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Medidas Profiláticas contra Hipertensão Arterial Sistêmica na Infância E-mail
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Trabalho realizado por:

Cleisiomara de Lima Araújo.

Contato: mara.lima200644@yahoo.com.br

Camila Lula do Amaral.

Contato: milaaa.amaral@hotmail.com

* Graduandas de fisioterapia da Faculdade São Francisco de Barreiras (FASB).

 

Palavras chaves: hipertenção, criança e prevenção.

 

Introdução

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma patologia definida pela persistência dos níveis da pressão arterial acima dos valores definidos como normais 105\65mmHg em crianças de 11 a 13 anos. É uma doença cardiovascular e uma dos mais importantes fatores de risco de mortalidade no mundo (SILVA. Jorge Luiz., [(1999?)]. Sendo a hipertensão um dos maiores desafios da saúde publica na sociedade onde as mesmas desconhecem a presença de hipertensão arterial nas crianças. Entretanto as equipes de saúde dão pouca ênfase na divulgação ao tema levando um grande desconhecimento do tema por parte do país que poderiam contribuir para a diminuição dessa patologia na população infantil e evitar que se tornem futuros adultos com hipertensão.

A opinião da saúde sobre a HAS nas últimas décadas vem passando por varias transformações importantes, sobretudo relacionado ao modelo de saúde adotado, Modificando-o de forma significativa de um modelo hospitalocêntrico, curativo e reabilitador para um modelo auxiliador, promotor da saúde e preventivo, contando com a participação direta da população e da interdisciplinaridade dos diferentes profissionais da saúde (RAGASSON et al., [(2002?)].

Algumas pesquisas têm identificado fortes vestígios de que a HAS do adulto é uma doença que se inicia na infância e tem aumentado a preocupação com a avaliação da pressão arterial em crianças nos últimos anos (SANTOS et al ,2003). Então diante a relevância deste problema as medidas de intervenção dessa questão não é só o diagnosticar e o tratar esses individuo, mas principalmente criar estratégias populacionais de grande alcance no sentido de prevenir o aparecimento da hipertensão nessas crianças.

Por tanto para obter resultado na ações profiláticas contra hipertensão infantil é necessário investir nas campanhas educacionais com varias recomendações de hábitos saudáveis e intervenção nos fatores de risco que aumenta a probabilidade da obtenção da patologia ou ate mesmo medidas de proteção especificas como imunizações e utilizações de medicamentos para minimizar os fatores de risco. Diante disso o presente artigo teve como principal objetivo Informar a população infantil sobre as medidas preventiva da Hipertensão arterial na infância bem como mostrar suas principais consequências e incentivar a população infantil a adotar hábitos saudáveis de vida.


Metodologia

Diante da temática force necessário um estudo qualitativo sobre a hipertensão arterial sistêmica na infância realizado em 07 de abril a 20 de julho de 2012 na escola Centro Integrada do Ensino Continuado (CIEC) em Bom Jesus da Lapa – BA, onde a amostra analisada foi constituída por crianças na faixa etária de nove a treze anos de idade, de ambos os sexos matriculadas na rede de ensino no ano letivo de 2012. E assim foram realizando nesses estudantes exame físico sumario, obtendo informações sobre idade, sexo, cor, peso, altura, medida da pressão arterial e historia familiar, identificando assim alguns fatores de risco que os deixam predispostos a hipertensão.

Após identificar os fatores de risco dessa criança, houve uma palestra através de dinâmicas e cartazes ilustrativos explicando a elas porque eles podem ou não, ser hipertensos e o que é hipertensão arterial, e como a mesma afeta o sistema sanguíneo. Logo após utilizar linguagens ilustrativas com peças de teatro, brincadeiras e debates foram explicados a melhor forma de adquirir hábitos saudáveis como uma boa alimentação, sendo na escola ou ate mesmo em casa, demonstrando as mesma que é possível praticar exercício ate mesmo brincando.

A melhor forma de combater a hipertensão é reduzindo no máximo os fatores de risco destes pacientes, é através medidas gerais de promoção a saúde incluindo campanhas educacionais com intuito de informar toda população sobre os riscos da mesma, com medidas profiláticas orientando os pais e cuidadores que o monitoramento da pressão arterial das crianças colabora de forma significativa para a detecção precoce de doenças relacionadas à hipertensão.


Discussão

Hipertensão Arterial é a pressão exercida pelo coração sobre as artérias, que se refere á acomodação do sangue nos vasos sanguíneos. Surgindo como um aumento na pressão arterial acima de um valor estabelecido, sendo considerada um fator de risco independente em qualquer faixa etária. Onde a mesma torna-se mais complexo em crianças por causa de seu crescimento e desenvolvimento, pois se sabe que a pressão arterial aumenta durante o crescimento e a maturação.

Na sociedade industrializadas, a pressão sistólica aumenta-se progressivamente com envelhecimento, se os indivíduos vivem tempo suficiente, quase todos desenvolvem hipertensão sistólica. visto que em sociedades menos industrializadas, onde consumo de calorias e de sal são menores, as pressões arteriais permanecem baixas e não se elevam com envelhecimento. Em sociedade industrializada, a pressão diastólica eleva-se até a idade de 50 anos e diminui subseqüentemente, produzindo uma elevação dramática na PA. (GOLDMAN; AUSIELLO, 2005).

 

Segundo MINISTÉRIO DA SAÚDE (2003)

A pressão arterial varia ao longo da vida, aumentando conforme a idade. Crianças de 4 anos podem ter pressão em torno de 85/60 mmHg; aos 10 anos, 100/65 mmHg.Nos adultos, são considerados normais os parâmetros com pressão sistólica variando de 90 a 140 mmHg e pressão diastólica de 60 a 90 mmHg.

A pressão arterial de um adulto é avaliada anormal quando esta acima de um nível com qual existe a associação com a doença coronariana, AVC ou doença renal. Ao contrario para as crianças e jovens é estatística. Por que ainda não existem estudos apurados quais seriam os níveis pressóricos relacionados com doenças futuras. (SALGADO; CARVALHAES, 2003).

A pressão arterial de uma pessoa é apontada pela interação entre fatores genéticos e ambientais. A genética na hipertensão arterial deriva de uma ou mais anormalidades dentro de um conjunto de sistemas, como transporte de eletrólitos e os mecanismos de controle endórino e simpático. Conforme Missagia (2010)

Estudos realizados sugerem que os fatores hereditários contribuem em pelo menos 20 a 50 % da variação da pressão arterial em humanos. Além disso, pesquisas apontam que a relação entre fatores genéticos e ambientais inicia-se precocemente, ainda no período pré-natal.

 

Continuando Missagia (2010)

Evidências epidemiológicas indicam que bebês pequenos ao nascimento, e que crescem mais devagar durante o primeiro ano de vida, têm maior incidência de hipertensão arterial e morte por eventos cardiovasculares quando adultos.

 

Como nos adultos a obesidade e hipertensão arterial podem ser encontradas precocemente na infância e tem grande estimação clinica, devido a associação com doenças silenciosas, como a dislipidemia, o biabetes mellitus tipo 2. (SALGADO; CARVALHAES, 2003) se relacionando cada vez mais com a ingestão excessiva de sódio eleva a pressão assim como salgadinhos, bolachas e temperos prontos contém grandes quantidades de sódio o estresse, sedentarismo, o fumo e o álcool que influencia cada vez mais a elevação da pressão arterial influência a pressão arterial.

O aumento da hipertensão entre as crianças, principalmente em idade escolar, por conta do estilo de vida inadequado, com muita gordura e sal na alimentação e pouca ou nenhuma atividade física leva a maior preocupação dos familiares aconselhando que crianças acima de 3 anos de idade tenha sua PA verificada durante o acompanhamento pediátrico. Entretanto, antes mesmo dessa idade é aceitável e necessário sua medida rotineira, enfim é uma das maneiras de diagnosticar antes que possua uma doença grave.

Estudos demonstraram as placas de arteriosclerose se inicia na infância, que a progressão de lesões vai ate a vida adulta, pois Nas crianças, os principais fatores de risco para elevar a pressão além do histórico familiar são o sedentarismo, a obesidade e a alimentação inadequada desenvolvendo essas placas ate a vida adulta aumentando os risco de doenças cardiovasculares sendo uma das causas mais freqüente de mortalidade no mundo. ( MAGALHÃES, 2010)

Para Furijama,(1983)

A PA varia muito na infância, em função de exercícios físicos, de alterações do estado emocionar, de choro e de inadequação do manquito ao volume do membro examinado. Assim sendo, as verificações de Pa devem ser realizadas com crianças tranqüilas: se nessas condições, valores limítrofes forem detectados, medidas repetidas devem ser feitas em dias sucessivos. Se os valores obtidos ainda forem elevados, deve ser medida a PA durante o sono. O manguito do aparelho deve abarcar sempre 2/3 do braço ou da coxa.

 

95% dos casos de hipertensão infantil idiopática determinam mudança no estilo de vida, incluindo atividade física no dia-a-dia e alimentos saudáveis, além de retirar o excesso de sal nas refeições, a primeira etapa para conservar a pressão arterial no nível adequado. (ALBERT EINSTEIN, 2009)

Os outros 5% dos casos estão associados às causas secundárias, que precisam de tratamentos mais específicos. Quanto mais jovem o paciente, maior a probabilidade de a hipertensão ser resultado de outros males.

Para instituição citado anteriormente conselho a substituição do videogame por outras atividades. “Os jogos promovem uma neuroestimulação que pode aumentar a carga de estresse e ainda colaboram para que crianças e adolescentes fiquem cada vez mais sedentários”. Os melhores exercícios para essa fase são a caminhada, o ciclismo e a natação.

Para impedir ou retardar o aparecimento da hipertensão arterial as principais medidas a serem tomadas são Reduzir o peso corporal através de dieta calórica controlada substituindo assim as gorduras animais por óleos vegetais, diminuir os açúcares e aumentar a ingestão de fibras Reduzir o sal de cozinha, embutidos, enlatados, conservas, bacalhau, charque e queijos salgados, controlar o estresse e Exercitar-se regularmente 30-45 minutos, de três a cinco vezes por semana

Lembrando sempre que o monitoramento da pressão arterial colabora para a detecção precoce de doenças relacionadas à hipertensão.

OBS: cuidado com a hipertensão do eventual branco. Muitas crianças aumentam a pressão arterial só de ver um medico ou por estarem em um hospital e o estado emocional conta muito durante a consulta ao pediátrica.

 

Resultados

O conhecimento dessa patologia nas crianças tem demonstrado que a pressão elevada na infância pode ser um fator preditivo de hipertensão arterial sistêmica na vida adulta. Onde a identificação desses fatores de risco propicia uma oportunidade para que se possa intervir o mais precocemente possível em uma seqüência de eventos associados com a morbidade e mortalidade em adultos (RODRIGUES, 2009).

Com relevância a essa patologia é possível agir sobre os fatores de risco de forma a impedir ou retardar o aparecimento da hipertensão arterial dando ênfase não apenas no diagnostico e tratamento, mas principalmente na criação de estratégia que possa alcançar a prevenção dessa patologia. Pois a detecção de fatores de risco cardiovasculares em crianças é fundamental para a prevenção da síndrome metabólica e futuras complicações.

Durante o desenvolvimento de cada criança é necessário uma atenção especial à monitoração rotineira da pressão arterial da mesma, pois com essa medida é possível identificar precocemente fatores de risco como sobrepeso e obesidade na prevenção de eventos cardiovasculares no futuro.

E assim a moodificação no estilo de vida têm demonstrado nitidamente ser eficaz na prevenção ou no retardamento do inicio da hipertensão, onde detacam-se nessa lista de prevenção a manutenção ou alcance do peso corporal normal,a pratica regular de exercícios físicos e alimentação saudável com ênfase na redução do sódio.


Conclusão

Quando o diagnóstico precoce é alcançado, causas e fatores podem ser corrigidos e, assim, contribuir para a redução da ocorrência de doenças cardiovasculares posteriormente.

Assim como também para todas as medidas utilizadas para a resolução dessa patologia como a pratica de hábitos saudáveis como boa alimentação, pratica de exercícios físicos, diminuição de ingestão de sódio e outros.

 

Bibliografia

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GOLDMAN, Lee, AUSIELLO Dennis. tratado de medicina interna. 22.ed.rio de janeiro: elsevier, 2005

MARALHÃES Maria Eliane Campos et al, prevenção da hipertensão arterial: para quem e quando começa

MISSAGIA,Luciana,Hipertensão arterial na infância. 2010: disponível em http://h ipert ens ao2010.blogspot.com.br/2010/08/hipertensao-arterial-na-infancia.html acessado no dia 06/04/2012

Profissionalização de axiliares de enfermagem: cadernos de alunos: fundamentos de enfermagem/ Ministério da Saúde, 2. Ed. rev., 1.a reimpr.- Brasília: Ministério da saúde; Rio de Janeiro: Fiocruz,2003.

RAGASSON,Carla Adriana Piris et al. Atribuição do fisioterapeuta no programa de saúde da família: reflexão a partir da pratica profissional. Paraíba [(2002?)]: disponível em: http://henriquetateixeira.com. br/up_artigo/atribuiCOes_do_ fisioterapeuta_no_programa_de_saUde_da_famIli_co2gi5.pdf. acesso: 05-04-2012 as 09:00.

SILVA. Jorge Luiz et al. Verificações dos sinais vitais da pediatria. https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:fMHioO0dUaUJ:www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/595.pdf+&hl=pt BR&gl=br&pid=bl&srcid=A DGEESgUyNFkhlBEZq lysfFA1smJEp_1aQ aB6mRbv VJGmXWgT_geBXDk4K FBrtcgektMVqB7p40pmN7 4uT1_mKw0itTXRF8t_MXNQ GZw_ qVjiGm1xV84NiEVmE6f8d_eWCSkgzb957e&sig=AHIEtbSPV8t23oujYhPCo30usckp20J4hw&pli=1 acesso em:

SANTOS, Augusto Cais dos Santos. Diagnostico da hipertensão arterial na criança e na adolescência . São Paulo: 2003 disponivel em: http://www .pediatriasaopaulo .usp.br/upload/pdf/595.pdf acesso em : 05-04-2012

SALGADO, Cláudia Maria, CARVALHAES, João Tomás de Abreu. Hipertensão arterial na infância. 2003: Disponível em http://www.scielo.br/ pdf/jped /v79s1/ v79s1a13 .pdf acessado no dia 06/04/2012

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Obs:

- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de suas autoras.

- Publicado em 12/04/2013.


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