(7365)612, sep. 2002

ARTIGOS - Thein, MM et al. Infant walker use, injuries, and motor development. Journal Inj Prev, Inglaterra, 3(1):63-6, mar. 1997

INTERNET - USO DE ANDADORES. Disponível em <http://www.saudeemmovimento.com.br.> Acesso em 22 ago. 2007

ARTIGOS - Warren, S. Locomotor milestone and babywalkers. Infants using babywalkers are not developmentally delayed. Journal BMJ, Estados Unidos, 325(7365)657. 2002

 

 

Obs:

- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo é de sua autora.

- Publicado em 06/01/2011.



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