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Trabalho realizado por:

Michelle Salerno de Lima

Fisioterapeuta formada pela Universidade Católica de Goiás, pós-graduanda em Fisioterapia em Geriatria e Gerontologia – Universidade São Marcos/C.E.A.F.i.

Contato: michelle_salerno25@hotmail.com

 

O acentuado aumento do número de idosos tornou-se um fenômeno universal. Há previsões de que a população mundial de pessoas com 50 anos ou mais de idade dobrará até o ano de 2020, e no Brasil, a expectativa é que a população com mais de 60 anos seja aproximadamente 11% do total (SIQUEIRA et al., 2007).

O envelhecimento biológico é um processo natural, dinâmico, progressivo e irreversível, que leva a alterações bioquímicas, morfológicas e fisiológicas. Porém, sabe-se que envelhecer envolve processos mais abrangentes como o psicológico e o social do indivíduo, os quais devem ter a mesma importância na hora de avaliar, tratar e/ou reabilitar o idoso (DELIBERATO, 2002).

Para que o envelhecer seja uma experiência positiva deve vir acompanhado de oportunidades contínuas de saúde, participação e seguridade. Ao final dos anos 90 a Organização Mundial de Saúde (OMS) denominou esse processo de Envelhecimento Ativo, que enfoca a qualidade de vida para todos que envelhecem, incluindo os mais frágeis, incapacitados ou necessitados de assistência, que, dentro das próprias possibilidades e limitações, podem e devem continuar interagindo com sua comunidade.

A busca de uma formação em geriatria, caso restrinja-se ao estudo das patologias mais prevalentes e/ou ao processo biológico do envelhecimento, não é capaz de preparar profissionais aptos à adequada atenção aos idosos. Deve incorporar, portanto, subsídios da gerontologia (disciplina que estuda o envelhecimento) que se caracteriza como um campo de saber onde a prática de trabalho em equipe é central, a interdisciplinaridade é inerente e a intersetorialidade está contida em sua definição (MOTA & AGUIAR, 2007).

O idoso esteja no estado natural de senescência, ou no processo de senilidade, deve contar com atendimento especializado que colabore com a melhor qualidade de vida em seu lar e na comunidade. A promoção e atenção à saúde do geronte englobam medidas preventivas, restauradoras e reabilitativas (DRIUSSO & CHIARELLO, 2007).

As atividades físicas como a caminhada, a hidroginástica, a fisioterapia aquática e a realizada no solo são formas de tratamento, manutenção e/ou prevenção para as pessoas da terceira idade.

Deve-se ressaltar que um atendimento especializado é fundamental para uma melhor abordagem e resultado do tratamento.

Várias são as enfermidades que fazem a pessoa entrar no estado da senilidade. Dentre elas pode-se citar a osteoartrite que é a doença crônica mais prevalente na população idosa. Essa prevalência aumenta com a idade e é maior em mulheres que em homens (CAMARGOS et al, 2004).

Outra doença que merece destaque é a osteoporose que por elevar o risco de fraturas em ambos os sexos é considerada um grave problema de saúde pública em todo o mundo (JOVINE et al, 2006). Também, dentro do estudo patológico do envelhecimento depara-se com doenças freqüentes para este grupo como o acidente vascular encefálico, as demências e a doença de Parkinson.

A fisioterapia em geriatria e gerontologia emerge para também promover (seja preventivamente ou de forma reabilitadora) a saúde do idoso.

Dentre os objetivos da fisioterapia nesta área tem-se:

  • Aumentar e/ou manter a capacidade funcional, com programas de exercícios individuais ou em grupo, de ganho de flexibilidade, força, resistência, potência, equilíbrio estático e dinâmico, coordenação motora, função respiratória, de melhor performance da marcha e da realização das atividades de vida diária.

  • Colaborar para a saúde psíquica/emocional e para a independência e autonomia do idoso.

  • Promover orientações aos cuidadores quanto ao estado da doença e atividades básicas para um melhor atendimento ao geronte.

  • Orientar diretamente os idosos com boa capacidade cognitiva quanto a exercícios e auto-cuidados.

  • Atuar como agente promotor do envelhecimento ativo, alertando (dentro de suas atribuições e capacidades) a sociedade e os responsáveis políticos quanto às conseqüências do exercício físico, e da falta de cuidados específicos para com a pessoa idosa.

 

Referências Bibliográficas

CAMARGOS, F. F. O. et al. Estudo da propriocepção e desenvolvimento funcional em idosos com osteoartrite de joelhos. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 8, n. 1, 2004.

DELIBERATO, Paulo C. P. Fisioterapia Preventiva: fundamentos e aplicações. São Paulo: Manole, 2002, p. 46 - 47.

DRIUSSO, Patrícia & CHIARELLO, Berenice. Fisioterapia Gerontológica. São Paulo: Manole, 2007, p. 122 – 123.

JOVINE, Márcia Salazar et al. Efeito do treinamento resistido sobre a osteoporose após a menopausa: estudo de atualização. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 9, n. 4, 2006.

MOTA, Luciana Branco da & AGUIAR, Adriana Cavalcanti. Novas competências profissionais em saúde e o envelhecimento populacional brasileiro: integralidade, interdisciplinaridade e intersetorialidade. Revista Ciência e Saúde Coletiva, v. 12, n.2, 2007.

SIQUEIRA, Fernando V. et al. Prevalência de quedas em idosos e fatores associados. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 41, n.5, p. 149-156, out / 2007.

 

Obs:

- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo é de seu autor.

- Publicado em 02/11/2010.

 

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